O cientista político e ex-militante petista César Benjamin acusou o Presidente Lula de ter tentado “subjugar” um companheiro de cela no passado. Em outras palvras: Benjamin disse que Lula quis abusar sexualmente de um outro prisioneiro quando esteve preso no Dops, em 1980.
A denúncia foi feita através de artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, que foi criticado por muitos – não só aliados do Presidente, mas também alguns oposicionistas – por conta de ter dado espaço para esse tipo de acusação que pode representar gravíssima leviandade.
Alguns, em sua maioria pessoas que não apóiam o governo Lula, sejam elas do meio político ou líderes da sociedade civil, deram a entender, através de suas declarações, que acreditam que os fatos narrados por Benjamin podem ser verídicos.
Outros, além de criticarem a Folha de São Paulo pelo espaço dado à denúncia meio sem pé nem cabeça, afirmam que trata-se de uma acusação leviana, sem embasamento algum na realidade e feita motivada pela má-fé.
De qualquer forma, certo é que uma acusação dessas precisa ser comprovada pelo acusador. É dele o ônus da prova. A Folha de São Paulo, segundo seu ouvidor, está tentando reconstruir os fatos, afinal, se comprometeu com a persecução da verdade a partir do momento que permitiu a Benjamim levantar suspeitas em suas páginas.
Se apurar que Benjamin mentiu descaradamente, a Folha terá que se desculpar por ter concedido caracteres de sua seção de artigos a um louco. Porém, se por acaso a Folha apurar que há alguma verdade nessa história, será uma bomba.
Enquanto isso, Gilberto Carvalho, Chefe de Gabinete de Lula, afirma que o Presidente Lula reagiu com tristeza e dizendo que tudo não passa de uma “loucura”; José Maria de Almeida, atual Presidente do PSTU e companheiro de cela de Lula na época, não se recorda do tal “menino do MEP”, que teria sido o assediado pelo Presidente segundo Cesar Benjamin; Djalma Bom, ex-líder sindical e outro companheiro de cela dos já citados, difere de Zé Maria e lembra de um “menino do MEP”, mas nega que tenha acontecido qualquer assédio; Paulo de Tarso Santos, dito por César Benjamin como presente na hora em que Lula contou sobre o episódio, negou o caso.
O grande ponto fica por conta do cineasta Silvio Tendler, que se disse como o publicitário citado por César Benjamin como presente no momento em que Lula fez a revelação. Tendler afirmou que Lula disse mesmo o que Benjamim contou, porém, em tom de piada. O caso seria uma invenção jocosa de Lula.
Ora, se Silvio ouviu, os outros devem ter ouvido. Por que mentiriam? Ou é Silvio que mente?
Cabe à Folha de São Paulo, que pode tanto ter aberto espaço para uma loucura, como para uma bomba sem precedentes, perseguir a verdade.
Até lá, prevalece o entendimento, também em mim, de que César Benjamin, que já foi candidato a Vice-Presidente da República na chapa de Heloísa Helena, surtou.
A ver.










