Não costumo reproduzir textos opinativos, comentários, a respeito das notícias mais pontuais do mundo político nacional e internacional.
Normalmente, utilizo trechos objetivos, noticiosos, para informar a respeito do tema que eu mesmo comentarei.
Algumas vezes, divulgo artigos que analisam o panorama geral, nunca uma notícia em si mesma, mas, ainda assim, apenas quando a opinião explicitada no texto é semelhante à do blog, mantendo sua linha editorial.
Pois bem. É justamente por essa proximidade total de opinião que me vejo compelido a reproduzir não uma análise geral, mas um comentário do jornalista Ricardo Noblat. Na realidade, um resumo deste.
Ele trata da eleição indireta de Rogério Rosso, que participou dos governos de Joaquim Roriz e de José Roberto Arruda, para o governo do Distrito Federal.
Não há o que tirar nem pôr. Noblat vai no cerne da questão de forma direta, eficaz, dura, comprovando que a intervenção federal nas instâncias de poder distritais se faz realmente necessária. Eu, particularmente, tinha dúvidas quanto a isso.
Não mais.
Segue o resumo do texto de Noblat, por quem tenho muito apreço – diga-se de passagem – por ter indicado o Perspectiva duas vezes aos seus leitores quando este que vos fala iniciava este blog:
“Com 13 votos de um total de 25, Rogério Rosso (PMDB), ex-administrador da cidade de Ceilândia no governo Joaquim Roriz e ex-presidente de empresa estatal no governo José Roberto Arruda, acabou de ser eleito governador-tampão do Distrito Federal.
Vamos à ficha da maioria dos deputados que o elegeu:
Ailton Gomes (PR), [...] Benedito Domingos (PP), [...] Benício Tavares (PMDB), [...] Eurides Brito (PMDB), [...] Rogério Ulysses (expulso do PSB) [...] [e] Roney Nemer (PMDB) [se envolveram] no escândalo do mensalão do DEM.
Os deputados distritais Rubens Brunnelli e Leonardo Prudente renunciaram ao mandato por causa do escândalo.
[...]
Os dois foram substituídos por Pedro do Ovo (PR) e Geraldo Naves (DEM), que também votaram em Rogério Rosso para governador-tampão.
Naves foi aquele que esteve preso na Penitenciário da Papuda até recentemente. Envolveu-se na tentativa de Arruda de subornar o jornalista Edson Sombra, testemunha-chave do mensalão. Saiu da Papuda para ajudar a eleger o novo governador.
Rosso teve ainda mais dois votos de fichas-sujas:
* Batista das Cooperativas (PRP) – indicou funcionários para trabalharem na administração da cidade de Águas Claras. Vários deles fortam flagrados trabalhando na cooperativa do próprio deputado.
* Aguinaldo de Sena (PRB) – responde a processo por improbidade administrativa. Foi secretário de Esportes do governo Arruda.
Em resumo: dos 13 votos de Rosso, 10 estão manchados por escândalos.
Tem ou não de haver intervenção no Distrito Federal?
O Procurador Geral da República está certo ao defender a intervenção.”

















