Postagens com a palavra-chave ‘Antonio Carlos Magalhães Neto’

Funaro denuncia que PT usou fundos de estatais na arrecadação do mensalão

16/03/2010

Informa O Globo:

“Numa série de depoimentos que vinham sendo mantidos em sigilo pelo Ministério Público Federal, o corretor do mercado financeiro Lúcio Funaro denunciou suposto esquema de arrecadação de recursos para o PT, em transações suspeitas com fundos de previdência de empresas estatais. Entre os principais acusados por Funaro estão o ex-ministro e deputado federal cassado José Dirceu, o ex-secretário de Comunicação do PT Marcelo Sereno, o atual tesoureiro do partido, João Vaccari, e até o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT).

[...]

Os primeiros depoimentos foram prestados por Funaro entre novembro de 2005 e março de 2006. Neles, ele detalhou como funcionavam o pagamento do mensalão do PT ao Partido Liberal (PL), comandado na época pelo então deputado federal Valdemar Costa Neto. Funaro também levantou suspeitas contra o deputado do DEM Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), que investigava empresas do economista na época da CPI dos Correios.

[...]

Os depoimentos foram incluídos no processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o mensalão. Segundo Funaro, havia desvios contínuos de dinheiro nos fundos de estatais. Um dos beneficiados seria Dirceu, que nega.”

Todos aqueles interessados nos rumos da política nacional, que acompanham o noticiário sobre o tema, precisam ficar atentos para o desenrolar dessas investigações citadas acima.

Novas e escabrosas revelações sobre os subterrâneos do mensalão podem, e devem, atormentar o PT e, consequentemente, a campanha de Dilma Rousseff, na busca destes pela Presidência.

O ponto principal é o de que começa a parecer indubitável que houve grande desvio do meu, do seu, do nosso dinheiro, para que existissem recursos suficientes para o empreendimento do mensalão.

O Perspectiva estará de olho.

Sucessão baiana: Wagner lidera disparado

23/03/2009

Informa a Folha de São Paulo a respeito da pesquisa do Datafolha sobre a sucessão baiana:

“Cotado a vice em uma eventual chapa presidencial encabeçada pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), aparece apenas em quarto lugar na intenção de voto dos eleitores da Bahia para o governo do Estado, a pouco mais de um ano e meio das eleições.

Quatro cenários projetados pelo Datafolha com oito possíveis candidatos ao governo indicam liderança folgada do atual governador baiano, Jaques Wagner (PT). Ele oscila entre 36% e 38% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Na espontânea -sem a apresentação de nomes-, também mantém a dianteira, com 24%.

Geddel aparece em 2 dos 4 cenários. Em um deles, com a presença dos ex-governadores Paulo Souto (DEM) e César Borges (PR), tem 7%. No outro, em que Souto é substituído pelo deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), fica com 8%. Nos dois casos, ele aparece tecnicamente empatado com o radialista Raimundo Varela (PRB).

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz acreditar que, caso Geddel se candidate de fato ao governo da Bahia, a intenção de voto deve aumentar. Geddel nunca disputou cargos majoritários.”

Os níveis de intenção de voto de Geddel Vieira Lima, verificados pelas pesquisas, realmente deverão aumentar caso ele venha a ser, oficialmente, candidato ao governo.

Porém, o forte favoritismo de Jaques Wagner, que tenta a reeleição, demonstrado pelas pesquisas, talvez faça com que Geddel pense duas vezes antes de recusar a oferta do PT de se aliar à legenda e ser sócio majoritário do governo petista em caso de vitória.

O que poderia embarreirar tal acordo seriam as desavenças entre Wagner e Geddel que remontam às eleições municipais de Salvador, ocorridas ano passado, onde cada um deles apoiou um candidato diferente, o que resultou em troca de acusações entre os padrinhos.

Mas todos nós sabemos como é. A aliança ainda pode sair. Além do fato de haver também a eleição presidencial na mesa de negociações, política é, e sempre será, como nuvem. Olhamos e ela está de uma forma, voltamos a olhar e ela já mudou.

Acordos, se convenientes para ambos os lados, são patrocinados com facilidade.