Por Felipe Liberal*
O ano de 2009 foi um ano de certas desgraças.
Vimos mais uma vez que o capitalismo é tão fraco quanto uma folha de papel, mas também que ele é a única coisa que temos para viver. Percebemos que enquanto discutimos sobre a imortalidade humana dentro da ciência, o planeta se torna cada vez mais mortal e mortífero.
Em 11 de setembro de 2009, relembramos uma das maiores tragédias da Humanidade: O assassinato de 30 mil pessoas em Santiago do Chile, naquela terça-feira de setembro, em 1973, quando os EUA acabaram com qualquer esperança de liberdade naquele país.
Barack Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz, mesmo depois de ter atacado o Afeganistão. Uma grande brincadeira de mau gosto. A intensificação do conflito na Faixa de Gaza, onde mais de 1.500 palestinos morreram no último ano, também é algo a ser lembrado e modificado em 2010.
Perdemos o maior (em expressão e fama) músico e dançarino de todos os tempos. Michael Jackson morreu de racismo, ganância e loucura, empreendidos por ele mesmo.
E a pior das tragédias: o Clube Náutico Capibaribe caiu para Série B do Campeonato Brasileiro, causando uma imensa tristeza nos quatro cantos do Brasil e do Mundo.
Mas o ano de 2009 também foi um ano de alegrias e glórias.
O Brasil conseguiu se recuperar da crise rapidamente, ratificando sua diversidade comercial e seu equilíbrio político dentro da política interna e externa. O Natal brasileiro nunca foi tão gordo, por conta da ascensão de grandes camadas pobres ao “Império do Consumo”.
A integração regional dentro da América Latina deu passos importantíssimos, com relevantes avanços do Mercosul, Banco do Sul, Parlamento do Mercosul, etc. A América do Sul foi um dos primeiros continentes a sair da crise, sem passar por sérios problemas.
A preocupação com o Meio Ambiente e com o futuro do Planeta Terra cresceu assustadoramente em 2009. Os encontros e reuniões (apesar da falta de sucesso), juntamente com a popularização da discussão sobre o tema, deram esperanças para os anos vindouros, que não serão fáceis.
Muitas outras coisas explodiram e nasceram dentro deste ano tão controverso. As mais importantes para mim, estão aqui.
Os anos que virão serão assim: tristes e alegres, trágicos e gloriosos. Como sempre. Seria outra piada de mau gosto tentar mudar isso.
*Felipe Liberal é colunista do Perspectiva Política às quintas e escreve no Twitter em @felipe_liberal










