Recentemente, por ocasião do “vazamento” da prova do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, este blogueiro questionou os critérios de escolha das empresas e funcionários envolvidos com a prova utilizados pelo MEC.
Além disso, responsabilizei, dentro de suas parcelas de culpa, o Ministério da Educação e Cultura e o Ministro Fernando Haddad, além de questionar que pode ter existido algum tipo de imprudência ou negligência na atuação destes.
Vale destacar um trecho do que foi dito por mim a respeito do absurdo que foi o cancelamento do ENEM, que afetou drasticamente a vida e os planejamentos de estudos de milhões de jovens brasileiros, além de trazer prejuízos milionários:
Não há como, hoje, antes dos resultados das investigações, responsabilizar alguém. Porém, com certeza algo tão absurdo e comprometedor da credibilidade de exames futuros não teria ocorrido se todos os devidos cuidados tivesses sido tomados.
E essa falha no dever de precaução pode, sim, ser colocada na conta do Ministério, do INEP que organiza o exame e, até mesmo, do Ministro Fernando Haddad.
Pois bem. Confiram o que informa o Globo:
“Três conferentes que trabalhavam na gráfica Plural, contratados por uma empresa terceirizada, admitiram ontem o furto das provas do Enem e foram indiciados por peculato, entre outros crimes.
Eles disseram à Polícia Federal que dezenas de outras pessoas tiveram acesso às provas, e que a segurança durante a fase de impressão era muito frágil.
Segundo advogados dos envolvidos, a PF viu as imagens do circuito interno de TV da gráfica e deve intimar mais funcionários. Ao todo, cinco suspeitos já foram indiciados, dois deles no sábado.
— A PF está descobrindo absurdos na gráfica. Era uma festa, uma bagunça. Para se ter uma ideia, entravam e saíam de lá grupos de 30, 40 pessoas em ônibus, sem revista. A PF já tem provas da fragilidade da gráfica. Um delegado chegou a nos afirmar: ‘Nossa, esse lugar é uma festa’.”
Quer dizer então que a segurança das provas do ENEM era uma bagunça e que o local onde estavam armazenadas as questões que decidiriam o rumo de milhões de brasileiros era uma festa?
E o MEC e o Ministro não sabiam disso?
Que papelão.
Além dos claros prejuízos para os estudantes e suas famílias, além das perdas para o erário, fica comprometida a credibilidade de concursos passados e futuros.
Um absurdo!
E a UNE e a UBES, que deveriam defender os estudantes, calam-se.
O fato de o erro ter sido do governo apoiado por estas entidades fortemente configura mera coincidência…










