Arquivo da seção ‘Geraldo Alckmin’

Resultados de pesquisas para os Governos Estaduais

27/08/2010

Saíram alguns resultados para os Governos Estaduais . Vamos a alguns deles:

São Paulo ( Datafolha)

Geraldo Alckmin (PSDB)  – 54%

Aloizio Mercadante (PT) – 20%

Celso Russomano (PP) – 7%

Paulo Skaf (PSB) – 3%

Minas Gerais (Datafolha)

Hélio Costa (PMDB) – 43%

Antonio Anastasia (PSDB) – 29%

Rio de Janeiro (Datafolha)

Sérgio Cabral (PMDB) – 56%

Fernando Gabeira (PV) – 17%

Paraná (Datafolha)

Beto Richa (PSDB) – 47%

Osmar Dias (PT) – 34%

Rio Grande do Sul (Datafolha)

Tarso Genro (PT) – 42%

José Fogaça (PMDB) – 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 14%

Distrito Federal (Datafolha)

Joaquim Roriz (PSC) – 41%

Agnelo Queiroz (PT) – 35%

Pernambuco (Datafolha)

Eduardo Campos (PSB) – 67%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 19%

Bahia (Datafolha)

Jaques Wagner (PT) – 47%

Paulo Souto (DEM) – 23%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 11%

Ceará (Vox Populi)

Cid Gomes (PSB) – 51%

Lúcio Alcântara (PR) – 20%

Marcos Cals (PSDB) – 10%

Alagoas (Ibope)

Ronaldo Lessa (PDT) – 29%

Fernando Collor (PTB) – 28%

Teotônio Vilela Filho (PSDB) – 24%

 

 

Análise Geral: A continuidade e a virada de Anastasia em Minas

27/08/2010

Não há dúvida de que o povo brasileiro, em sua maioria, quer hoje continuidade das políticas que lhe agradam.

Por conta disso, a oposição se vê um tanto quanto encurralada e sem poder propor a mudança radical.

Ao invés de defender a mudança no que caminha mal, José Serra pregou um continuísmo alternativo e meteu os pés pelas mãos.

Mas esse não é o tema em questão. Tratemos aqui de como a tendência de continuidade afeta os estados e, especificamente, Minas Gerais.

Nas unidades da federação se quer, como já dito, a continuidade a nível federal. Contudo, isso varia a nível estadual.

Se a discussão em um estado específico for nacionalizada, ganha espaço quem quer que seja o candidato de Lula.

Mas se o debate for regionalizado, ganha terreno o candidato da máquina estadual, com a sensação de bem-estar sendo conectada com a gestão da unidade federativa.

Portanto, chega-se à conclusão de que os candidatos dos partidos da oposição, quando tentando a reeleição ou apoiados pelos governadores, podem se aproveitar da tendência de continuidade se não nacionalizarem o debate, mesmo sem o apoio de Lula.

É por essas e por outras que os candidatos da oposição nos estados tendem a abandonar Serra: Significaria perder um pouco da relação com o status quo desejado pelo povo.

Por conta disso, Alckmin lidera com folga em São Paulo mesmo sem a ajuda de Lula, mas sendo acusado de não se empenhar na campanha de Serra.

Mas o maior exemplo não é Alckmin e sim Anastasia. Apoiado por Aécio e pregando a continuidade a nível estadual, o atual Governador caminha a passos largos para virar o jogo e ultrapassar Hélio Costa nas pesquisas. Aécio é para Minas quase o que Lula é para o Brasil.

Tanto é verdade o que digo que os peemedebistas já estão preocupadíssimos com o destino da campanha de Hélio.

E mais do que isso: O governo torce para que, no intuito de auxiliar Serra, Aécio nacionalize a campanha mineira, facilitando a vida de Lula.

Aécio gravou depoimento para Serra que passou na televisão ontem.

Os petistas acham que Aécio mordeu a isca.

Mas se a virada de Anastasia for ameaçada, ele retira o anzol da boca em dois tempos.

Como um bom mineiro.

Datafolha: Ùltimas pesquisas para os governos estaduais

15/08/2010

Em alguns Estados saíram os resultados das pesquisas do Datafolha pela disputa dos Governos Estaduais:

Distrito Federal

Joaquim Roriz (PSC) – 41%

Agnelo Queiroz (PT) – 33%

Toninho (PSOL) – 2%

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 54%

Aloizio Mercadante (PT) – 16%

Celso Russomanno (PP) –  11%

Paulo Skaf (PSB) –  2%

Fabio Feldmann (PV) - 1%

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) - 43 %

Antonio Anastasia (PSDB) - 17 %

Fabinho (PCB) – 2%

Vanessa Portugal (PSTU) - 2%

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 62%

Jarbas Vasconcelos (PMDB) – 21%

Bahia

Jaques Wagner (PT) – 45%

Paulo Souto (DEM) – 23%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 10%

Rio Grande do Sul

Tarso Genro (PT) – 38%

José Fogaça (PMDB) – 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 16%

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 46%

Osmar Dias (PDT) – 34%

 

 

Saem resultados de pesquisas sobre os governos estaduais

31/07/2010

Saíram resultados de pesquisas para a disputa dos governos em alguns estados.

Seguem abaixo os índices alcançados pelos candidatos em pesquisas realizadas pelo Ibope e pelo Datafolha respectivamente (apenas um instituto em alguns casos):

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 50% / 49%

Aloizio Mercadante (PT) – 14% / 16%

Celso Russomanno (PP) – 9% / 11%

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB) – 58% / 53%

Fernando Gabeira (PV) – 14% / 18%

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) – 39% / 44%

Antonio Anastasia (PSDB) – 21% / 18%

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 60% / 59%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 24 % / 28%

Rio Grande do Sul

Tarso Genro (PT) – 39% / 35%

José Fogaça (PMDB) – 29% / 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 15% / 15%

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 43% (Datafolha)

Osmar Dias (PDT) – 38% (Datafolha)

Bahia

Jaques Wagner (PT) – 44% (Datafolha)

Paulo Souto (DEM) – 23% (Datafolha)

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 13% (Datafolha)

Ceará

Cid Gomes (PSB) – 47% (Datafolha)

Lúcio Alcantâra (PR) – 26% (Datafolha)

Santa Catarina

Ângela Amin(PP) – 37% (Ibope)

Raimundo Colombo (DEM) – 20% (Ibope)

Ideli Salvatti (PT)  – 13% (Ibope)

Eleições para os governos estaduais

03/07/2010

Findo o período de convenções, começam a despontar os principais nomes que disputarão os governos estaduais por todo o País :

Região Sudeste

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB)

Aloizio Mercadante (PT)

Paulo Skaf (PSB)

Celso Russomano (PP)

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB)

Fernando Gabeira (PV)

Fernando Pellegrino (PR)

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB)

Antonio Anastasia (PSDB)

José Fernando Aparecido (PV)

Espírito Santo

Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB)

Renato Casagrande (PSB)

Brice Bragato (PSOL)

Região Sul

Rio Grande do Sul

Yeda Crusius (PSDB)

José Fogaça (PMDB)

Tarso Genro (PT)

Montserrat Martins (PV)

Santa Catarina

Ângela Amim (PP)

Raimundo Colombo (DEM)

Ideli Salvatti (PT)

Paraná

Osmar Dias (PDT)

Beto Richa (PSDB)

Paulo Salamuni (PV)

Região Nordeste

Alagoas

Fernando Collor (PTB)

Teotônio Vilela (PSDB)

Ronaldo Lessa (PDT)

Bahia

Jaques Wagner (PT)

Geddel Vieira Lima (PMDB)

Paulo Souto (DEM)

Ceará

Marcos Cals (PSDB)

Cid Gomes (PSB)

Marcelo Silva (PV)

Maranhão

Jackson Lago (PDT)

Roseana Sarney (PMDB)

Flávio Dino (PCdoB)

Paraíba

José Maranhão (PMDB)

Ricardo Coutinho (PSB)

Pernambuco

Jarbas Vasconcelos (PMDB)

Eduardo Campos (PSB)

Piauí

Silvio Mendes (PSDB)

Wilson Martins (PSB)

João Vicente Claudino (PTB)

Teresa Britto (PV)

Rio Grande do Norte

Rosalba Ciarlini (DEM)

Iberê Ferreira (PSB)

Carlos Eduardo (PDT)

Sergipe

João Alves Filho (DEM)

Marcelo Déda (PT)

Arivaldo José dos Santos (PSDC)

Região Centro-Oeste

Brasília

Joaquim Roriz (PSC)

Agnelo Queiroz (PT)

Eduardo Brandão (PV)

Frank Svensson (PCB)

Goiás

Marconi Perillo (PSDB)

Iris Rezende (PMDB)

Vanderlan Cardoso (PR)

Mato Grosso

Silval Barbosa (PMDB)

Wilson Santos (PSDB)

Mauro Mendes (PSB)

Mato Grosso do Sul

André Puccinelli (PMDB)

Zeca do PT (PT)

Região Norte

Acre

Tião Bocalon (PSDB)

Tião Viana (PT)

Amazonas

Omar Aziz (PMN)

Alfredo Nascimento (PR)

Roraima

Neudo Campos (PP)

Anchieta Júnior (PSDB)

Rondônia

Confúcio Moura (PMDB)

João Cahúlla (PPS)

Expedito Júnior (PSDB)

Eduardo Valverde (PT)

Pará

Simão Jatene (PSDB)

José Priante (PMDB)

Ana Júlia (PT)

Amapá

Jorge Amanajás (PSDB)

Camilo Capiberibe (PSB)

Lucas Barreto (PTB)

Tocantins

Carlos Gaguim (PMDB)

Siqueira Campos (PSDB)

Análise Geral da Sucessão Paulista: PSDB e DEM acertam chapa com Alckmin e Afif – PT vai de Mercadante

25/03/2010


O período de campanha eleitoral vai se aproximando e o cenário sucessório paulista vai se definindo: PSDB e Democratas vão de Geraldo Alckmin e Afif Domingos e o PT vai de Aloizio Mercadante – e não de Ciro Gomes – faltando ainda definir se o PDT ou o PR indicará o Vice da chapa governista.

Já era nítido há algum tempo que Aloysio Nunes Ferreira – preferido pelo Governador José Serra – não conseguiria tomar a indicação tucana ao Palácio dos Bandeirantes de Geraldo Alckmin. Por mais que Aloysio fosse e seja mais bem visto por Serra, Alckmin era e é mais bem visto pelo povo paulista.

Definido o nome de Alckmin, faltava o Vice. Natural que venha do Democratas, parceiro prioritário do PSDB, principalmente em São Paulo. Natural também que seja Afif, segundo nome de mais peso do Democratas paulista, atrás apenas do Prefeito paulistano Gilberto Kassab.

Alckmin e Afif, que são secretários do governo Serra, devem deixar os cargos em breve para poderem concorrer em outubro, assim como fará o próprio Governador, que passa o cargo para Alberto Goldman, seu Vice, para poder concorrer ao Planalto.

Caberá a Alckmin, também, retribuir a gentileza de Aloysio Nunes Ferreira, que retirou seu nome da corrida estadual em favor dele a pedido de Serra. O ex-Governador que pleiteia retornar ao cargo terá que demover José Aníbal,  líder do PSDB na Câmara dos Deputados, de disputar prévias com Aloysio.

Fica pendente a resolução do problema da acomodação do PTB, que quer lançar ao Senado o já Senador Romeu Tuma. Sendo uma vaga na chapa de Aloysio e estando a outra já prometida a Orestes Quércia em troca do apoio do PMDB à chapa, não sobrará espaço para Tuma. Nessa questão ainda passará muita água por baixo da ponte.

Do lado governista, Ciro Gomes tanto falou mal do PT e, principalmente, da aliança deste com o PMDB que inviabilizou de vez sua candidatura. Fez de propósito. Sabe que sua candidatura em São Paulo seria absurdamente artificial.

Restou ao governo buscar uma alternativa dentro do PT. Aloizio Mercadante, que viria candidato à reeleição no Senado, surgiu como nome provável. Agora, já é dado como certo, abrindo espaço para a candidatura da ex-Prefeita Marta Suplicy ao Senado. Emidio de Souza, Prefeito de Osasco e pré-candidato petista ao governo, já desistiu em favor de Mercadante.

Mercadante provavelmente terá PDT, PR, PC do B, PSL e PRB em sua coligação. O Vice deve sair de um dos dois primeiros. A não ser que o governo consiga convencer o PSB a não lançar o Presidente da FIESP, Paulo Skaf, como candidato ao governo de São Paulo. Nesse caso, o próprio Skaf pode ser o Vice de Mercadante, em uma frente ampla formada por partidos que a nível federal formam a base do governo.

De certa forma, os esforços do lado governista provavelmente só servirão para fazer bonito e para tentar conquistar as vagas do Senado. Além de Marta Suplicy, será lançado pela coligação outro nome, que pode ser o do cantor e apresentador Netinho de Paula (PC do B) ou o de Gabriel Chalita (PSB).

A disputa pelo governo em si já parece resolvida.

Geraldo Alckmin tem tudo para levar mais uma vez o governo do São Paulo e sua vitória parece uma das apostas mais seguras para as eleições deste ano.

Lula diz, em programa de rádio do PT, que Dilma tem a “cara de São Paulo”

13/03/2010

Informa o Globo:

“O PT estreou nesta sexta-feira nas emissoras de rádio de São Paulo uma inserção da propaganda partidária tendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazendo as vezes de ‘cabo eleitoral’ da ministra Dilma Rousseff, a pré-candidata do PT a presidente da República.

Depois que a ministra diz na propaganda do PT de 30 segundos que ‘São Paulo tem tudo para ser a terra do avanço tecnológico e do desenvolvimento humano’, Lula elogia a ministra, dizendo que ela é uma ‘mineira que tem a cara de São Paulo’.”

Não. Dilma não tem a cara de São Paulo.

O fato de Lula dizer isso configura uma das diversas ocasiões em que o Presidente “forçou a barra”.

Para falar a verdade, nem o Governador José Serra tem a tal “cara de São Paulo”.

Francamente, talvez Geraldo Alckmin esteja mais próximo.

De qualquer forma, uma pessoa certamente não tem a “cara de São Paulo”, embora muitos jurem – por interesse eleitoral – que ela tem:

Ciro Gomes.

Se bem que, quando Dilma Rousseff é dita como tendo a “cara de São Paulo”, está valendo tudo.

Análise: Mesmo renunciando, Serra pode manter porta da reeleição em SP aberta, mas oposição não quer indecisão

02/02/2010

Lembrou bem o colunista Ilimar Franco que, mesmo renunciando ao governo paulista em março, desincompatibilizando-se para concorrer à Presidência, o Governador José Serra poderia, ainda assim, tentar a reeleição em São Paulo.

Afinal, a renúncia apenas representará que Serra não governará São Paulo de abril a dezembro, não impedindo que ele concorra ao mesmo cargo em outubro. Isso quer dizer que enquanto não ficar definido oficialmente o candidato tucano à Presidência, o que se dará em junho, Serra terá, mesmo fora do governo paulista, as duas portas abertas: A da reeleição e a da Presidência.

O Governador, mesmo saindo no fim de março, terá abril, maio e junho para se decidir. Ao renunciar, não deixa a porta da Presidência se fechar, mas não tranca a da reeleição. Ganha tempo para postergar seu posicionamento final.

Acontece que a oposição não quer indecisão. Quer que Serra assuma-se candidato a Presidente o quanto antes. No máximo quando se desincompatibilizar. Serra sabe disso. E sabe também que se esperar até junho para escolher entre uma nova tentativa em São Paulo e uma nova tentativa nacional, terá automaticamente optado por São Paulo, pois Dilma já terá passeado muito tempo sozinha pelo noticiário para que a oposição ainda tenha chances.

A aliança PSDB-DEM-PPS, aliás, quer acabar com esse desfile o quanto antes. Deseja ter um candidato identificado como tal e pressiona Serra. O Governador reluta, seguindo a tese de que se esperar, enfrentará Dilma, enquanto se entrar agora na disputa, competirá com a imagem de Lula, aparentemente invencível.

Não se sabe ao certo qual tese é mais correta. Fato é que Dilma tem crescido nas pesquisas e que Serra, se não cai muito, também não decola de vez rumo à vitória no primeiro turno.

A oposição acredita na vitória, pois sempre soube que Dilma chegaria aos 30% e por confiar que as vantagens de Serra em um primeiro turno sem Ciro e em um possível segundo turno ainda são consideráveis.

Mas quer definição já. Não quer indecisão.

Não quer nem ouvir falar em Serra ter as portas da reeleição em São Paulo abertas até junho.

Quer esquecer essa possibilidade. Quer um candidato firme. Quer a raia tucana da corrida paulista aberta para Geraldo Alckmin, que agradece.

Análise geral – Vox Populi: José Serra 34%, Dilma Rousseff 27%

31/01/2010

Foi divulgada recentemente pesquisa do Instituto Vox Populi, a respeito das intenções de voto relacionadas à corrida presidencial.

O Governador paulista José Serra (PSDB) obteve 34% das intenções de voto, o que representa queda de 5 pontos percentuais com relação à pesquisa de dezembro do mesmo Vox Populi, quando Serra obteve 39%.

A Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff (PT) obteve 27% das intenções de voto, o que representa subida de 9 pontos percentuais com relação à mesma pesquisa de dezembro, quando Dilma obteve 18%.

Vale ressaltar que estes índices se referem a um cenário que conta ainda com o Deputado Federal Ciro Gomes e com a ex–Ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Estes obtiveram 11% e 6% respectivamente.

Em um cenário sem Ciro Gomes, Serra sobe para 38% e Dilma para 29%, o que comprova que os votos de Ciro migram mais para os indecisos e para José Serra do que para Dilma Rousseff, resultado que traz questionamentos para o entendimento do Presidente Lula de que uma eleição plebiscitária é melhor para sua candidata.

Por fim, vale ressaltar que na simulação de segundo turno entre José Serra e Dilma Rousseff, o resultado foi de 46% a 35% a favor de Serra.

Dito tudo isso, vale passar para uma pequena análise dos números e para uma listagem das conclusões que estes dados podem trazer:

Primeiramente, fica claro que, pelo menos de acordo com a metodologia do Vox Populi, fica aferida uma queda considerável do Governador José Serra e uma subida também relevante da Ministra Dilma Rousseff, afinal, a diferença caiu de 18 para 7 pontos percentuais.

Em segundo lugar, pode-se dizer que confirmam-se de certa forma as informações que correm de que o tucanato imagina que Dilma poderá empatar com José Serra nas pesquisas no final de março ou no início de abril. Com isso, ganham força os discursos daqueles oposicionistas que pregam que a aliança PSDB-DEM-PPS precisa urgentemente de um discurso, não podendo confiar apenas na manutenção, através de um jogo morno, da vantagem de votos que Serra supostamente teria sobre Dilma hoje.

Em terceiro lugar, é preciso ressaltar que existem aqueles que acreditam que Dilma Rousseff tem um teto de 30% dos votos, índice que representaria a capacidade de transferência de Lula. A partir daí, Dilma teria que se encaminhar para os desejados 50% através da conquista de votos próprios. Para empatar com Serra, a Ministra terá que, segundo esta tese, conseguir amealhar para si própria o apoio de 5% a 10% do eleitorado, dependendo do desempenho de Serra nas próximas semanas.

Por fim, vale salientar que não parecem proceder as informações de que Serra poderia, por conta do encurtamento da vantagem nas pesquisas de intenção de voto, desistir da corrida presidencial. O Governador tem corrido o País buscando fechar as alianças e os palanques regionais e Geraldo Alckmin cada vez se consolida mais como candidato tucano ao governo de São Paulo, descartando a possibilidade de Serra tentar a reeleição e abrir espaço para o retorno de Aécio Neves à corrida presidencial. A verdade é que, com a saída voluntária de Aécio da contenda, Serra se tornou candidato compulsório.

Sendo assim, de olho nessa situação e nas pesquisas, é provável que o Governador esteja em busca do discurso citado acima.

Negativas de Ciro Gomes, fazem PT procurar alternativa para o governo de São Paulo

29/01/2010

Informa a Folha:

“Diante da insistência do PSB em deixar para março a decisão sobre a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), petistas de São Paulo prometem intensificar a partir de agora as negociações com os demais partidos atrás de alianças e ‘turbinar’ a agenda dos pré-candidatos do PT ao governo.

Dirigentes do partido também cobram do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata à Presidência, uma maior participação em eventos no Estado, para dar mais visibilidade à legenda e levar os pré-candidatos juntos para o palanque. ‘Precisamos fortalecer a agenda popular e a agenda política [em SP], inclusive com a participação dos dois maiores nomes do partido’, disse o deputado federal José Genoino (PT-SP).

[...]

‘Todo mundo sabe que o PT paulista, que todos os dirigentes preferem uma candidatura própria, mas todo mundo também sabe que tem que aguardar o presidente Lula’, afirmou Chinaglia. ‘Não podemos fazer política que dependa dele [Ciro] só’, completou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Neste um mês e meio que falta para o lançamento oficial de uma pré-candidatura, quatro petistas podem ganhar força: Aloizio Mercadante, Marta Suplicy, Emidio de Souza e Antonio Palocci. O primeiro já saiu na frente. Em encontro com deputados anteontem em Brasília, o próprio Lula disse que, sem Ciro, prefere o senador.”

Ficam mais do que comprovados dois fatos:

O PT paulista, como tem dito o Perspectiva e outros meios há meses, não gosta nada da ideia de ter que apoiar a candidatura de Ciro Gomes ao governo de São Paulo. Prefere uma candidatura própria e só não enxota Ciro por temer Lula.

A pré-candidatura do Senador Eduardo Suplicy já é descartada. Ela não tem chances, como comentou recentemente o Perspectiva.

Sobre o primeiro fato, acredito que forçar o PT a apoiar um Ciro Gomes que nada tem a ver com a política paulista significa impingir equivocadamente ao PT paulista um sacrifício. O PT abre mão de espaço político, formação de novos quadros e exibição da marca nos estados em benefício de Dilma. Mas e se a Ministra for derrotada? Fica o PT com o quê? Pelo visto, apenas com o terço nas mãos, rezando pelo retorno de Lula em 2014.

Sobre o segundo fato, já era de se esperar. Suplicy, como já disse este blog, é um homem elogiável, mas dificilmente poderá, por seu estilo e por seu comportamento, ser Prefeito, Governador ou Presidente, enfim, liderar o Executivo.

De qualquer forma, levando em conta todos esses pontos, uma certeza se sobrepõe:

Seja quem for o candidato petista ou seja Ciro Gomes o candidato governista, se o tucanato concorrer com Geraldo Alckmin a derrota do governo é certa.

Ponto pacífico.

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29/01/201009h43

Sem Ciro, PT de São Paulo quer viabilizar alternativa

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MARIA CLARA CABRAL
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Diante da insistência do PSB em deixar para março a decisão sobre a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), petistas de São Paulo prometem intensificar a partir de agora as negociações com os demais partidos atrás de alianças e “turbinar” a agenda dos pré-candidatos do PT ao governo.

Dirigentes do partido também cobram do presidente Lula e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata à Presidência, uma maior participação em eventos no Estado, para dar mais visibilidade à legenda e levar os pré-candidatos juntos para o palanque. “Precisamos fortalecer a agenda popular e a agenda política [em SP], inclusive com a participação dos dois maiores nomes do partido”, disse o deputado federal José Genoino (PT-SP).

Anteontem, em Pernambuco, Lula fez mais um apelo aos dirigentes do PSB para que Ciro abrisse mão de sua candidatura à Presidência e aceitasse concorrer ao governo de São Paulo em uma chapa apoiada pelo PT. Ele acha que o melhor cenário para a eleição presidencial é uma eleição plebiscitária entre Dilma e o governador José Serra (PSDB-SP).

Como o presidente saiu do encontro sem resposta, os petistas acham que está mais do que na hora de reagir. “[Deixar a decisão para março] compromete a construção de um nome, principalmente se for alguém que nunca disputou nenhuma eleição majoritária”, disse o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP).

A estratégia é intensificar a pré-campanha, mas sem desagradar Lula: apesar do esforço para dar visibilidade para os nomes petistas, o martelo só será oficialmente batido em março. Mas os petistas têm convicção de que as chances de Ciro concorrer ao governo de São Paulo são pequenas.

“Todo mundo sabe que o PT paulista, que todos os dirigentes preferem uma candidatura própria, mas todo mundo também sabe que tem que aguardar o presidente Lula”, afirmou Chinaglia. “Não podemos fazer política que dependa dele [Ciro] só”, completou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP).

Neste um mês e meio que falta para o lançamento oficial de uma pré-candidatura, quatro petistas podem ganhar força: Aloizio Mercadante, Marta Suplicy, Emidio de Souza e Antonio Palocci. O primeiro já saiu na frente. Em encontro com deputados anteontem em Brasília, o próprio Lula disse que, sem Ciro, prefere o senador.

Ele prometeu que vai começar a “falar duro” para que Mercadante seja o candidato no Estado. Até agora, Mercadante diz que quer disputar o Senado.

A intensificação da agenda dos petistas tem o aval do presidente. Segundo deputados que estiveram com ele anteontem, Lula quer fazer uma reunião com os dirigentes do PT de São Paulo para acertar os detalhes dessa articulação no Estado.

Comentários dos leitores

Valdir Baptista (65) 29/01/2010 12h14
Quem sabe com Ciro governador de São Paulo com o apoio do PT, ele possa fazer a transposição do rio Tiete para o Nordeste e assim acabar com a seca do nordeste e o alagamento na capital Paulista rsrsrs. sem opinião
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EMERSON ANTONIO MIGUEL (1) 29/01/2010 12h14
A candidatura de Ciro em São Paulo pode ser boa para os interesses do PT em nível federal, mas não é boa para o estado. Ciro tem poucas chances de vencer em SP. Isso propiciaria mais uma vitória tucana com o “Picolé de Chuchu” Geraldo Alckmin para completar 20 anos de PSDB governando o estado. Torço para que surja um nome forte para quebrar a hegemonia tucana pelo bem de São Paulo. PSDB, nunca mais!!! sem opinião
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Ruiz Cezário (1) 29/01/2010 11h43
Os que brigam hoje eram companheiros de ontem, não importa o partido à corrupção sempre esta presente, temos uma quantidade mínima de parlamentares preocupados com a nossa nação. Doloroso mesmo é ler alguns tipos de comentários que não apontam nenhuma solução ou perspectiva crítica que nos leve a adotar caminhos no sentido da moralidade. Enquanto isso pessoas morrem de fome, afogadas ou assassinadas, enquanto isso aqueles que um dia se intitularam defensores da democracia, hoje no poder são os maiores ditadores que já conheci, pois nos enfiam tudo goelas abaixo e jamais levam em consideração a opinião daqueles que sofrem e realmente trabalham pelo país como filhos da verdadeira democracia. Gostaria que a mídia brasileira assumisse seu compromisso de forma verdadeira e promovessem campanhas diuturnas contra a corrupção e a ignorância políticas dos nossos irmãos brasileiros que infelizmente são a grande maioria. Grande abraço a todos do humilde Cabo Cezário da PM de São Paulo e Presidente da Associação dos Praças do Estado de São Paulo. Saliento que não sou candidato a absolutamente nada, apenas represento minha classe com dignidade. sem opinião
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