Arquivo da seção ‘Eduardo Paes’

Saúde do município do Rio nas mãos de fundação cultural

14/01/2010

Acreditem se puder, meus caros leitores, mas a Prefeitura do Rio de Janeiro, comandada por Eduardo Paes (PMDB), contratou, sem licitação, uma fundação cultural, educacional e de radiodifusão para cuidar da saúde do carioca. É isso mesmo que vocês leram: Uma fundação cultural cuidando da saúde.

Para completar o absurdo, os cariocas correm o risco de ter suas vidas nas mãos de uma fundação que, além de não agir na área de saúde, pode ser fantasma, afinal, no endereço que aparece no alvará de licença para estabelecimento da instituição, não há nem sinal de sua sede. Nem o vereador que requisitou que a fundação fosse designada como de utilidade pública conhece o endereço de sua sede.

Além disso, a fundação seria, coincidentemente, comandada por um senhor que também dirige a antiga prestadora de serviços do mesmo setor, a Cooperativa MedicalCoop, substituída pela fundação. Que mundo pequeno, não?

Para os que ainda não acreditam que algo assim possa ser verdade, segue notícia do jornal carioca O Dia, que confirma as informações e os absurdos cometidos pela Prefeitura carioca de Eduardo Paes:

“Sede de fundação que contrata médicos no Rio é desconhecida
12 de janeiro de 2010 • 03h05

Escolhida sem licitação para ser responsável pela contratação de enfermeiros e médicos para postos de saúde do Município do Rio – conforme revelou a coluna Informe do jornal O Dia -, a Fundação Cultural, Educacional e de Radiodifusão Rômulo Arantes não funciona no endereço que aparece no seu alvará de licença para estabelecimento. No documento, datado do ano passado, da Secretaria Municipal da Fazenda, a entidade estaria localizada na Estrada do Gabinal 313, Galeria 205B, Freguesia, no Rio Shopping. No local, fica a imobiliária InvestiRio. Nos arquivos digitais do Ministério Público, a fundação também não consta como registrada.

O jornal tentou entrar em contato com a InvestiRio, mas nem a central de atendimento do shopping tem o telefone cadastrado. Administrador e conselheiro do Rio Shopping, Caio Mário Magalhães explicou que a fundação ainda vai se mudar para Jacarepaguá e que ainda não fez isso porque sua sede está no Centro. Ele também afirmou que entraria em contato com os responsáveis pela fundação, mas até o fechamento desta edição ninguém procurou a reportagem.

O vereador Luiz Carlos Ramos (sem partido), autor do Projeto de Lei 530/2009, que pede para ser considerada de utilidade pública a fundação, admitiu que não conhece a sede onde funciona a entidade. O parlamentar explicou que fez a proposta atendendo a pedido de conhecidos: ‘fui num evento na Barra em homenagem ao Rômulo, mas lá não era o local da fundação’. Segundo Ramos, um dos responsáveis pela instituição seria Carlos Maurício Medina Gallego, diretor da Cooperativa MedicalCoop. A cooperativa foi substituída pela Fundação Rômulo Arantes em dezembro.

O contrato de 180 dias com a Fundação Cultural, Educacional e de Radiodifusão Rômulo Arantes é de mais de R$ 20 milhões. A dispensa de licitação foi justificada pela Secretaria Municipal de Saúde como necessidade de ‘emergência no atendimento’. E, segundo a Secretaria Municipal de Educação, o processo e a empresa foram acompanhados e aprovados pela Procuradoria Geral do Município.

O vereador Paulo Pinheiro (PPS) encaminhou ofício à Secretaria Municipal de Saúde pedindo esclarecimentos sobre a contratação: ‘acho estranho a fundação não ter nenhum histórico em serviços de saúde e a dificuldade em obter informações sobre a mesma’.”

Prefeito beija-mão: Perspectiva e Rio de Janeiro estão de luto

08/12/2009

O Perspectiva Política está, como a cidade do Rio de Janeiro, de luto.

Não que algo esteja perdido para sempre. Felizmente, não é o caso. Contudo, a independência da cidade do Rio de Janeiro, defendida por diversos governadores do estado da Guanabara e prefeitos do Rio de Janeiro no passado, estará moribunda por um bom tempo.

Este é o nosso luto. O luto do Perspectiva, deste que vos fala e do Rio de Janeiro. O luto de quem vê a autonomia de sua cidade, capital cultural do País, caixa de ressonância das mobilizações populares nacionais, se encaminhando para a cova.

O modo como o Prefeito Eduardo Paes se coloca, praticamente, como secretário do Governador Sérgio Cabral é revoltante. Os termos afilhado e padrinho deixam de ser meros jargões políticos e se tornam realidade nua e crua. Paes beija a mão de Cabral tacitamente e, agora, explicitamente. Um absurdo. Uma tristeza. Uma atitude digna de um alguém que se coloca como servo.

Hoje o Perspectiva Política não publica mais nada. Serão sucessivos minutos de silêncio. Um silêncio de indignação, de revolta e – por que não? – de perplexidade.

Confiram a foto abaixo. Ela expressa, muito melhor do que eu poderia em minhas linhas, o que ocorre hoje no Rio de Janeiro. Como sempre dizem, uma imagem vale mais do que mil palavras e, neste caso, ela também decreta o fim da autonomia da cidade do Rio de Janeiro, antiga capital da República e do Império. Fim esse que durará até que pessoas melhores sejam eleitas, queiram Deus e os eleitores, em 2010 e 2012.

Triste realidade carioca.

paesbeijamao

Sérgio Cabral e Eduardo Paes: Muita propaganda e pouco trabalho

06/11/2009

Como todos sabem, o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, é, hoje, protegido do Governador Sérgio Cabral. Paes traiu suas convicções e discursos do passado para, deslumbrado com a possibilidade de ser Prefeito, se aliar a Cabral. Hoje, a Prefeitura é extensão do Governo do Estado, algo triste para um município historicamente independente e impetuoso como o Rio.

Pois bem. E não é que Eduardo Paes resolveu mesmo seguir os passos de Cabral à risca? O Prefeito carioca decidiu implantar um sistema muito bem conhecido pelo governo do estado do Rio: Muita propaganda e pouco trabalho.

Duvidam? Vejam o que informa Lauro Jardim, na Veja:

“Eduardo Paes pretende gastar 120 milhões de reais da prefeitura do Rio em publicidade. É um salto e tanto. A previsão para os próximos dois anos é 32 vezes maior que  os 3,7 milhões de reais gastos por seu antecessor, Cesar Maia, durante todos os quatro anos de seu último governo.”

Trinta e duas vezes mais publicidade que o antecessor? Seria bom averiguar no livro dos recordes para ver se já existe algo igual. Talvez tenhamos um fenômeno. Dos ruins, claro.

E pensar que o jingle de Eduardo Paes dizia: “Leva o Rio pro rumo certo”…

Em tempo: Para aqueles que querem mais esclarecimentos do porquê de elevar a verba de publicidade representar seguir os passos de Sérgio Cabral, basta conferir a imagem abaixo, que circula na internet, retirada do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, portanto, de domínio público.

diariooficialverbas1

É isso mesmo, meus caros.

Enquanto Eduardo Paes gasta trinta e duas vezes mais que o antecessor em publicidade, Sérgio Cabral transfere 10 milhões de reais da saúde – eu disse saúde! – para a Comunicação Social do governo.

Talvez estejamos começando a entender a benevolência da imprensa fluminense com esses peemedebistas, que não poderiam, diga-se de passagem, pertencer a outro partido. Bom, mas isso é outra história…

Rio 2016 – As Olimpíadas serão no Rio de Janeiro

03/10/2009

Brazil Rio 2016 Olympic Games

Depois de diversas tentativas, o Rio de Janeiro conseguiu o que tanto lutou para obter, tendo investido, inclusive, alguns milhões de reais na empreitada.

A cidade sediará os Jogos Olímpicos de Verão, os mais importantes, no ano de 2016, tendo derrotado as outras cidades candidatas: Madri, Chicago e Tóquio.

Obviamente, o fato de o Rio de Janeiro sediar os Jogos Olímpicos poderá trazer diversos benefícios para a cidade e para seus habitantes, como, por exemplo, avanços em setores como a segurança pública, os transportes e o turismo.

Contudo, é preciso que se tenha a total noção de que os trabalhos começam desde já. E isso não representa, apenas, que os esforços já dever concentrados o mais rápido possível.

Isso quer dizer também que os recursos públicos que serão gastos devem ser dispendidos com todo o critério, que a fiscalização da utilização destes recursos tem de ser firme e honesta e que deve-se buscar que as obras e as melhorias representem não só a realização correta das Olimpíadas, mas, também, a construção de um bom legado para a cidade como um todo.

Além disso, é relevante avaliar os efeitos políticos da escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016.

Todos os analistas têm dito que, por fortalecer Lula, a escolha do Rio poderá interpretar algum papel positivo na candidatura de Dilma Rousseff. Citam eles também que as imagens do Governador fluminense Sérgio Cabral e do Prefeito carioca Eduardo Paes serão beneficiadas.

Acontece que parece injusto, na visão deste blogueiro, que no caso das Olimpíadas 2016 seja observada a condenável e triste memória política curta do brasileiro em geral.

Ressalvadas as críticas que podem ser feitas à sua gestão no Rio de Janeiro, não se pode deixar de dizer que o grande responsável pela conquista da cidade é o seu ex-Prefeito Cesar Maia.

Foi Cesar Maia que lutou fortemente para que o Pan 2007, grande gerador da vitória do Rio e grande comprovação de que a cidade teria condições de realizar os Jogos Olímpicos, ocorresse e, com certeza, não haveria Rio 2016 se não houvesse existido o Pan 2007.

Além disso, foi Maia que inscreveu o Rio de Janeiro na competição para sediar os Jogos.

Em suma, é claro que Lula, Cabral, Dilma e Paes se utilizarão do possível cacife político que as Olimpíadas podem representar, e é até justo que o façam até certo ponto já que estes detêm suas parcelas de contribuição.

Porém, não é nada justo que não se cite Cesar Maia, um Prefeito que, se teve seus erros, possibilitou o projeto Rio 2016 com suas obras do Pan 2007.

Como sempre diz o Perspectiva, é preciso criticar o que deve ser criticado e elogiar o que deve ser elogiado.

Não se pode permitir que aqueles que adentraram no grupo responsável pelos esforços pró-Rio 2016 recentemente capitalizem todos os lucros políticos, permitindo assim que aqueles que trabalharam muito no projeto sejam esquecidos e desprestigiados.

Se a memória política brasileira continuar a funcionar assim, apenas serão desestimulados os esforços e incentivadas as obras de último ano de mandato.

Sejamos justos, precisamos dar a Cesar o que é de Cesar.

Cabral é vaiado em evento do Bolsa Família no Rio

01/09/2009

Informa o Globo:

“Um clima de campanha eleitoral tomou a formatura de centenas de jovens do projeto Plano Setorial de Qualificação dos Beneficiários do Bolsa Família (Planseq), nesta terça-feira, no Maracanãzinho. Durante o evento, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi recebido com vaias por militantes da UNE e formandos da Baixada Fluminense, principalmente de Nova Iguaçu.

Contrariado, Cabral ficou durante boa parte do evento com a cara fechada enquanto o prefeito Eduardo Paes (PMDB) chegou a chamar um assessor no palanque para reclamar das vaias. No mesmo palanque estava o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), pré-candidato ao governo do estado em 2010.

[...]

Durante o seu discurso, o presidente Lula fez questão de comentar o caso. Ele criticou os que vaiaram o governador.

- Não é justo politicamente ou socialmente correto num evento como este em que as pessoas têm a oportunidade de ter uma profissão as divergências políticas se manifestarem com vaias. Amanhã os jornais só vão dizer que vaiaram, mas não a importância desse evento.”

É por essas e por outras que este blogueiro diz e repete: Cabral pode até se reeleger, mas terá uma tremenda dificuldade para fazê-lo em 2010.

A popularidade do Governador anda em baixa no Rio de Janeiro, a aprovação do governo não é boa e diversos pré-candidatos surgem em sua base de sustentação, ameaçando rachá-la. Enquanto isso, a oposição ao seu governo está unida.

Em tempo: Percebam que Lula se importa muito mais com a repercussão na imprensa do fato de terem existido vaias em um evento que contava com a sua participação, do que com o fato de Sérgio Cabral ter sido rechaçado. Enquanto isso, Eduardo Paes deu, como sempre, uma de repressor.

Utilidade pública: Leitor reclama de truque da Prefeitura do Rio

22/08/2009

Os leitores mais assíduos deste blog devem se lembrar que, de vez em quando, este blogueiro presta um serviço de utilidade pública através do Perspectiva Política. Para os que ainda não sabem disso, explico: Em algumas ocasiões, divulgo informações enviadas a mim por leitores indignados com algum problema que tem a ver com a política nacional. Faço isso na esperança de que o Perspectiva possa ampliar a voz desses leitores e auxiliar o protesto que visa solucionar o problema ou encerrar a negligência.

Pois bem. Dito isso, passemos à questão enviada a mim por um cidadão carioca, cujo nome irei preservar:

Conta este leitor que a Prefeitura do Rio de Janeiro estaria empreendendo um truque para alimentar seu caixa às custas do cidadão. Segundo ele, a Prefeitura estaria, vergonhosamente, aumentando propositalmente a burocracia em torno do processo de retirada, pelos proprietários, de carros rebocados que se encontram em pátios legais. E porque estaria ela fazendo isso? Para que as demoras nas retiradas dos diversos carros rendessem mais diárias a serem pagas pelos contribuintes à Prefeitura.

Se for verdade, é um acinte. Estará o órgão que existe para nos servir se servindo de nós claramente.

Motivado pelo e-mail do leitor, resolvi pesquisar sobre o tema. E não é que encontrei um registro desse truque feito por alguém de peso?

O Google me levou ao blog de Míriam Leitão, que, pasmem, noticia que realmente existe esse truque. Confiram o que ela diz:

Eduardo Paes aumenta burocracia para arrecadar mais

Em plena era da internet e das soluções em tempo real, a administração Eduardo Paes aumentou a burocracia na Prefeitura do Rio para arrecadar mais. A informação foi dada pelos próprios servidores, ligados à Secretaria de Ordem Pública.

O motorista que possui um carro rebocado é obrigado pela Prefeitura do Rio a pagar diárias que vão de R$ 20,22 (motocicletas) a R$ 199,98 (ônibus, caminhões e similares) pelo tempo em que o carro não é retirado do depósito. Ou seja, quando maior o tempo dos veículos no pátio, mais dinheiro entra para os cofres da prefeitura.

Ainda de acordo com informações de servidores, a gestão Eduardo Paes trocou o tipo de boleto para o pagamento, eliminando o código de barras que possibilitava o pagamento em casa lotéricas. Agora, usa-se um boleto comum, desses que se compra em papelaria, que só pode ser pago na boca do caixa e em horário de funcionamento dos bancos (que é reduzido). Com isso, os carros passam mais tempo nos pátios pagando mais diárias.”

Meus caros, isso é um absurdo total! Temos aí uma situação que, se comprovada, indicará que a Prefeitura do Rio de Janeiro, cujo comandante Eduardo Paes foi eleito para bem servir, está -perdoem-me o termo – sacaneando o carioca.

Onde já se viu um órgão público inventar um truque que aumenta a burocracia de certos procedimentos para que o tempo passe, os prazos se estourem e ele possa arrecadar mais? Como se já não bastasse a lentidão e a ineficiência da atual Prefeitura, ainda temos que arcar com isso?

O único alento que fica é o de que Míriam Leitão, além de noticiar o fato, encaminhou questionamentos à Prefeitura, vejam:

“O blog solicitou por e-mail as seguintes informações à assessoria de imprensa da Prefeitura do Rio: Qual a receita das diárias de reboque (incluindo todos os tipos de veículos) no 1º semestre de 2009? Qual a mesma receita em anos anteriores? Quantos veículos foram rebocados de janeiro a julho deste ano? Quantos pagaram diária por pernoitar no estacionamento da Prefeitura? Por que o boleto para a retirada do veículo não permite o pagamento com código de barras, como era na gestão Cesar Maia? Quando isso foi alterado? O site da Prefeitura diz que pode ser pago em casas lotéricas, mas a informação passada na Rua das Andradas, 92, é que não pode. Como explicar isso? O telefone de informações ao público (21) 3293-1700 não funciona desde pelo menos quarta-feira. Por qual motivo?”

Assim como Míriam, aguardo as respostas da equipe de Eduardo Paes…

Eduardo Paes faz promoção pessoal em site da Prefeitura

24/07/2009

Parece que as desventuras do Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), não chegam ao final. Depois de recebermos as notícias de que as escolas municipais estão sem comida, de que o tal choque de ordem está gerando uma máfia de subornos e de que o Prefeito tentou privatizar a saúde e a educação através das organizações sociais, entre outras, ficamos sabendo, agora, que o Prefeito faz promoção pessoal no site da Prefeitura do Rio.

É isso mesmo que vocês leram. Ao que parece, Paes disponibiliza no site do Palácio da Cidade, que tem sua manutenção paga com o dinheiro do contribuinte carioca e que deveria ser um canal de comunicação entre o cidadão e a Prefeitura, links dos perfis pessoais dele em sites de relacionamento.

Resumindo, o site era usado não para facilitar o acesso do cidadão com relação ao Prefeito da cidade, e sim, para propagandear o político Eduardo Paes.

A mesma notícia que me deixou a par disso conta que um vereador, Carlo Caiado do DEM, já enviou denúncia ao Ministério Público Estadual que trata deste abuso cometido pelo Prefeito no que tange o Portal da Prefeitura.

Seja qual for o resultado da denúncia do Vereador Caiado, o importante é que fica, infelizmente para o Rio, mais uma mácula no currículo de Paes. Neste caso do uso do portal público para promoção de seu âmbito privado, o Prefeito afrontou totalmente o princípio da impessoalidade da Administração Pública.

Mais uma vergonha. O parcela da população carioca que votou em Paes se arrepende hoje amargamente.

Eduardo Paes: Exemplo de desonestidade intelectual

14/07/2009

Existe uma qualidade importantíssima para o ser humano, prezada em demasia por este blogueiro, que está em falta tanto na vida cotidiana de todos como, consequentemente, na vida política. Esta é a honestidade intelectual.

A honestidade intelectual se confunde com a sinceridade e a franqueza, mas não é exatamente nenhuma das duas. Para explicar o que é honestidade intelectual, recorramos à explanação do que é o seu oposto: A desonestidade intelectual.

O desonesto intelectualmente diz que é falso o que sabe verdadeiro, é cínico e nega o que todos os que os cercam sabem ser verdade. O desonesto intelectualmente privilegia seus interesses em detrimento de verdades que não têm nada de controverso. Ele nega o óbvio, sem vergonha de fazê-lo. Ele se recusa a confirmar o que é correto, pois isso atenta contra seus objetivos.

Resumindo, o desonesto intelectualmente mente ou, no mínimo, omite o que lhe convém quando há uma oportunidade, por mais que se espere dele que não o faça. É muito mais nocivo do que alguém que simplesmente omite um fato, pois, diversas vezes, trata-se de alguém de quem se aguarda a verdade

Pois bem. O Prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), teve sua desonestidade intelectual comprovada pelo jornalista Sidney Rezende, que divulga em postagem de seu site, o seguinte episódio:

“Eu disse ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, que havia ficado impressionado com a limpeza e seriedade da gestão de duas escolas municipais que visitei: Lasar Segall, em Realengo, e Roquete Pinto, em Bangu. O prefeito recostou-se na cadeira e elogiou o antecessor:

- Você sabe que o Cesar Maia foi muito criticado pela aprovação automática, mas as escolas públicas são um brinco !

Depois, com humor, Eduardo Paes, arrematou: ‘Só não posso elogiar em público’”.

Lamentável. Vergonhoso. A população do Rio de Janeiro será, pelo equívoco de alguns nas urnas, obrigada a ser comandada por este senhor durante mais 3 anos e meio.

O que teria de mal em reconhecer em público os acertos do antecessor? Não seria muito mais honesto admitir os avanços empreendidos por Cesar Maia?

É esse tipo de prática que macula a política brasileira. Esse conceito de muitos políticos de que ninguém fez nada direito a não ser eles mesmos. Reconheçam-se os feitos do antecessor e prometam-se avanços, melhorias e correções do que está equivocado. Isso sim é honestidade intelectual.

Eduardo Paes só traz um benefício com a declaração que deu. Permite que seja compreendido por nós, perfeitamente, o que é desonestidade intelectual. Configura ótimo exemplo:

Só não posso elogiar em público”

Pronto. Vocês acabam de entender perfeitamente o que é desonestidade intelectual.

Absurdo: Eduardo Paes prejudica a educação carioca

30/05/2009

Chegou ao conhecimento deste blogueiro por e-mail uma notícia que, curiosamente, não está circulando na imprensa tradicional, sendo divulgada, apenas, na internet.

Justamente pela internet ter menos credibilidade fui conferir os dados e, para minha surpresa, eles são verdadeiros. Eu sou crítico ferrenho da administração Eduardo Paes no Rio de Janeiro, porém, ainda assim, não esperei que o Prefeito carioca atual fosse chegar ao ponto que está chegando. Mal acreditei quando vi que o que eu havia lido estava fidedigno no que diz respeito à realidade.

Explico: Eduardo Paes empreendeu um decreto que prejudica, pasmem, a educação carioca. Absurdo! Descalabro! Barbaridade!

O Rio de Janeiro, através da Prefeitura, cobrava uma contrapartida em relação aos investimentos imobiliários. Os responsáveis pelos empreendimentos de grande vulto no Rio de Janeiro eram obrigados a construir escolas.

Eram. Agora não mais.

Confiram o texto do Decreto n°. 30754, de 26 de maio de 2009:

“Art. 1.° Fica revogado o parágrafo único do artigo 5.º do Decreto 18.437/00, incluído pelo Decreto n.º 30.627/09. Texto anterior: ‘Parágrafo Único. A construção e reforma de escola(s) será considerada prioritária sobre as demais demandas de equipamentos urbanos comunitários públicos da administração municipal’”.

Ele revogou a prioridade para a educação!

Fico com duas perguntas na mente:

Por que a imprensa tradicional não noticiou isso como deveria?

Será que o fato de Eduardo Paes ter eximido os investimentos imobiliários dessa contrapartida tão necessária para o povo do Rio tem algo a ver com o fato da sua campanha ter sido financiada pelos especuladores imobiliários?

Eduardo Paes é chamado de fascista pela população

10/05/2009

Informa o site do jornalista Sidney Rezende:

“Durante um evento sobre o carnaval de rua na cidade, Paes é recebido por manifestantes, que protestaram e o acusaram de ‘fascista’”

Depois de estar tentanto privatizar a saúde e a educação, entre outros setores, do município do Rio de Janeiro, apoiar os muros que Sérgio Cabral (PMDB) quer construir em volta das favelas e aplicar um “choque de ordem” fajuto que só toma mercadorias dos ambulantes mas não incomoda comerciantes ricos que ocupam calçadas e negócios com participação de aliados, o Prefeito Eduardo Paes (PMDB) não poderia pedir para ouvir outra coisa.

A população carioca não é boba.