Arquivo da seção ‘PT’

Quebra de sigilo fiscal: O fato novo da campanha

01/09/2010

É notório que a oposição está buscando um fato novo na campanha eleitoral. A esperança é a de que este fato possa mudar as tendências de ascensão de Dilma e de queda de Serra, invertendo as curvas e levando a campanha para o segundo turno.

Eis que surge o escândalo da quebra do sigilo fiscal de diversas pessoas, entre elas tucanos de relevo e – mais importante – a filha de José Serra.

Os governistas dirão: “Está posta aí a relação! Os oposicionistas queriam um fato novo para tentar se salvar e o fato surgiu! Manipulação! Mídia golpista!”

É, pode ser. Quem sabe o momento da divulgação dos atos ilícitos tem relação estreita com a situação político-eleitoral?

Contudo, o que isso muda?

O que quero dizer é o seguinte: É condenável que se manipule o momento do estouro de um escândalo, mas muito pior é empreendê-lo.

Se os governistas realmente quebraram o sigilo fiscal de tucanos ilustres e da filha de Serra visando prejudicar a campanha do PSDB caso se mostrasse necessário, nada podem reclamar sobre o momento da divulgação dos fatos.

Desde quando o assassino pode, por exemplo, reclamar que as pessoas ficaram sabendo de seu crime justamente quando estava no auge de sua carreira profissional?

Poderia o goleiro Bruno, por exemplo, reclamar que o caso Eliza Samudio foi explicitado no momento em que ele estava sendo negociado com times europeus?

Claro que não!

Não é nada correto escolher um momento rentável politicamente para estourar um escândalo, mas se o PT não criasse o fato não haveria o que estourar.

Pior do que divulgar o erro quando se deseja é errar. Muito pior.

Deixassem Verônica Serra em paz e a oposição não teria fato novo.

Artigo: Disputa por espaço – Merval Pereira

31/08/2010

Reproduzo aqui no Perspectiva artigo longo – mas que vale a pena ser lido – de Merval Pereira, colunista de O GLOBO. Ele aponta com competência a provável correlação de forças político-partidárias que teremos no País a partir de 1° de janeiro de 2011:

Disputa por espaço

Merval Pereira*

O presidente Lula está utilizando sua força eleitoral para transferir aos estados a mesma expectativa de poder que conseguiu no plano nacional, no qual, antes mesmo de sua candidata oficial aparecer na frente das pesquisas, já havia uma percepção generalizada entre os eleitores de que ela acabaria sendo a vencedora.

A estratégia eleitoral do presidente Lula, que vem sendo vitoriosa em relação à campanha presidencial — com sua candidata se colocando com folga à frente do candidato oposicionista —, se desdobra agora na fase regional, onde o objetivo não é fazer a maioria dos governadores, mas, sim, garantir uma maioria sólida no Senado.

Um senador vale por três governadores, avisava bem antes da reta final da eleição o próprio Lula, justificando ter aberto mão de disputar muitos governos estaduais em favor de aliados em melhores condições.

Até o momento, no entanto, as pesquisas indicam que, além de mais governadores, a oposição e os independentes dos partidos aliados estão conseguindo manter um equilíbrio de forças dentro do Senado.

O PSDB hoje aparece com possibilidade de eleger nada menos que dez governadores, sendo que está na liderança das pesquisas do Ibope nos dois maiores colégios eleitorais, São Paulo, com Geraldo Alckmin, e Minas Gerais, com Antonio Anastasia.

Pode vencer ainda em Goiás, com Marconi Perillo; no Paraná, com Beto Richa; no Piauí, com Sílvio Mendes; em Rondônia, com Expedito Júnior.

Além disso, tem boas chances no Amapá, com Jorge Amanajás; no Mato Grosso, com Wilson Santos; em Roraima, com José Anchieta Júnior; e em Tocantins, com Siqueira Campos.

O DEM lidera no Rio Grande do Norte, com Rosalba Ciarlini, e tem chance de vencer em Santa Catarina, com Raimundo Colombo, e em Sergipe, com João Alves. No Distrito Federal, por enquanto, a liderança está com Joaquim Roriz, do PSC.

No Senado, das 27 cadeiras que estão fora da disputa, por seus detentores terem mais quatro anos de mandato, nada menos que 14 são de oposicionistas ou de independentes: Marconi Perillo (Goiás) — que pode se eleger governador e colocará seu suplente Ciro Miranda Junior, também do PSDB —; Elizeu Rezende (DEM); Marisa Serrano (PSDB); Jaime Campos (DEM); Mario Couto (PSDB); Cícero Lucena (PSDB); Jarbas Vasconcellos (PMDB); Álvaro Dias (PSDB); Francisco Dornelles (PP) — que terá seu caráter independente reforçado pela chegada ao Senado de Aécio Neves; Rosalba Ciarlini, do DEM — que deve ser eleita governadora do Rio Grande do Norte e colocará em seu lugar o pai do senador Garibaldi Alves ou Ivonete Alves da Silva; Mozarildo Cavalcanti (PTB); Pedro Simon (PMDB); Raimundo Colombo (DEM) — que pode ser eleito governador de Santa Catarina e colocará em seu lugar o suplente Casildo Maldaner, do PMDB independente; Maria do Carmo Alves (PSDB); Katia Abreu (DEM).

Na nova safra de senadores a serem eleitos este ano, são os seguintes os senadores da oposição ou independentes que podem se eleger: Heloisa Helena (PSOL); Arthur Virgílio (PSDB) — que disputa a segunda vaga com Vanessa Grazziotin, do PCdoB —; Cesar Borges (PR); Tasso Jereissati (PSDB); Cristovam Buarque (PDT); Maria Abadia (PSDB) — que disputa a segunda vaga do Distrito Federal com Rodrigo Rollemberg, do PSB —; Demóstenes Torres (DEM); Lucia Vania (PSDB); Aécio Neves (PSDB); Itamar Franco (PPS); Valéria Pires (DEM); Antero Paes e Barros (PSDB).

Outros prováveis futuros senadores são Cassio Cunha Lima (PSDB da Paraíba; é o favorito, mas luta no Supremo para não ser considerado “ficha-suja”), Efraim de Moraes (DEM) — que disputa uma vaga com Vital do Rego Filho, do PMDB —; Marco Maciel (DEM) — que disputa a vaga com Armando Monteiro Filho, do PTB —; Mão Santa (PSC); Cesar Maia (DEM); José Agripino Maia (DEM); Ivo Cassol (PP); Ana Amélia Lemos (PP); Germano Rigotto (PMDB); Luiz Henrique (PMDB); Albano Franco (PSDB); e Orestes Quércia (PMDB) — que disputa uma vaga com Netinho, do PCdoB.

Como se vê, o equilíbrio real de forças no Senado continuará sendo grande, com uma pequena vantagem governista, que não garante a aprovação de questões polêmicas, e, muito menos, mudanças constitucionais que exigem quórum de 3/5 dos senadores.

Ao mesmo tempo, a presumível força eleitoral com que o PMDB sairá das urnas — deve eleger a maior bancada da Câmara e do Senado e grande número de governadores — está fazendo com que tanto governo quanto oposição comecem a negociar alianças para neutralizá-lo.

O PMDB pode eleger até nove governadores, sendo que dois deles — André Pucinelli, do Mato Grosso do Sul, e José Fogaça, do Rio Grande do Sul — são independentes e não estão envolvidos na campanha de Dilma Rousseff.

O partido deve eleger ainda Roseana Sarney no Maranhão, Sinval Barbosa no Mato Grosso, José Maranhão na Paraíba, Sérgio Cabral no Rio de Janeiro e Carlos Gaguim em Tocantins.

E tem chances também em Minas Gerais, com Hélio Costa, e em Rondônia, com Confúcio Moura.

Esse poder todo está movimentando não apenas a base petista, que sabe que vai ter que dividir realmente o poder, inclusive a distribuição de cargos, com o PMDB, mas também a base governista mais ampla, que teme que não sobrará espaço para mais ninguém com a disputa entre PT e PMDB.

O PSB, que deve eleger pelo menos três governadores — Cid Gomes no Ceará, Eduardo Campos em Pernambuco e Renato Casagrande no Espírito Santo —, é o mais preocupado em ganhar espaço para negociar e já propõe uma união entre PT, PSDB e PSB para se contrapor ao PMDB.

O ex-governador Aécio Neves — que terá sua liderança reforçada se conseguir eleger seu candidato Antonio Anastasia — prevê que a polarização com o PT continuará, e pretende fazer uma aliança do PSDB com PDT, PSB, PPS, DEM e mais PP, PTB e parte do PMDB, para disputar com o PMDB oficial e o PT o comando do Senado.

Pode ser que uma onda governista altere esse quadro, mas até o momento isso não aconteceu.

Resultados de pesquisas para os Governos Estaduais

27/08/2010

Saíram alguns resultados para os Governos Estaduais . Vamos a alguns deles:

São Paulo ( Datafolha)

Geraldo Alckmin (PSDB)  – 54%

Aloizio Mercadante (PT) – 20%

Celso Russomano (PP) – 7%

Paulo Skaf (PSB) – 3%

Minas Gerais (Datafolha)

Hélio Costa (PMDB) – 43%

Antonio Anastasia (PSDB) – 29%

Rio de Janeiro (Datafolha)

Sérgio Cabral (PMDB) – 56%

Fernando Gabeira (PV) – 17%

Paraná (Datafolha)

Beto Richa (PSDB) – 47%

Osmar Dias (PT) – 34%

Rio Grande do Sul (Datafolha)

Tarso Genro (PT) – 42%

José Fogaça (PMDB) – 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 14%

Distrito Federal (Datafolha)

Joaquim Roriz (PSC) – 41%

Agnelo Queiroz (PT) – 35%

Pernambuco (Datafolha)

Eduardo Campos (PSB) – 67%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 19%

Bahia (Datafolha)

Jaques Wagner (PT) – 47%

Paulo Souto (DEM) – 23%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 11%

Ceará (Vox Populi)

Cid Gomes (PSB) – 51%

Lúcio Alcântara (PR) – 20%

Marcos Cals (PSDB) – 10%

Alagoas (Ibope)

Ronaldo Lessa (PDT) – 29%

Fernando Collor (PTB) – 28%

Teotônio Vilela Filho (PSDB) – 24%

 

 

Novo partido pode surgir para agregar nomes da oposição à base aliada

24/08/2010

Informa a Folha sobre uma possível criação de um novo Partido:

“O PT já articula a formação de um novo partido que apoiaria Dilma Rousseff (PT) no caso de ela ganhar a eleição para a Presidência.

A legenda abrigaria parlamentares do PSDB, do PPS e até do DEM dispostos a fazer uma transição lenta, gradual e segura rumo aos braços governistas. Já há conversas entabuladas.

Para que a nova agremiação tenha sucesso será preciso mudar a lei, que impede que um parlamentar eleito por um partido troque de legenda -hoje, se isso ocorre, o político perde o mandato“.

A consequência de alianças forjadas: Hélio e Pimentel não se entendem

19/08/2010

Informa Lauro Jardim, da Veja, em seu blog:

“Há um claro estranhamento entre Hélio Costa e Fernando Pimentel nesta campanha. Costa é (ou era para ser) o candidato ao governo de Minas Gerais apoiado por Pimentel. E Pimentel é (ou era para ser) o candidato ao Senado na chapa de Hélio Costa…”

Em Minas Gerais, PT e PMDB sempre foram adversários. Algumas disputas chegaram a baixar o nível do debate.

Hoje, por conta da aliança nacional pró-Dilma, as legendas estão unidas. Mas apenas formalmente, continuando, de fato, distantes.

Essa é a consequência de alianças distorcidas feitas a reboque do interesse das cúpulas partidárias.

A arbitrariedade vence as reticências das mentes, mas não as dos corações.

Ninguém esquece o jogo sujo passado do pseudo-novo amigo e isso vale também para uniões no campo da oposição.

No caso específico de Minas, Aécio Neves e seu candidato Antonio Anastasia agradecem.

Enquanto Patrus Ananias aparece em cartazes com Hélio Costa, a internet relembra facilmente os arranca-rabos deste com os movimentos sociais aliados ao PT.

E segue o jogo…

Datafolha: Resultado das últimas pesquisas para o Senado

18/08/2010

Saíram os resultados da pesquisa Datafolha sobre a disputa  ao Senado em alguns Estados.

Vamos aos números:

Rio de Janeiro

Marcelo Crivella (PRB) – 40%

Cesar Maia (DEM) – 33%

Lindberg (PT) – 22%

Jorge Picciani (PMDB) – 14%

Marcelo Serqueira (PPS) – 6%

Waguinho (PTdoB) – 6%

São Paulo

Marta Suplicy (PT) – 32%

Orestes Quércia (PMDB) – 25%

Romeu Tuma (PTB) – 23%

Netinho de Paula (PCdoB) – 17%

Ciro Moura (PTC) – 15%

Minas Gerais

Aécio Neves (PSDB) – 68%

Itamar Franco (PPS) – 47%

Fernando Pimentel (PT) – 20%

Paraná

Roberto Requião (PMDB) – 49%

Gleisi Hoffman (PT) – 31%

Roberto Barros (PP) – 15%

Gustavo Fruet (PSDB) – 13%

Rio Grande do Sul

Germano Rigotto (PMDB) – 43%

Ana Amélia (PP) – 35%

Paulo Paim (PT) – 35%

Pernambuco

Humberto Costa (PT) – 40%

Marco Maciel (DEM) – 35%

Armando Monteiro (PTB) – 25%

Raul Jungmann (PPS) – 12%

Distrito Federal

Cristovam Buarque (PDT) – 44%

Rodrigo Rollemberg (PSB) – 30%

Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – 29%

Alberto Fraga (DEM) – 11%

Datafolha: Ùltimas pesquisas para os governos estaduais

15/08/2010

Em alguns Estados saíram os resultados das pesquisas do Datafolha pela disputa dos Governos Estaduais:

Distrito Federal

Joaquim Roriz (PSC) – 41%

Agnelo Queiroz (PT) – 33%

Toninho (PSOL) – 2%

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 54%

Aloizio Mercadante (PT) – 16%

Celso Russomanno (PP) –  11%

Paulo Skaf (PSB) –  2%

Fabio Feldmann (PV) - 1%

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) - 43 %

Antonio Anastasia (PSDB) - 17 %

Fabinho (PCB) – 2%

Vanessa Portugal (PSTU) - 2%

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 62%

Jarbas Vasconcelos (PMDB) – 21%

Bahia

Jaques Wagner (PT) – 45%

Paulo Souto (DEM) – 23%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 10%

Rio Grande do Sul

Tarso Genro (PT) – 38%

José Fogaça (PMDB) – 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 16%

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 46%

Osmar Dias (PDT) – 34%

 

 

Ideli tenta aproveitar evento pró-Dilma e fica sem microfone

11/08/2010

Conta o blog do jornalista Lauro Jardim:

“A petista Ideli Salvatti surpreendeu ao aparecer ontem na inauguração do comitê suprapartidário de apoio a Dilma Rousseff em Balneário Camboriú. Os idealizadores do comitê eram dirigentes do PMDB, entre eles o prefeito Edson Piriquito, que querem trabalhar por Dilma, mas sem ter problemas com a ala do partido ligada a Eduardo Pinho Moreira, que é vice na chapa do democrata Raimundo Colombo.”

Por causa da quantidade de petistas presentes, Ideli escapou de ser vaiada. Mas na hora do palanque os peemedebistas locais passaram a palavra direto para Michel Temer, impedindo que ela falasse.”

Ser papagaio de pirata não compensa, Ideli.

Cobertura do 1° debate presidencial no Twitter do Perspectiva

06/08/2010


O Perspectiva cobriu o 1° debate presidencial, realizado pela Rede Bandeirantes, no Twitter do blog. Seguem abaixo as opiniões deste que vos fala publicadas durante o debate no micro-blog:

- Comeca agora a cobertura do Perspectiva do debate presidencial da Rede Bandeirantes. Acompanhem!

- Os candidatos não falharam muito falando sobre saúde, segurança e educação. Serra e Plínio foram os melhores. Dilma estourou o tempo.

- Serra afirmou que não governa para partidos ou setores e que ninguém pode se achar dono da verdade: Alfinetada no PT e em Lula.

- Plínio Sampaio colocou Dilma na parede com questões polêmicas: Reforma Agrária com limite de hectares, anistia de desmatadores e movimentos sociais.

- Plínio traz humor para o debate. Marina surpreendendo negativamente. Dilma errou e disse que ProUni (bolsas) fortalece ensino público.

- Marina melhorou. Serra vem sendo o melhor. Plínio é franco-atirador e Dilma estudou mas é hesitante, talvez seja nervosismo.

- Serra ataca mais mas também hesita mais. Dilma continua gaguejando um pouco. Serra bate em erros do governo que Dilma não corrigiu.

- Serra ironiza as inaugurações de pedras fundamentais do governo. Plínio ironiza a hipocondria de Serra. Dilma está sendo muito questionada.

- Plínio diz que estipulou as metas da reforma agrária do governo Lula e que por isso sabe que ele fez menos que FHC na área.

- Joelmir Beting perguntou sobre como reduzir impostos e juros sem reduzir o gasto público. Ótima questão.

- José Serra se sai bem respondendo questão sobre privatização: Bateu no aparelhamento de estatais. Dilma defendeu bem a segurança jurídica.

- Serra diz que Palocci – “assessor de Dilma” – elogiou a condução da economia de FHC.

- Plínio afirma que preservar o ambiente plenamente não é compatível com o lucro e o desenvolvimento. O candidato do PSOL conseguiu aparecer.

- Considerações finais clichês. Fim das contas: Serra foi melhor que Dilma, mas nada distante. Marina foi mal e Plínio apareceu.

- Termina aqui a cobertura do Perspectiva do 1° debate presidencial. Obrigado aos que acompanharam.

O Twitter do Perspectiva também cobrirá o 2° debate presidencial. Fiquem de olho!

Cliquem aqui para seguir o Twitter do Perspectiva.

A última gota d’água: Lula afirma que “oposição vai perder as eleições”

04/08/2010

Informa a Agência Estado:

“‘A oposição vai perder as eleições presidenciais.’ Sorrindo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pronunciou a frase durante a 39ª Cúpula de presidentes do Mercosul, realizada hoje na cidade argentina de San Juan.

[...]

‘Para quem está no governo oito anos não é nada’, disse Lula, em referência a seus dois mandatos presidenciais consecutivos. ‘Mas, com certeza, para a oposição, oito anos é uma eternidade’, ironizou o brasileiro perante os presidentes do Mercosul, vários dos quais riram com o comentário de Lula, que teve cautela em evitar de citar de forma explícita o candidato José Serra, do PSDB.”

Está posta a última gota d’água. Na realidade, transbordou o copo.

Como autor do blog, estou oficialmente desistindo de enxergar seriedade e compostura no Presidente Lula.

Fazer chacota da oposição? Rir dos adversários motivado, provavelmente, pela subida de Dilma Rousseff nas pesquisas?

Ora, mas que falta de respeito. Um absurdo!

Era só o que faltava depois de uma campanha antecipada flagrantemente ilegal e de um aparelhamento da administração pública estratosférico, que gera o uso da máquina na campanha.

Lula joga no lixo a liturgia do cargo. Se comporta como um político qualquer, espertalhão, e não como o Presidente de nossa República.

Haja salto alto! Haja arrogância! Haja prepotência!

Como eleitor, me irritei. Sinceramente.

Embora tenha criticado duramente os erros da gestão do Presidente, tenho elogiado os acertos do governo Lula desde sempre.

E continuarei a fazê-lo, por uma questão de honestidade intelectual.

Mas não dá mais para enxergar em Lula um estadista. Imaginem o que diriam os petistas de Fernando Henrique se ele risse da oposição em 1998.

Essa foi, sim, a gota d’água.

O Perspectiva, por ser democrático, não vota. Mas eu, particularmente, voto Marina Silva e já disse isso aqui.

Contudo, com essa soberba do Presidente começo a ter uma pontinha de vontade de votar em Serra.

A vitória dele provaria ao PT que não se ri antes da hora.

Ainda mais dessa forma desrespeitosa para com o processo democrático brasileiro e, principalmente, para com o eleitor.