Arquivo da seção ‘Estatísticas’

Rio tem aproximadamente 20 mil desaparecidos em 4 anos

20/10/2009

Estatísticas oficiais do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro dão conta de que o estado teve, entre 2006 e 2009, o desaparecimento de aproximadamente 20 mil pessoas. É um dado assustador.

É claro que nem todos os desaparecimentos são causados pela criminalidade e pela violência. Além disso, nem todos os desaparecidos terminam mortos.

Porém, se utilizarmos a óbvia suposição de que grande parte dos desaparecidos representa, na realidade, cadáveres ocultados, perceberemos como sangra, e muito, o Rio de Janeiro do Governador Sérgio Cabral (PMDB).

Pesquisa mostra que 43% dos brasileiros querem proibir imigração

10/10/2009

Informa o Globo:

“A grande maioria dos brasileiros esbraveja, critica, define como absurdas e condena as restrições cada dia mais severas à imigração impostas por países europeus (em especial a Espanha) e pelos Estados Unidos. No entanto, essa mesma maioria é amplamente favorável à implantação de condições igualmente restritivas à entrada de estrangeiros que pretendem viver no Brasil. É o que mostra reportagem de José Meirelles Passos na edição deste domingo do jornal O GLOBO.

Segundo a reportagem, essa atitude aparece de forma muito clara no mais recente Relatório do Desenvolvimento Humano, do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), divulgado dias atrás. Ele registra que apenas 9% dos brasileiros são favoráveis à liberação da entrada de estrangeiros no país.

De acordo com o relatório, quase a metade da população – 43% – é a favor de limitar ou proibir a imigração. Outros 45% querem que o governo só permita que estrangeiros ingressem ‘desde que haja empregos disponíveis’. Trata-se de um argumento que não passa de uma simples cristalização de um equívoco. “

Está posto aí um caso interessante de moral dupla. O brasileiro critica o preconceito estrangeiro mas, em grande parte, é preconceituoso quando se trata da entrada de entrangeiros, que configuram mão-de-obra mais barata, em seu País.

Ao invés de ter um peso e uma medida, o brasileiro, em sua maioria, se posiciona dependendo de ser afetado ou não pelo fato discutido.

Com certeza o brasileiro é mais coerente em outras questões. Porém, ficou comprovado com esta pesquisa que nosso País é mesmo um de contradições.

Governo diz que 53,6% do PAC foram realizados, incluindo recursos privados

08/10/2009

Informa a Folha:

“O governo federal divulgou nesta quinta-feira balanço que mostra que 53,6% do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) foi executado, incluindo investimentos do setor privado.

Segundo o balanço, foram executados investimentos de R$ 338,4 bilhões entre 2007 e 2009 –a previsão do governo é, até o final de 2010, chegar a R$ 635 bilhões.

[...]

As obras concluídas do PAC segundo o governo, porém, chegam a 32,9% do programa.

É por essas e por outras que este blogueiro sempre repete: No Perspectiva Política elogia-se o que deve ser elogiado e critica-se o que deve ser criticado.

O PAC não é uma má ideia. O seu uso eleitoreiro é por mim criticado, porém, o princípio de se investir em infraestrutura, visando reduzir os gargalos brasileiros, me parece, em si, correta.

Acontece que uma coisa é não ver o PAC com maus olhos e outra coisa é fingir que ele tem caminhado a passos largos. Não critico o PAC, critico sua lentidão, que o transforma em mero factóide.

Sabendo que a oposição bate nesta tecla da estagnação das obras, o governo faz surgir estes dados reproduzidos acima.

Ora, meus caros, alguém aí acredita que mais da metade das obras do PAC já foi executada?

E mais: Alguém crê, também, que 32,9% das obras já foram totalmente concluídos?

Pois então.

Como não criticar dados que são sabidamente fantasiosos?

O blogueiro não quer diminuir os feitos do governo injustamente ou minimizar sem razão os benefícios que um programa como o PAC pode trazer. O Perspectiva não inventa, apenas diz o que tem que ser dito.

É impossível, e contrário ao compromisso que tenho com o leitor, não questionar estas estatísticas provavelmente distorcidas.

O PAC empacou, todos sabem. Negar isso é debochar da inteligência alheia ou apostar em um fanatismo partidário que cega.

Brasil ultrapassa os 190 milhões de habitantes

15/08/2009

Informa o Globo:

“O Brasil já tem 191,5 milhões de habitantes, segundo estimativa divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No último levantamento, de agosto de 2008, éramos 189,6 milhões. A pesquisa, com base em 1º de julho de 2009, mostra ainda que 18% dos brasileiros – aproximadamente um entre cinco – vivem nos dez municípios mais populosos.

De acordo com o IBGE, São Paulo é a unidade da federação mais populosa, com 41,4 milhões de habitantes, seguida por Minas Gerais (20 milhões) e Rio de Janeiro (16 milhões).

‘Nestas três unidades da federação da Região Sudeste concentram-se cerca de 40,4% da população brasileira’, destacou o IBGE em nota.”

Além de ser importante que todos nós tenhamos noção destes dados, é relevante que os analisemos por mais alguns motivos. Destaco dois deles:

Primeiramente, o fato de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentrarem pouco mais de 40% de toda a população brasileira mostra o quanto estes estados são importantes financeiramente, culturalmente, mas, também, eleitoralmente, se olharmos esses dados sob um prisma relacionado à política. O vulto destes estados reflete em diversas alianças políticas, análises de cenário e previsões feitas. Um exemplo claro são os cálculos para a eleição presidencial de 2010 e, especificamente, a importância que Aécio Neves tem no jogo por ser imbatível em Minas.

Em segundo lugar é necessário frisar um fato muito mais importante e que deveria ser muito mais lembrado, embora não seja, do que os cálculos eleitorais. Este fato é o de que quanto mais a população brasileira cresce, mais os políticos deveriam deixar de lado os seus umbigos e olhar pelo povo. Se o nosso País tem 190 milhões de habitantes, tem também 190 milhões de pessoas que merecem educação, saúde, saneamento básico, segurança pública, emprego, acesso à justiça, entre outras necessidades menos urgentes. Parece óbvio, mas muitas vezes não é. Não há sequer um brasileiro que tenha a garantia de poder dispor de todos esses elementos assim que precisar.

É claro que uns têm mais e outros menos. Mas é fato que nem mesmo os mais abastados têm tudo neste País. Por mais rico que se seja, a violência bate à porta. Por mais que se tenha construído uma família de classe média com uma vida confortável, o filho mais velho não encontra o seu primeiro emprego. Para os mais pobres, a situação é ainda pior.

Com o desenvolvimento gradual do País, a escalada da população deve reduzir seu ritmo, é natural, mas independentemente disso, sempre que vocês lerem que o Brasil tem “x” milhões de habitantes, lembrem-se:

São “x” milhões de pessoas que merecem a dignidade preconizada na nossa Constituição e que devem ser tratadas com respeito pelo Estado brasileiro e por aqueles que o representam.

Alagoas e Maranhão têm os piores índices do País

09/08/2009

Fazendo algumas pesquisas, este blogueiro que vos fala constatou alguns dados tristes mas, ao mesmo tempo, fomentadores de uma importantíssima reflexão.

Os dados são os seguintes:

Os mais recentes números a respeito do IDH dos estados brasileiros dão conta de que os últimos colocados, ou seja, os que têm menor desenvolvimento humano são, em último, Alagoas e, em penúltimo, o Maranhão. Alagoas tem um IDH igual a 0,677 e o Maranhão vem na frente por pouco com 0,683. São os únicos estados brasileiros a serem caracterizados, pelos números, como tendo IDH médio-baixo.

Para os que não sabem ou não lembram, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é uma medida  estatística que leva em conta três dados principais: riqueza, educação e expectativa de vida. Trata-se de índice utilizado no mundo todo para medir o bem-estar da população e comparar diferentes regiões, estados ou países.

Alagoas e Maranhão são também, respectivamente, último e penúltimo colocado no ranking de mortalidade infantil. Em Alagoas, pasmem, 50% dos recém-nascidos morrem em seu primeiro ano de vida. Um acinte! O Maranhão não fica muito atrás, com 39,2%.

Dito isso, relembremos dois fatores:

O estado de Alagoas é comandado, entre outras, pela família Collor.

O estado do Maranhão é dominado pela família Sarney, embora o patriarca “represente” o Amapá no Congresso. O que não quer dizer que ele não represente um estado cujas instituições domina.

Em ambos os casos as famílias citadas controlam a imprensa local e têm representantes de seus clãs na política.

Citando o óbvio, a família Sarney tem José Sarney – e seus filhos – e a família Collor tem Fernando Collor.

Ambos ex-Presidentes da República, ambos ex-Governadores de seus estados paupérrimos e subdesenvolvidos, ambos senadores e ambos envolvidos em denúncias e mais denúncias ao longo dos anos. Ah! E ambos aliados de Renan Calheiros, outro advindo de Alagoas.

Somemos dois mais dois:

Alagoas e Maranhão são, literalmente, os piores estados em desenvolvimento da nação.

Collor e Sarney são, sem dúvida, membros do grupo dos políticos mais perniciosos para o País.

Será coincidência? Pensem nisso.

Bolsa Família é responsável por 3% dos votos de Lula em 2006, diz estudo

26/07/2009

Informa a Folha de São Paulo, a respeito de estudo interessantíssimo que dá conta de quão importante eleitoralmente para Lula foi, e é, o Bolsa Família, programa que configura um bom empreendimento e que precisa ser mantido enquanto for necessário, mas que necessita urgentemente de uma porta de saída bem formulada:

“O programa Bolsa Família foi responsável por um aumento de cerca de três pontos percentuais na votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2006, segundo estudo do pesquisador Maurício Canêdo Pinheiro, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Na ocasião, Lula obteve 60,83% dos votos, ou seja, mais de 58,2 milhões. O tucano Geraldo Alckmin ficou em segundo lugar, com 39,17% dos votos.

O levantamento indica ainda que o impacto do programa nas eleições foi maior que o gerado pelo desempenho da economia.

Segundo a pesquisa, em 2002, Lula foi particularmente bem sucedido em regiões mais urbanizadas e desenvolvidas do país. Já em 2006, ocorreu uma migração da base eleitoral para regiões menos desenvolvidas –mais dependentes do Estado e mais beneficiadas pelo programa.

[...]

O Bolsa Família foi criado pelo governo em 2004 e atende mais de 11 milhões de famílias em todos os municípios brasileiros.

Segundo o estudo, o aumento de um ponto percentual no número de beneficiários do programa elevou em 0,55 ponto percentual a votação de Lula em 2006, enquanto que a mesma variação na taxa de crescimento econômico incrementou a votação em apenas 0,21 ponto percentual.

O efeito eleitoral do Bolsa Família nos Estados das regiões Norte e Nordeste foi superior ao dos demais Estados do país. Em Alagoas, por exemplo, o programa aumentou em 8,17 pontos percentuais a votação de Lula, enquanto que no Rio de Janeiro e São Paulo o incremento foi de 1,12 e 1,89 pontos percentuais, respectivamente.

Pelos números pesquisados, Alagoas foi o Estado onde o efeito do Bolsa Família mais contribuiu para a votação de Lula, seguido de Roraima (6,85%) e Acre (6,53%). “


Número de filiados dos partidos políticos [2]

22/03/2009

Na postagem “Número de filiados dos partidos políticos “ este blog fez o seguinte comentário:

Estive fazendo algumas pesquisas hoje e alguns dados me chamaram a atenção. Entre eles, a estimativa de quantos filiados os partidos brasileiros têm atualmente.

Poderia se pensar que o que me chamou a atenção foram as diferenças entre um partido e outro no que diz respeito ao número de filiados, mas não foi. A disparidade exibida já era mais ou menos conhecida por mim. É por mim sabido que o PMDB é o maior partido e que atrás dele vêm partidos como DEM, PT, PSDB, PDT, PP e PTB.

O que me chamou a atenção foi que se somarmos o número de filiados de todos os partidos políticos brasileiros chegaremos a um número relativamente alto, algo em torno de 10 milhões de pessoas aproximadamente.

Partindo do pressuposto de que quem se filia a um partido tem consciência política, me surpreendi com o número. Eu não gostaria que isso fosse verdade mas, fato é, que não devem existir 10 milhões de pessoas no Brasil interessadas nesse tipo de tema a ponto de se filiar a um partido.

Será mesmo que esses números estão corretos? Será que eu estou subestimando a consciência política do brasileiro? Ou será que, na realidade, consciência política não é um pré-requisito real para ser filiado a um partido, e sim, conveniência ou interesse? Pode ser também que muitos filiados tenham o feito a pedido de alguém que os lidera intelectualmente.

Enfim, fiquei encucado. Procurarei saber mais. Se alguém tiver alguma opinião, os comentários estão aí para isso.

Pois bem. Lendo hoje o site do Estado de São Paulo, encontrei uma matéria que, em parte, me dá razão. Existia, sim, uma dissonância entre as quantidades apresentadas pelos números de filiados aos partidos políticos brasileiros e a realidade das ruas.

Diz o Estadão:

“Siglas veem minguar seu quadro de filiados: PMDB lidera tendência de queda e perde 200 mil em todo o País”

Era provável que houvesse algo de errado com os números. Dificilmente existiriam tantos filiados a partidos políticos como eles propalavam. A situação real, longe da virtualidade das estatísticas, demonstrava algo diferente e ainda demonstra, ou seja, um país com poucas pessoas interessadas no tema, onde a maioria mal sabe que político pertence a que partido, fora as grandes estrelas partidárias. Os filiados, na realidade, se resumem aos poucos envolvidos com a estrutura partidária e com a militância, somando-se a estes os candidatos menores e os cabos eleitorais  destes que migram para outras legendas com frequência.

PIB cai forte e a solução não é nem marolinha, nem torcer contra

11/03/2009

“PIB cai 3,6% no quarto trimestre; expansão da economia em 2008 fica em 5,1%”

Se por um lado o PIB cresceu na soma total anual, por outro, o resultado do quarto trimestre foi horrível. Isso significa que se por um lado o país não vai tão mal assim, por outro, a crise é muito maior do que uma marolinha.

Repudio totalmente aqueles que parecem torcer contra o país. Por mais que eu discorde de algumas atitudes do governo, principalmente aquelas no campo do combate à corrupção e ao loteamento de cargos, o Brasil está acima de tudo. Torcer pela crise é torcer contra o país. Torcer contra o governo de Lula é torcer contra o país. Isso, para mim, é impensável.

Dito isso, é inevitável observar que se não podemos, em hipótese alguma, nos sentir felizes ao ver o Brasil tendo problemas financeiros, também não podemos minimizar os problemas.

Estão errados aqueles que torcem para que a crise chegue com força para que Lula perca popularidade e Dilma perca a eleição. Também estão errados aqueles que mantém a idéia da marolinha e dizem que proteção feita pelo governo Lula para a economia brasileira é invencível.

Nada de comemorar a confusão, nada de fingir que ela não existe. Em um momento de crise, onde os mairores afetados são os trabalhadores, os mais pobres, os mais humildes, e não os políticos que disparam farpas diretamente de seus gabinetes climatizados, devemos agir com bom senso, acima de tudo e de todos.

O governo deve ser precavido, deve admitir que existem problemas no horizonte, deve fazer o que está ao seu alcance para diminuir os efeitos do impacto, ao invés de ficar torcendo para que tudo dê certo e se comprove que Lula fez um grande trabalho.

A oposição deve se unir aos esforços, deve cooperar, deve opinar, deve sugerir, deve ajudar, ao invés de, como muitos, torcer para que tudo piore, tudo se desestabilize, para provar que a equipe de Lula não sabia o que estava fazendo e apenas seguiu um caminho trilhado por FHC e contou com uma boa conjuntura econômica externa enviada pelo divino.

Parece que se esquecem, como sempre aqui no país, que maior que os políticos, é o Brasil, que maiores que Lula e FHC, são os brasileiros, que muito mais importantes que os cacifes políticos são as saúdes financeiras e estabilidades familiares dos trabalhadores.

Chega de torcer contra e chega de marolinha. O Brasil precisa de responsabilidade. Dos dois lados. PT e PSDB não são times de futebol e seus partidários não são torcedores que se regozijam com a desgraça alheia. Não existe um campeonato mais importante do que o país que está aí para ser governado.

Bye Bye, Bush

17/01/2009

Blog do Josias: “Só Nixon bateu Bush em matéria de impopularidade”

A Gallup, instituto de pesquisas americano, deu a Bush um índice de apenas 34% de aprovação, contra 61% de desaprovação, colocando o Presidente americano em segundo lugar entre os mais impopulares da história dos Estados Unidos. O povo americano reconhece o que todo o mundo pensa, ou seja, que a presidência de George W. Bush foi um fracasso.

Quando Clinton deixou a presidência, por mais que tenha sido protagonista de escândalos sexuais e tenha manchado um pouco sua imagem, o país o reconheceu como um bom Presidente. Ele, que tem o primeiro lugar no ranking de popularidade confeccionado pela Gallup, entregou para Bush um país com superávit, em paz e com uma boa imagem aos olhos do mundo. George Bush, que governou a maioria dos seus anos em um bom momento econômico, deixa o país para Obama com um grande déficit e envolvido em duas guerras. Pessoas perdem suas casas, milhares de desempregados fazem filas em agências de emprego. Ressaltando que tanto o dinheiro gasto, como as guerras empreendidas, não foram bem sucedidas na missão de capturar Osama Bin Laden, muito menos livrar o mundo do terrorismo, o que na verdade sempre foi uma utopia.

Bush, hoje, é odiado por muitas pessoas no mundo, tem sua imagem estampada com a adição de um nariz de palhaço em camisetas, tem retratos seus queimados em protestos e ainda é conhecido como um pateta pelas gafes que comete.  Como diriam os americanos, um “loser”.

Porém, George W. Bush, em seus oito anos de gestão, garantiu muito  dinheiro para um grupo de pessoas. Aquele formado por seus familiares, sócios, parceiros de negócios e afins. Empresas petroleiras e indústrias bélicas foram altamente beneficiadas por seus anos no poder. Coincidentemente, Bush sempre teve relações com essas petroleiras e não esqueçamos das ligações do vice, Dick Cheney, com as indústrias bélicas. Todos ganharam muito dinheiro com as guerras e todos tinham negócios um tanto estranhos justamente com os árabes, principalmente os sauditas.

Em suma, o povo americano e o mundo estão felizes por dizer “bye, bye Bush”, mas aposto que ele não está se importando muito com isso. Talvez um pouco, mas sensação ruim deverá passar quando ele estiver em seu grande rancho e vier a lembrança de que seu futuro e o de gerações e mais gerações de sua família estão garantidos.

O governo de Bush foi ruim. Não para ele.

Consciência política urgente!

16/01/2009

“Ficha de político não importa para 13% de eleitores, diz TSE”

É exatamente esse tipo de notícia que mostra que a consciência política do brasileiro tem tudo a ver com o nível da representação que temos. Como pode existir uma porcentagem tão alta de pessoas que não se importa com a ficha daquele que mereceu seu voto? Não sabem essas pessoas que a decisão de em quem votar é uma das mais importantes da vida, influindo diretamente em seu cotidiano?

Conversando com um amigo, ouvi que 13% não é uma porcentagem alta. Mas como não? Na minha concepção, se 13 pessoas entre 100 dizem que não se importam com a ficha corrida da pessoa em quem votaram,  em quem, indiretamente, confiaram parte de seu destino, isso representa muito. Pouco seria 0,5%, e mesmo assim eu não estaria satisfeito.

Para completar o cenário dantesco, 14% das pessoas declararam que não se importam se o candidato usou ou não o chamado “caixa 2″ e 20% disseram que não pesquisam sobre o passado do candidato, ou seja, um quinto de todos os entrevistados.

Ouvi do mesmo amigo que 20% também não é um valor alto. Quer dizer então que se um candidato à presidência da República tem 20% das intenções de voto, ele é até certo ponto viável, mas se 20% dos entrevistados por uma pesquisa dizem que não  procuram saber mais sobre os candidatos que escolhem não é muita coisa?

13%, 14% e 20% são valores baixos? São muito altos! Isso sim! A consciência política do brasileiro ainda tem muito o que evoluir e esse é um dos motivos que faz este blog existir. Sem falar na luta contra aqueles que tem o interesse de que toda essa falta de consciência continue. Precisamos de mais vontade política, de mais educação, de mais ética, de mais cidadania, de mais espírito cívico, e paro por aqui apenas para não me alongar.