Arquivo da seção ‘São Paulo’

Artigo: Disputa por espaço – Merval Pereira

31/08/2010

Reproduzo aqui no Perspectiva artigo longo – mas que vale a pena ser lido – de Merval Pereira, colunista de O GLOBO. Ele aponta com competência a provável correlação de forças político-partidárias que teremos no País a partir de 1° de janeiro de 2011:

Disputa por espaço

Merval Pereira*

O presidente Lula está utilizando sua força eleitoral para transferir aos estados a mesma expectativa de poder que conseguiu no plano nacional, no qual, antes mesmo de sua candidata oficial aparecer na frente das pesquisas, já havia uma percepção generalizada entre os eleitores de que ela acabaria sendo a vencedora.

A estratégia eleitoral do presidente Lula, que vem sendo vitoriosa em relação à campanha presidencial — com sua candidata se colocando com folga à frente do candidato oposicionista —, se desdobra agora na fase regional, onde o objetivo não é fazer a maioria dos governadores, mas, sim, garantir uma maioria sólida no Senado.

Um senador vale por três governadores, avisava bem antes da reta final da eleição o próprio Lula, justificando ter aberto mão de disputar muitos governos estaduais em favor de aliados em melhores condições.

Até o momento, no entanto, as pesquisas indicam que, além de mais governadores, a oposição e os independentes dos partidos aliados estão conseguindo manter um equilíbrio de forças dentro do Senado.

O PSDB hoje aparece com possibilidade de eleger nada menos que dez governadores, sendo que está na liderança das pesquisas do Ibope nos dois maiores colégios eleitorais, São Paulo, com Geraldo Alckmin, e Minas Gerais, com Antonio Anastasia.

Pode vencer ainda em Goiás, com Marconi Perillo; no Paraná, com Beto Richa; no Piauí, com Sílvio Mendes; em Rondônia, com Expedito Júnior.

Além disso, tem boas chances no Amapá, com Jorge Amanajás; no Mato Grosso, com Wilson Santos; em Roraima, com José Anchieta Júnior; e em Tocantins, com Siqueira Campos.

O DEM lidera no Rio Grande do Norte, com Rosalba Ciarlini, e tem chance de vencer em Santa Catarina, com Raimundo Colombo, e em Sergipe, com João Alves. No Distrito Federal, por enquanto, a liderança está com Joaquim Roriz, do PSC.

No Senado, das 27 cadeiras que estão fora da disputa, por seus detentores terem mais quatro anos de mandato, nada menos que 14 são de oposicionistas ou de independentes: Marconi Perillo (Goiás) — que pode se eleger governador e colocará seu suplente Ciro Miranda Junior, também do PSDB —; Elizeu Rezende (DEM); Marisa Serrano (PSDB); Jaime Campos (DEM); Mario Couto (PSDB); Cícero Lucena (PSDB); Jarbas Vasconcellos (PMDB); Álvaro Dias (PSDB); Francisco Dornelles (PP) — que terá seu caráter independente reforçado pela chegada ao Senado de Aécio Neves; Rosalba Ciarlini, do DEM — que deve ser eleita governadora do Rio Grande do Norte e colocará em seu lugar o pai do senador Garibaldi Alves ou Ivonete Alves da Silva; Mozarildo Cavalcanti (PTB); Pedro Simon (PMDB); Raimundo Colombo (DEM) — que pode ser eleito governador de Santa Catarina e colocará em seu lugar o suplente Casildo Maldaner, do PMDB independente; Maria do Carmo Alves (PSDB); Katia Abreu (DEM).

Na nova safra de senadores a serem eleitos este ano, são os seguintes os senadores da oposição ou independentes que podem se eleger: Heloisa Helena (PSOL); Arthur Virgílio (PSDB) — que disputa a segunda vaga com Vanessa Grazziotin, do PCdoB —; Cesar Borges (PR); Tasso Jereissati (PSDB); Cristovam Buarque (PDT); Maria Abadia (PSDB) — que disputa a segunda vaga do Distrito Federal com Rodrigo Rollemberg, do PSB —; Demóstenes Torres (DEM); Lucia Vania (PSDB); Aécio Neves (PSDB); Itamar Franco (PPS); Valéria Pires (DEM); Antero Paes e Barros (PSDB).

Outros prováveis futuros senadores são Cassio Cunha Lima (PSDB da Paraíba; é o favorito, mas luta no Supremo para não ser considerado “ficha-suja”), Efraim de Moraes (DEM) — que disputa uma vaga com Vital do Rego Filho, do PMDB —; Marco Maciel (DEM) — que disputa a vaga com Armando Monteiro Filho, do PTB —; Mão Santa (PSC); Cesar Maia (DEM); José Agripino Maia (DEM); Ivo Cassol (PP); Ana Amélia Lemos (PP); Germano Rigotto (PMDB); Luiz Henrique (PMDB); Albano Franco (PSDB); e Orestes Quércia (PMDB) — que disputa uma vaga com Netinho, do PCdoB.

Como se vê, o equilíbrio real de forças no Senado continuará sendo grande, com uma pequena vantagem governista, que não garante a aprovação de questões polêmicas, e, muito menos, mudanças constitucionais que exigem quórum de 3/5 dos senadores.

Ao mesmo tempo, a presumível força eleitoral com que o PMDB sairá das urnas — deve eleger a maior bancada da Câmara e do Senado e grande número de governadores — está fazendo com que tanto governo quanto oposição comecem a negociar alianças para neutralizá-lo.

O PMDB pode eleger até nove governadores, sendo que dois deles — André Pucinelli, do Mato Grosso do Sul, e José Fogaça, do Rio Grande do Sul — são independentes e não estão envolvidos na campanha de Dilma Rousseff.

O partido deve eleger ainda Roseana Sarney no Maranhão, Sinval Barbosa no Mato Grosso, José Maranhão na Paraíba, Sérgio Cabral no Rio de Janeiro e Carlos Gaguim em Tocantins.

E tem chances também em Minas Gerais, com Hélio Costa, e em Rondônia, com Confúcio Moura.

Esse poder todo está movimentando não apenas a base petista, que sabe que vai ter que dividir realmente o poder, inclusive a distribuição de cargos, com o PMDB, mas também a base governista mais ampla, que teme que não sobrará espaço para mais ninguém com a disputa entre PT e PMDB.

O PSB, que deve eleger pelo menos três governadores — Cid Gomes no Ceará, Eduardo Campos em Pernambuco e Renato Casagrande no Espírito Santo —, é o mais preocupado em ganhar espaço para negociar e já propõe uma união entre PT, PSDB e PSB para se contrapor ao PMDB.

O ex-governador Aécio Neves — que terá sua liderança reforçada se conseguir eleger seu candidato Antonio Anastasia — prevê que a polarização com o PT continuará, e pretende fazer uma aliança do PSDB com PDT, PSB, PPS, DEM e mais PP, PTB e parte do PMDB, para disputar com o PMDB oficial e o PT o comando do Senado.

Pode ser que uma onda governista altere esse quadro, mas até o momento isso não aconteceu.

Resultados de pesquisas para os Governos Estaduais

27/08/2010

Saíram alguns resultados para os Governos Estaduais . Vamos a alguns deles:

São Paulo ( Datafolha)

Geraldo Alckmin (PSDB)  – 54%

Aloizio Mercadante (PT) – 20%

Celso Russomano (PP) – 7%

Paulo Skaf (PSB) – 3%

Minas Gerais (Datafolha)

Hélio Costa (PMDB) – 43%

Antonio Anastasia (PSDB) – 29%

Rio de Janeiro (Datafolha)

Sérgio Cabral (PMDB) – 56%

Fernando Gabeira (PV) – 17%

Paraná (Datafolha)

Beto Richa (PSDB) – 47%

Osmar Dias (PT) – 34%

Rio Grande do Sul (Datafolha)

Tarso Genro (PT) – 42%

José Fogaça (PMDB) – 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 14%

Distrito Federal (Datafolha)

Joaquim Roriz (PSC) – 41%

Agnelo Queiroz (PT) – 35%

Pernambuco (Datafolha)

Eduardo Campos (PSB) – 67%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 19%

Bahia (Datafolha)

Jaques Wagner (PT) – 47%

Paulo Souto (DEM) – 23%

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 11%

Ceará (Vox Populi)

Cid Gomes (PSB) – 51%

Lúcio Alcântara (PR) – 20%

Marcos Cals (PSDB) – 10%

Alagoas (Ibope)

Ronaldo Lessa (PDT) – 29%

Fernando Collor (PTB) – 28%

Teotônio Vilela Filho (PSDB) – 24%

 

 

PSDB decide seus rumos de olho na sobrevivência

24/08/2010

Informa a Folha:

Preocupado com a queda do candidato José Serra nas pesquisas de opinião, o comando do PSDB já discute ajustes na campanha nacional e uma estratégia de sobrevivência da oposição em caso de derrota na corrida presidencial.

O partido apostará suas fichas na eleição de governadores de quatro Estados: São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

Além da correção de rumo para a Presidência, a cúpula tucana se reúne, amanhã em São Paulo, para discutir o futuro da campanha e o destino do partido.

Chamado a São Paulo a pretexto de gravar sua participação na propaganda de Serra, o ex-governador de Minas Aécio Neves tem encontro marcado com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE).

Segundo tucanos, está prevista ainda a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na conversa. A assessoria de FHC afirma, porém, que ‘até o momento, não consta nada do tipo na agenda dele’.

Serra deve estar no Rio Grande do Norte amanhã, dia da reunião”.

É o PSDB de olho na sobrevivência da oposição no Brasil.

Pela democracia, seria saudável que ela sobrevivesse.

 

Datafolha: Resultado das últimas pesquisas para o Senado

18/08/2010

Saíram os resultados da pesquisa Datafolha sobre a disputa  ao Senado em alguns Estados.

Vamos aos números:

Rio de Janeiro

Marcelo Crivella (PRB) – 40%

Cesar Maia (DEM) – 33%

Lindberg (PT) – 22%

Jorge Picciani (PMDB) – 14%

Marcelo Serqueira (PPS) – 6%

Waguinho (PTdoB) – 6%

São Paulo

Marta Suplicy (PT) – 32%

Orestes Quércia (PMDB) – 25%

Romeu Tuma (PTB) – 23%

Netinho de Paula (PCdoB) – 17%

Ciro Moura (PTC) – 15%

Minas Gerais

Aécio Neves (PSDB) – 68%

Itamar Franco (PPS) – 47%

Fernando Pimentel (PT) – 20%

Paraná

Roberto Requião (PMDB) – 49%

Gleisi Hoffman (PT) – 31%

Roberto Barros (PP) – 15%

Gustavo Fruet (PSDB) – 13%

Rio Grande do Sul

Germano Rigotto (PMDB) – 43%

Ana Amélia (PP) – 35%

Paulo Paim (PT) – 35%

Pernambuco

Humberto Costa (PT) – 40%

Marco Maciel (DEM) – 35%

Armando Monteiro (PTB) – 25%

Raul Jungmann (PPS) – 12%

Distrito Federal

Cristovam Buarque (PDT) – 44%

Rodrigo Rollemberg (PSB) – 30%

Maria de Lourdes Abadia (PSDB) – 29%

Alberto Fraga (DEM) – 11%

Saem resultados de pesquisas sobre os governos estaduais

31/07/2010

Saíram resultados de pesquisas para a disputa dos governos em alguns estados.

Seguem abaixo os índices alcançados pelos candidatos em pesquisas realizadas pelo Ibope e pelo Datafolha respectivamente (apenas um instituto em alguns casos):

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB) – 50% / 49%

Aloizio Mercadante (PT) – 14% / 16%

Celso Russomanno (PP) – 9% / 11%

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB) – 58% / 53%

Fernando Gabeira (PV) – 14% / 18%

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB) – 39% / 44%

Antonio Anastasia (PSDB) – 21% / 18%

Pernambuco

Eduardo Campos (PSB) – 60% / 59%

Jarbas Vasconcellos (PMDB) – 24 % / 28%

Rio Grande do Sul

Tarso Genro (PT) – 39% / 35%

José Fogaça (PMDB) – 29% / 27%

Yeda Crusius (PSDB) – 15% / 15%

Paraná

Beto Richa (PSDB) – 43% (Datafolha)

Osmar Dias (PDT) – 38% (Datafolha)

Bahia

Jaques Wagner (PT) – 44% (Datafolha)

Paulo Souto (DEM) – 23% (Datafolha)

Geddel Vieira Lima (PMDB) – 13% (Datafolha)

Ceará

Cid Gomes (PSB) – 47% (Datafolha)

Lúcio Alcantâra (PR) – 26% (Datafolha)

Santa Catarina

Ângela Amin(PP) – 37% (Ibope)

Raimundo Colombo (DEM) – 20% (Ibope)

Ideli Salvatti (PT)  – 13% (Ibope)

Análise Geral: Quando os recursos vencem as ideologias

29/07/2010

Muitos meios de comunicação citam, com falsa perplexidade, o fato de prefeitos apoiarem candidatos a governador do campo político oposto em diversos estados do Brasil.

Acontece no Rio, em São Paulo, em Minas, em Pernambuco, na Bahia, enfim, tem para todos os gostos. Atingindo todos os partidos.

Mas isso não é novidade para os analistas políticos e jornalistas que cobrem os bastidores da política nacional, daí eu utilizar a expressão “falsa perplexidade”.

É claro que seria muito melhor e mais saudável se houvesse ideologia partidária, respeito a ideais políticos e espírito de grupo – e reclamar a existência destes é correto e louvável -, contudo, se dizer surpreso com balaio de gatos da política nacional é coisa para inglês ver.

Sabe-se desde sempre que antes os recursos que o governador envia para as prefeituras, depois as identidades partidarias.

Enquanto a União for muito mais poderosa que os estados e os estados muito mais poderosos que os municípios, sem descentralização e sem respeito ao federalismo constitucional, os chefes do executivo comprarão seus subordinados de fato, sejam de quais partidos forem.

Acredite se puder: Netinho de Paula admite pensar na Presidência

12/07/2010

Informa a Folha:

“O vereador e cantor Netinho de Paula, candidato ao Senado pelo PC do B, admite pensar na Presidência da República, destaca a coluna deste domingo de Mônica Bergamo.

‘O céu é o limite’, afirmou Netinho.

O cantor contou ainda que se lança ao Senado para construir o ‘comunismo brasileiro’, um sistema mais inspirado em Lula do que em Marx, segundo ele.

Netinho, que completa 40 anos neste domingo, se filiou ao PC do B em 2006 e foi eleito vereador em 2008, com 84 mil votos. Em 2005, foi acusado de agredir sua ex-mulher, Sandra Figueiredo –caso que ganhou jornais, revistas e programas de TV.”

Netinho de Paula na Presidência? “O céu é o limite” para o pagodeiro? Comunismo brasileiro inspirado em Lula?

Não sei o que é pior. Sinceramente.

E eu que pensava que já tinha ouvido todos os tipos de bobagem que a política nacional pode gerar…

Depois alguns reclamam que o nível da representação política está baixo.

Continuará assim enquanto partidos que se dizem coerentes lançarem não para vereador ou deputado, mas para o Senado Federal, candidatos que pensam em chegar à Presidência para implantar o comunismo brasileiro inspirado em Lula.

Vergonhoso.

Eleições para os governos estaduais

03/07/2010

Findo o período de convenções, começam a despontar os principais nomes que disputarão os governos estaduais por todo o País :

Região Sudeste

São Paulo

Geraldo Alckmin (PSDB)

Aloizio Mercadante (PT)

Paulo Skaf (PSB)

Celso Russomano (PP)

Rio de Janeiro

Sérgio Cabral (PMDB)

Fernando Gabeira (PV)

Fernando Pellegrino (PR)

Minas Gerais

Hélio Costa (PMDB)

Antonio Anastasia (PSDB)

José Fernando Aparecido (PV)

Espírito Santo

Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB)

Renato Casagrande (PSB)

Brice Bragato (PSOL)

Região Sul

Rio Grande do Sul

Yeda Crusius (PSDB)

José Fogaça (PMDB)

Tarso Genro (PT)

Montserrat Martins (PV)

Santa Catarina

Ângela Amim (PP)

Raimundo Colombo (DEM)

Ideli Salvatti (PT)

Paraná

Osmar Dias (PDT)

Beto Richa (PSDB)

Paulo Salamuni (PV)

Região Nordeste

Alagoas

Fernando Collor (PTB)

Teotônio Vilela (PSDB)

Ronaldo Lessa (PDT)

Bahia

Jaques Wagner (PT)

Geddel Vieira Lima (PMDB)

Paulo Souto (DEM)

Ceará

Marcos Cals (PSDB)

Cid Gomes (PSB)

Marcelo Silva (PV)

Maranhão

Jackson Lago (PDT)

Roseana Sarney (PMDB)

Flávio Dino (PCdoB)

Paraíba

José Maranhão (PMDB)

Ricardo Coutinho (PSB)

Pernambuco

Jarbas Vasconcelos (PMDB)

Eduardo Campos (PSB)

Piauí

Silvio Mendes (PSDB)

Wilson Martins (PSB)

João Vicente Claudino (PTB)

Teresa Britto (PV)

Rio Grande do Norte

Rosalba Ciarlini (DEM)

Iberê Ferreira (PSB)

Carlos Eduardo (PDT)

Sergipe

João Alves Filho (DEM)

Marcelo Déda (PT)

Arivaldo José dos Santos (PSDC)

Região Centro-Oeste

Brasília

Joaquim Roriz (PSC)

Agnelo Queiroz (PT)

Eduardo Brandão (PV)

Frank Svensson (PCB)

Goiás

Marconi Perillo (PSDB)

Iris Rezende (PMDB)

Vanderlan Cardoso (PR)

Mato Grosso

Silval Barbosa (PMDB)

Wilson Santos (PSDB)

Mauro Mendes (PSB)

Mato Grosso do Sul

André Puccinelli (PMDB)

Zeca do PT (PT)

Região Norte

Acre

Tião Bocalon (PSDB)

Tião Viana (PT)

Amazonas

Omar Aziz (PMN)

Alfredo Nascimento (PR)

Roraima

Neudo Campos (PP)

Anchieta Júnior (PSDB)

Rondônia

Confúcio Moura (PMDB)

João Cahúlla (PPS)

Expedito Júnior (PSDB)

Eduardo Valverde (PT)

Pará

Simão Jatene (PSDB)

José Priante (PMDB)

Ana Júlia (PT)

Amapá

Jorge Amanajás (PSDB)

Camilo Capiberibe (PSB)

Lucas Barreto (PTB)

Tocantins

Carlos Gaguim (PMDB)

Siqueira Campos (PSDB)

Adeus ideologia: Skaf é lançado pelo PSB ao governo paulista e defende pagamento de mensalidade na USP

27/06/2010

Informam os jornais que o empresário Paulo Skaf disse, na convenção do PSB paulista que oficializou sua candidatura ao governo paulista, que pretende cobrar mensalidade dos alunos da USP (Universidade de São Paulo) que tiverem condição financeira suficiente para pagar para estudar.

Afirmou Skaf:

“Na hora de entrar na USP, quem estuda? Filho de rico ou filho de pobre? Quem pode pagar, deve pagar sim”.

Quando o Presidente licenciado da FIESP adentrou o Partido Socialista Brasileiro, este que vos fala apresentou um questionamento óbvio:

Não seria incoerência termos o Presidente do sindicato patronal concorrendo por uma legenda socialista?

Pois bem. Este blogueiro não foi ouvido, obviamente, por nenhum dos envolvidos e o também ex-Vice-Presidente da Confederação Nacional da Indústria começou a articular uma candidatura ao governo de São Paulo pelo PSB de Miguel Arraes.

Era a ideologia dando seu último suspiro, ao lado de um pragmatismo vitorioso e anabolizado.

Eis que está posta aí a candidatura. Convenção socialista realizada. Skaf como candidato ao governo paulista.

Surge a primeira proposta feita pelo neo-socialista como candidato: Cobrar mensalidade na USP.

Esperem um pouco! Quer dizer então que o candidato socialista está defendendo cobrança de dinheiro, além dos impostos, em troca da prestação estatal de ensino superior público de qualidade?

Algo me diz que essa campanha será recheada de constrangimentos.

Arraes deve estar se sentindo incomodado no túmulo e ninguém pode dizer que este que vos fala não avisou.

Coca Ferraz (PDT), ex-tucano, será o Vice de Mercadante em SP

26/06/2010

Informa o Globo sobre a escolha do ex-tucano e agora pedetista Antônio Clóvis Pinto Coca Ferraz, professor da Universidade de São Paulo (USP), como Vice na chapa governista de Aloizio Mercadante, que buscará o governo paulista:

“Ex-presidente do diretório municipal do PSDB de Araraquara, o professor Antônio Clóvis Pinto Coca Ferraz, da Universidade de São Paulo (USP), foi anunciado na tarde desta sexta-feira como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Aloizio Mercadante (PT).

Filiado ao PDT, Coca Ferraz é engenheiro, professor titular da USP, consultor do Banco Mundial, autoridade internacional na área de trânsito e mobilidade urbana.

Foi duas vezes candidato a prefeito de Araraquara, a 270 quilômetros da capital paulista, a última em 2000, disputou uma vez o cargo de vice-prefeito da cidade, em 2004, e tentou, sem sucesso, eleger-se deputado estadual em 2006.

Nunca foi eleito e se filiou ao PDT em 2009.”

Parece ser um técnico. E de uma área que diz muito respeito a São Paulo: trânsito.

Sendo assim, soa como uma boa escolha.

Me surpreendeu. Esperava um político profissional qualquer do PDT paulista.

Menos mal.

Fiquemos de olho.