Arquivo da seção ‘Marina Silva’

Marina quer ir para o segundo turno: Difícil tarefa

31/08/2010

Marina Silva tem pedido aos seus eleitores que se mobilizem e multipliquem votos. A verde tem a esperança de ultrapassar Serra e ir para o segundo turno.

O pedido é válido, a esperança é a última que morre e não há nada mais justo do que uma candidata acreditar em si mesma e no seu próprio potencial.

Marina faz o que tem mesmo que fazer.

Mas é fato que a tarefa é muito difícil. Praticamente impossível.

Faltam a Marina capilaridade, para levar a campanha a cada bairro, cada esquina, aliados fortes, para que o prestígio local de muitos seja emprestado à candidata, e tempo de televisão, para passar sua mensagem na sua plenitude e aparentar ter chances de vitória aos olhos do eleitor.

Sem nada disso, fica parecendo que os apelos de Marina são apenas protocolares e de certa forma são.

Mas isso não quer dizer que não seria interessantíssimo ver um segundo turno entre Marina Silva, minha candidata pessoal, e Dilma Rousseff, ambas com o mesmo tempo de televisão.

Pena que a certeza de que seria interessante não torna este desfecho mais provável.

Oposição com discurso confuso: Partido Verde se anima

20/08/2010

 

A campanha televisiva de José Serra parece sem rumo. Não se sabe ao certo qual desejo dos brasileiros o tucano quer personificar.

Ele é o candidato da oposição ou ele é o candidato mais experiente e capaz da continuidade?

No fim das contas, a realidade é que nenhum destes papéis deveria ser interpretado por Serra, caso queira vencer a disputa.

A estratégia correta seria bater firme nos erros do governo e promover o reconhecimento e manutenção dos acertos, escolhendo dois ou três pontos para marcar a candidatura, os chamados “tipping points”.

Acontece que na busca por essa sintonia fina, a campanha tucana erra a mão e pesa demais ou de um lado ou de outro, dependendo do momento.

Ou o tom sobe demais e a crítica a Dilma traz rejeição dos milhões que aprovam Lula ou se cai na defesa de um continuísmo tão sem inovações que estimula o voto no que “já está aí”.

Há que se reconhecer que o equilíbrio defendido está em cima de linha tênue, mas os profissionais contratados para o marketing têm a obrigação de conseguir atingí-lo, vistos a experiência que têm e o quanto recebem mensalmente.

É nesse cenário de aparente indecisão da campanha tucana que o Partido Verde se anima. Há quem sonhe com um segundo turno entre Dilma e Marina.

No Rio de Janeiro, por exemplo, este cenário não está distante. É significativo, embora não retrate o País todo.

Acontece que o programa eleitoral de Marina não está ajudando. Buscando inovar, o marketing da campanha está se equivocando e cometendo erros primários como esconder a candidata.

Uns dizem que se erra neste início de propósito, para trazer exposição com os comentários sobre os programas inusitados que, só tendo pouco mais de um minuto, dependem muito da repercussão.

Ocorre que má repercussão não adianta. Não vale a máxima de que “toda propaganda é uma boa propaganda”.

Se continuarem assim os vídeos de Marina, Serra pode se preocupar só com Dilma.

Começa a propaganda eleitoral na televisão: Dilma se sai melhor

18/08/2010

O horário político em todos os canais abertos da nação está de volta, como sempre faz de dois em dois anos.

Embora a audiência dos canais pagos tenha aumentado, reduzindo o número de espectadores da propaganda eleitoral, ela ainda é a maior fonte de informação para decisão do voto.

Sendo assim, os candidatos, principalmente os majoritários, precisam produzir seus programas com muito carinho, tendo escolhido os marqueteiros com muito cuidado.

Parece que a equipe de Marina Silva esqueceu isso tudo. Seus primeiros comerciais foram péssimos, com cara de documentário barato sobre meio ambiente. Ela veio nos contar “uma verdade inconveniente”.

Serra se saiu melhor, se dirigiu pessoalmente ao eleitor, olho no olho, mas não trouxe nada de novo se compararmos com as campanhas tucanas de 2002 e 2006. Falou muito de saúde, algo que pode funcionar, mas que tem, como os remédios, prazo de validade.

Dilma acertou mais. Mirou Lula e emoção, emoção e Lula, visando atingir o grosso do eleitorado. Fala mal para as câmeras, mas apresentar o que a maioria quer ver costuma funcionar na democracia.

Ibope confirma vantagem de Dilma sobre Serra

17/08/2010

Informa o Globo:

“A nova pesquisa Ibope, encomendada pela Rede Globo, divulgada nesta segunda-feira, aponta a candidata do PT, Dilma Rousseff, 11 pontos percentuais à frente do seu principal adversário, o candidato tucano José Serra. A petista tem 43% contra 32% do candidato do PSDB. Segundo o Ibope, se a eleição fosse hoje, Dilma poderia vencer no primeiro turno. Considerando-se só os votos válidos (excluindo-se os votos em branco e nulos e os eleitores indecisos), ela tem hoje 51%, contra 38% de Serra e 10% de Marina. Nesse cenário, os demais candidatos têm, juntos, 1%.”

O Ibope confirma a tendência de liderança de Dilma, fazendo com que já não se tenha mais muita dúvida sobre se a petista terminará o primeiro turno na frente.

Agora resta saber se existirá ou não segundo turno. Mesmo assim, a sua existência não torna fácil uma virada pró-Serra.

No fim das contas, o PSDB está de mãos atadas. Depende de um erro do adversário para vencer. Se tudo correr com naturalidade, perderá sem discurso.

Resumindo: Ou Dilma faz ganhar ou Dilma faz perder. Os tucanos parecem só poder esperar para ver.

Cobertura do 1° debate presidencial no Twitter do Perspectiva

06/08/2010


O Perspectiva cobriu o 1° debate presidencial, realizado pela Rede Bandeirantes, no Twitter do blog. Seguem abaixo as opiniões deste que vos fala publicadas durante o debate no micro-blog:

- Comeca agora a cobertura do Perspectiva do debate presidencial da Rede Bandeirantes. Acompanhem!

- Os candidatos não falharam muito falando sobre saúde, segurança e educação. Serra e Plínio foram os melhores. Dilma estourou o tempo.

- Serra afirmou que não governa para partidos ou setores e que ninguém pode se achar dono da verdade: Alfinetada no PT e em Lula.

- Plínio Sampaio colocou Dilma na parede com questões polêmicas: Reforma Agrária com limite de hectares, anistia de desmatadores e movimentos sociais.

- Plínio traz humor para o debate. Marina surpreendendo negativamente. Dilma errou e disse que ProUni (bolsas) fortalece ensino público.

- Marina melhorou. Serra vem sendo o melhor. Plínio é franco-atirador e Dilma estudou mas é hesitante, talvez seja nervosismo.

- Serra ataca mais mas também hesita mais. Dilma continua gaguejando um pouco. Serra bate em erros do governo que Dilma não corrigiu.

- Serra ironiza as inaugurações de pedras fundamentais do governo. Plínio ironiza a hipocondria de Serra. Dilma está sendo muito questionada.

- Plínio diz que estipulou as metas da reforma agrária do governo Lula e que por isso sabe que ele fez menos que FHC na área.

- Joelmir Beting perguntou sobre como reduzir impostos e juros sem reduzir o gasto público. Ótima questão.

- José Serra se sai bem respondendo questão sobre privatização: Bateu no aparelhamento de estatais. Dilma defendeu bem a segurança jurídica.

- Serra diz que Palocci – “assessor de Dilma” – elogiou a condução da economia de FHC.

- Plínio afirma que preservar o ambiente plenamente não é compatível com o lucro e o desenvolvimento. O candidato do PSOL conseguiu aparecer.

- Considerações finais clichês. Fim das contas: Serra foi melhor que Dilma, mas nada distante. Marina foi mal e Plínio apareceu.

- Termina aqui a cobertura do Perspectiva do 1° debate presidencial. Obrigado aos que acompanharam.

O Twitter do Perspectiva também cobrirá o 2° debate presidencial. Fiquem de olho!

Cliquem aqui para seguir o Twitter do Perspectiva.

A última gota d’água: Lula afirma que “oposição vai perder as eleições”

04/08/2010

Informa a Agência Estado:

“‘A oposição vai perder as eleições presidenciais.’ Sorrindo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pronunciou a frase durante a 39ª Cúpula de presidentes do Mercosul, realizada hoje na cidade argentina de San Juan.

[...]

‘Para quem está no governo oito anos não é nada’, disse Lula, em referência a seus dois mandatos presidenciais consecutivos. ‘Mas, com certeza, para a oposição, oito anos é uma eternidade’, ironizou o brasileiro perante os presidentes do Mercosul, vários dos quais riram com o comentário de Lula, que teve cautela em evitar de citar de forma explícita o candidato José Serra, do PSDB.”

Está posta a última gota d’água. Na realidade, transbordou o copo.

Como autor do blog, estou oficialmente desistindo de enxergar seriedade e compostura no Presidente Lula.

Fazer chacota da oposição? Rir dos adversários motivado, provavelmente, pela subida de Dilma Rousseff nas pesquisas?

Ora, mas que falta de respeito. Um absurdo!

Era só o que faltava depois de uma campanha antecipada flagrantemente ilegal e de um aparelhamento da administração pública estratosférico, que gera o uso da máquina na campanha.

Lula joga no lixo a liturgia do cargo. Se comporta como um político qualquer, espertalhão, e não como o Presidente de nossa República.

Haja salto alto! Haja arrogância! Haja prepotência!

Como eleitor, me irritei. Sinceramente.

Embora tenha criticado duramente os erros da gestão do Presidente, tenho elogiado os acertos do governo Lula desde sempre.

E continuarei a fazê-lo, por uma questão de honestidade intelectual.

Mas não dá mais para enxergar em Lula um estadista. Imaginem o que diriam os petistas de Fernando Henrique se ele risse da oposição em 1998.

Essa foi, sim, a gota d’água.

O Perspectiva, por ser democrático, não vota. Mas eu, particularmente, voto Marina Silva e já disse isso aqui.

Contudo, com essa soberba do Presidente começo a ter uma pontinha de vontade de votar em Serra.

A vitória dele provaria ao PT que não se ri antes da hora.

Ainda mais dessa forma desrespeitosa para com o processo democrático brasileiro e, principalmente, para com o eleitor.

Ciro diz que apóia Dilma mas não diz se fará campanha

30/07/2010

Informa o Estadão :

“O almoço entre a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB) durou pouco mais de uma hora nesta quinta-feira, no escritório político do PT no Lago Sul, em Brasília.

Na saída do encontro, Ciro garantiu apoio à candidatura petista, mas não revelou se gravará programas para a TV declarando voto nela.”

Ciro foi um aliado leal do governo. Teve seu companheirismo pago com deslealdade.

O verso da música que sempre ouvimos na voz de Beth Carvalho, “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”, se aplica perfeitamente.

Agora o PT quer que Ciro peça votos para Dilma, mesmo tendo sido sacaneado – essa é a palavra – em benefício de um poste sem sua histórica política e sem sua capacidade.

Eu, se fosse Ciro, não iria atrapalhar, mas lavaria minhas mãos.

Na verdade, há até algo melhor a se fazer:

Apoiar Marina.

Ibope mantém empate apontado pelo Datafolha – Serra 39%, Dilma 39%

04/07/2010

Este que vos fala tem dito constantemente que as pesquisas não são determinantes, mas apontam tendências e que estas tendências se confirmam, com mais força, quando diferentes institutos de pesquisa corroboram o mesmo cenário.

Pois bem. É o que ocorre agora. Após um momento de ultrapassagem de Serra por Dilma, voltamos ao empate, que foi apontado pelo Datafolha e respaldado pelo Ibope. Com isso, consolida-se o cenário de igualdade às portas do início de uma campanha que tem tudo para ser a mais acirrada dos últimos anos.

Enquanto aguardamos novas pesquisas para saber se a tendência de empate se mantém ou se alguém abre vantagem e, nesse caso, quem lidera, vamos ao resultado do Ibope:

José Serra (PSDB) / Índio da Costa (Dem) – 39%

Dilma Rousseff (PT) / Michel Temer (PMDB) – 39%

Marina Silva (PV) / Guilherme Leal (PV) – 10%

Não sabem / Não opinaram – 7%

Brancos / Nulos – 6%

A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Grande parte do eleitorado de Marina admite mudar o voto

04/07/2010

Informa a Folha:

“O eleitor de Dilma Rousseff (PT) está mais decidido que o de José Serra (PSDB) e o de Marina Silva (PV).

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, 78% dos eleitores da petista afirmam que estão totalmente decididos com relação ao seu voto no primeiro turno, contra 20% que declaram poder mudar de ideia.

Entre os eleitores de Serra, os decididos são 70%, e os que dizem poder mudar de voto representam 28%.

Os eleitores de Marina são os menos convictos: 39% dizem que podem mudar de voto, contra 58% que afirmam estar totalmente decididos.”

O eleitor de Dilma Rousseff está mais decidido do que o de José Serra, contudo, os índices são muito próximos, fazendo com que, no meu entendimento, a informação mais relevante que se pode extrair deste levantamento do Datafolha seja o fato de grande parte do eleitorado de Marina admitir mudar o voto.

Essa informação comprova de forma cabal o que este que vos escreve tem dito e repetido: Quando as últimas semanas da eleição presidencial aportarem, os votos de Marina podem minguar, por conta do voto útil, causando a resolução da corrida no primeiro turno.

Explico: Quem quer votar em Marina, mas simpatiza com Serra, votará no tucano, por perceber que a eleição está acirrada e que, portanto, não votar em Serra pode auxiliar fortemente Dilma. O mesmo vale para quem quer votar em Marina mas simpatiza com Dilma. Votarão na petista por rejeitar Serra e entender que existem chances de vitória deste por conta da disputa estar acirrada.

Resultado: Este que vos fala acredita que os votos de Marina vão, infelizmente, minguar na reta final, já que o voto útil será aplicado em prol de Serra ou de Dilma.

Com todo esse cenário, a hipótese de a eleição se resolver no primeiro turno ganha força, embora isso não seja garantido mesmo que Marina perca votos.

Acompanhemos para ver se o cálculo desse humilde blogueiro procede.

Datafolha: Serra sobe e empate com Dilma retorna

02/07/2010

Segundo o Datafolha houve crescimento nos últimos dias da candidatura de José Serra. A nova pesquisa do instituto demonstra que retornamos ao cenário de empate técnico entre ele e Dilma Rousseff.

Vamos aos resultados, ressaltando que a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais:

José Serra (PSDB) / Índio da Costa (Dem) – 39%

Dilma Rousseff (PT) / Michel Temer (PMDB) -38%

Marina Silva (PV) / Guilherme Leal (PV) -10%

Brancos / Nulos – 5%

Não sabem / Não opinaram – 9%

A justificativa apresentada pelos especialistas para o crescimento de José Serra é a de que os recentes comerciais televisivos teriam aumentado o nível de exposição do candidato, fazendo com que mais pessoas saibam de sua candidatura, embora a maioria dos brasileiros já o conhecesse, por conta dele ter concorrido à Presidência em 2002.

A subida de Serra na pesquisa espontânea (de 14% para 19%, contra 22% de Dilma) prova que esta explicação pode ser a correta.

De qualquer forma, retornarmos ao cenário de empate técnico, após duas semanas de prevalência do cenário de liderança de Dilma.

Aguardemos as pesquisas de outros institutos para sabermos se realmente há o retorno do empate, tendo a vantagem de Dilma recente sido um ponto fora da curva, ou se Dilma volta abrir, sendo esta pesquisa Datafolha, ela sim, a distorção.