
Informa a Agência Estado:
“‘A oposição vai perder as eleições presidenciais.’ Sorrindo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pronunciou a frase durante a 39ª Cúpula de presidentes do Mercosul, realizada hoje na cidade argentina de San Juan.
[...]
‘Para quem está no governo oito anos não é nada’, disse Lula, em referência a seus dois mandatos presidenciais consecutivos. ‘Mas, com certeza, para a oposição, oito anos é uma eternidade’, ironizou o brasileiro perante os presidentes do Mercosul, vários dos quais riram com o comentário de Lula, que teve cautela em evitar de citar de forma explícita o candidato José Serra, do PSDB.”
Está posta a última gota d’água. Na realidade, transbordou o copo.
Como autor do blog, estou oficialmente desistindo de enxergar seriedade e compostura no Presidente Lula.
Fazer chacota da oposição? Rir dos adversários motivado, provavelmente, pela subida de Dilma Rousseff nas pesquisas?
Ora, mas que falta de respeito. Um absurdo!
Era só o que faltava depois de uma campanha antecipada flagrantemente ilegal e de um aparelhamento da administração pública estratosférico, que gera o uso da máquina na campanha.
Lula joga no lixo a liturgia do cargo. Se comporta como um político qualquer, espertalhão, e não como o Presidente de nossa República.
Haja salto alto! Haja arrogância! Haja prepotência!
Como eleitor, me irritei. Sinceramente.
Embora tenha criticado duramente os erros da gestão do Presidente, tenho elogiado os acertos do governo Lula desde sempre.
E continuarei a fazê-lo, por uma questão de honestidade intelectual.
Mas não dá mais para enxergar em Lula um estadista. Imaginem o que diriam os petistas de Fernando Henrique se ele risse da oposição em 1998.
Essa foi, sim, a gota d’água.
O Perspectiva, por ser democrático, não vota. Mas eu, particularmente, voto Marina Silva e já disse isso aqui.
Contudo, com essa soberba do Presidente começo a ter uma pontinha de vontade de votar em Serra.
A vitória dele provaria ao PT que não se ri antes da hora.
Ainda mais dessa forma desrespeitosa para com o processo democrático brasileiro e, principalmente, para com o eleitor.