Arquivo da seção ‘Rafael Oliveira’

2ª Coluna do dia: Os males sociais do século XXI – Capítulo 1

07/11/2009

Aborto

Por Rafael Oliveira*

O que é pior: político omisso e covarde, ou político “trabalhador”, porém corrupto?

Independente da resposta, ambas as subcategorias são lamentáveis e emperram não só o desenvolvimento econômico, social e político de uma nação, mas também contribuem para o livre-arbítrio negativo da sociedade.

Quantas vezes você viu um político discutir acerca do aborto ilegal, ter iniciativas para a diminuição da clandestinidade e chamar para si a responsabilidade de atuar de forma ativa na redução da liberdade que, infelizmente, a internet proporciona para aquelas mulheres que desejam abortar?

Que me desculpem se eu estiver errado, mas são raras as situações em que nossos governantes se dedicam a esclarecimentos e propõem mudanças, fiscalizações, ou preocupam-se na montagem do Ministério da Saúde para reduzirem os índices negativos do Brasil na questão do “aborto”.

Por falar em índices, assentem, pois os números são assustadores. Ocorrem cerca de 55 milhões de abortos espontâneos e induzidos, por ano, no mundo inteiro. Isso significa aproximadamente 126 mil abortos diários, ou 5 mil por hora. Desses, cerca de vinte milhões são realizados de maneira insegura. São os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

No Brasil, a situação não é diferente. Temos hoje uma estimativa do Ministério da Saúde que registra 1 milhão de abortos clandestinos por ano (corresponde à população de Campinas – SP), com cerca de 200 mortes de mulheres. Pior que isso, caso se legalize o aborto, a previsão é de que ocorram cerca de 11 milhões de aborto/ano (correspondente à população de São Paulo-SP).

Primeiramente, qual sua opinião quanto ao aborto ser legalizado? Reflita. Muitos dos argumentos dos que defendem a legalização pairam sobre a opção ser de cada um, pois “somos livres para fazermos o quê quisermos em uma sociedade democrática”, como disse a estudante C. Nunes em debate realizado no ano de 2006, na Rede Minas/BH.

Porém, e quando a decisão envolve também outra vida? Será mesmo que devemos tomar nossas decisões na base do egoísmo? Outro argumento forte é o de não ter condições para criar o filho prestes a nascer. Mais um ponto falho na defesa dos “abortistas”. Hoje, no Brasil, um dos sistemas que mais funcionam, apesar de toda a burocracia, é o da adoção de menores. Concordo quando dizem que é um processo longo e que deveria se dinamizar, mas é inegável a existência de critérios que promovem a aproximação de futuros pais com as crianças órfãs.

O Senado aprovou, em julho desse ano, a nova lei nacional de adoção, que, entre outras mudanças, impede que crianças e adolescentes permaneçam mais de dois anos em abrigos públicos, prevê que a situação de meninos e meninas que estejam em instituições públicas ou famílias acolhedoras seja reavaliada a cada seis meses e oficializa cadastros nacionais e estaduais de crianças em condições de serem adotadas e de pessoas habilitadas à adoção. Logo, temos, sim, condições de oferecer afeto e cuidados à criança, que, a princípio, seria renegada e “descartada”, com toda a dura licença poética do termo.

É triste perceber que quando determinado assunto une ciência e religião, o homem ainda possui fortes entraves, e que atitudes benéficas que poderiam gerar conhecimento a toda uma sociedade são adiadas e distanciadas do mundo real.

*Rafael Oliveira é colunista do Perspectiva Política aos sábados e escreve no Twitter em @rafael_bhe

Coluna do dia: Política e Imprensa – A superestrutura midiática e suas entrelinhas

31/10/2009

Por Rafael Oliveira*

Você já foi manipulado hoje? Será? Justo você, tão questionador, politizado e adepto de postura antenada, seria mesmo capaz de se deixar seduzir pelos deslizes do sistema em que vivemos? Sinto lhes dizer, mas, infelizmente, é bem possível que a resposta seja sim.

Já parou para pensar em cada centavo perdido nos trocos advindos dos famosos R$ 1,99? Ao final da vida, talvez fosse possível comprar um lugar ao sol com tamanha verba desviada pela estratégia publicitária, que tende a produzir na população a ilusão de que se paga mais barato, por uma mercadoria que já tem seu preço definido previamente, considerando o retorno monetário isolado que, no fim das contas, vai gerar um lucro sutil aos olhos de quem compra e exorbitante aos bolsos empresariais.

Muito se diz a respeito das constantes intervenções mal-ntencionadas produzidas pela mídia, mas pouco se explora sobre as transformações pelas quais a comunicação transita ao longo dos séculos.

No sistema capitalista, todos nós estamos inseridos na roda da fortuna que gira em uma velocidade quase incontrolável. Esse movimento tende a transformar tudo em material a ser comercializado e, consequentemente, transformar lojas ambiciosas em grandes empresas. Com o jornalismo e suas diretrizes político-econômicas, não é diferente.

No século XIX, era essencial o caráter opinativo na construção de um texto e a manipulação explicitava-se como uma criança que grita sem ter vergonha de incomodar alguns ao seu redor. A superestrutura, ou seja, as instituições políticas e ideológicas, construíam a consciência coletiva se guiando pelas tendências do mercado, que até então tinha na formação da opinião e da reflexão social, as principais ferramentas do jornalismo de qualidade.

Porém, mudanças visíveis ocorrem na relação jornal versus leitor, devido à crise econômica de 1873. O foco se distancia da opinião, ganhando força o método informativo de se transmitir uma mensagem. Entre outros fatores, a indústria enxerga, a partir de então, a necessidade de se ampliar o público que se tornara heterogêneo, devido à multiplicidade das empresas concorrendo entre si no mercado. Agora a empresa jornalística tinha o ideário político da defesa das classes produtoras e das camadas médias.

De lá pra cá, a manipulação dos veículos de comunicação torna-se mais venenosa e as armadilhas colecionam vítimas da falta de conhecimento.

Quando a defesa de um representante político é realizada com a ausência das palavras diretas, mas sim tendo como base a lavagem cerebral carregada de notícias sensacionalistas contra o adversário do político em questão, o golpe é suave, certeiro e não deixa rastros. É preciso perícia para diferenciar informação de qualidade, de informação encomendada.

No período da Guerra Fria, os EUA demonstraram de forma clássica o que a mensagem subliminar pode gerar na imagem do alvo de ataques indiretos. Eis a “publicidade negra”. Conferindo aos vilões a cor vermelha (característica dos países comunistas), os Estados Unidos construíram a tão influenciável consciência coletiva de forma a acreditarem que o capitalismo liderado pelos norte-americanos era o sistema mais forte e seguro, assim como os grandes heróis dos desenhos e filmes enlatados com conservantes e tempero enjoativo.

É necessária a existência de um olhar capaz de discernir a verdadeira face de um político que representa a população, mas, tão indispensável quanto, é analisarmos as fontes seguidas em nosso cotidiano, para não sermos o centro das jogadas políticas das grandes empresas jornalísticas, que em muitas das vezes buscam, em seu próprio interesse, separar o que deve ou não ser veiculado, sem se preocupar com a qualidade do conteúdo e a igualdade dos fatos a serem levados à sociedade.

*Rafael Oliveira é colunista do Perspectiva Política aos sábados e escreve no Twitter em @rafael_bhe

2ª Coluna do dia: PT – Talvez uma estrela com prazo de validade

24/10/2009

Por Rafael Oliveira*

Que me desculpem os petistas, mas o futuro da política nacional já não deixa muito espaço para o mais tradicional dos partidos tidos como “esquerdistas”.

O Partido dos Trabalhadores faz uso da tática política mais arriscada, concentrando o poder na figura de um ícone presidencial, que, tendo consolidado sua imagem, conseguiria levantar o partido e eleger novos potenciais integrantes. Eis o problema que a princípio soa como solução.

Lula, “santificado” perante a nação, utiliza-se do carisma e da devoção popular para sair ileso de todas as denúncias e corrupções que se deram ao longo do seu governo e, ainda, com a popularidade nas alturas. Ele soube ter ao seu lado os melhores estrategistas e os piores “fiéis escudeiros”.

Caros leitores, é preciso visão a longo prazo, para que se estabeleça uma continuidade partidária na política. Lula conseguiu estabilidade em seu governo, mas, por outro lado, pecou em concentrar em si as virtudes que deveriam ser divididas com parceiros da administração pública.

Arriscaria dizer, e me comprometo a me retratar futuramente caso esteja errado, o seguinte: O PT não tem hoje nenhum nome forte para governar o País, assim como não terá nas próximas eleições.

Não levanto a bandeira de nenhum partido, mas é inegável que a união PSDB-DEM apresenta um leque de opções (boas ou não) que, a longo prazo, poderá culminar em uma completa dominação da política nacional. José Serra, Aécio Neves, Gilberto Kassab, Geraldo Alckmin…

Nomes como esses são veiculados frequentemente, enquanto no PT a tática é a da lavagem cerebral. Funcionou com a insistência no atual Presidente, que pela inteligência e experiência adquiridas com o tempo, pôde sagrar-se como uma das mais badaladas personalidades da história da política nacional. Já em situação contrária, encontra-se Dilma Rousseff, a decepção que tem data marcada: 3 de outubro de 2010.

É importante deixar claro, novamente, que essa não é uma opinião construída do ponto de vista “tucano”, muito pelo contrário. O rumo ideal da política não cruza a estrada cega da continuidade. Temos de ter opções para votar que sejam de ideologias diferentes, para formarmos nossa opinião clara e coerente com aquilo que o Brasil precisa.

Pela ausência de projeção nacional limpa, o Partido dos Trabalhadores não trará para o país candidaturas qualificadas, que tenham condições reais de competir e ganhar.

Fica registrada a profecia. Se o PT não mudar sua estratégia de atuação, enfraquecerá sua base, assim como perderá sua identidade.

Algo precisa mudar para sairmos da mesmice de Mercadante, Genoino, Zé Dirceu, Palocci e cia. Caso contrário, a estrela vermelha se apagará como uma chama sutil e solitária, que um dia já foi incêndio.

Nota do Editor: A estratégia petista é perigosíssima pois, abrindo mão de muitos espaços nos estados para garantir o apoio e o tempo de televisão do PMDB, foca apenas a eleição presidencial e a candidatura de Dilma Rousseff. Com uma possível derrota de Dilma, o partido ficaria apenas com o governo de alguns estados mais fracos e com secretarias em governos de aliados, além de torcendo para o retorno de Lula. Talvez por isso o Presidente não se importe em arriscar, afinal, o risco é do partido, e não dele.

*Rafael Oliveira é colunista do Perspectiva Política aos sábados e escreve no Twitter em @rafael_bhe

2ª Coluna do dia: – Um exemplo de política eficiente

17/10/2009

Por Rafael Oliveira*

Diria todo político com boa lábia (redundância): “devemos combater o crime de frente, e investir na educação básica, para reduzirmos a violência, e termos um País melhor”. Todavia, quando uma promessa recheada de sábias palavras é realmente colocada em prática, torna-se dever do bom jornalismo enaltecê-la, e com o Perspectiva não é diferente.

Em São Paulo, estado que, devido ao sensacionalismo de Datena e cia, é considerado um dos mais violentos do País, a realidade hoje, é satisfatoriamente oposta.

Entre 2001 e 2008, São Paulo saiu da 4ª posição entre os estados com maior taxa de homicídios e se dirigiu para a 21ª, enquanto o índice de homicídios dolosos (intencionais) despencou 63%. Em 2007, a média foi de 11,8 por 100 mil habitantes, como informa levantamento realizado pela Secretaria de Segurança Pública.

Mesmo se considerarmos a soma de homicídios culposos (sem intenção) e os latrocínios, a taxa fica em torno de 17 por 100 mil habitantes, abaixo do índice nacional, se aproximando dessa forma do patamar “aceitável” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que estipula o limite como sendo 10 homicídios por 100 mil habitantes.

Dados e fatos colocados “na mesa”, vamos ao ponto intrigante: qual o segredo de São Paulo para reduzir de forma tão intensa os assassinatos e a violência no estado? Simples. O complexo quebra-cabeça, e temível desafio da política e dos políticos, vem sendo enfrentado com inteligência, pulso firme e dedicação.

Em 1999, no governo Mário Covas, foi criado o Infocrim, banco de dados informatizado para mapear os crimes do estado. A partir de então, as viaturas começaram a ser direcionadas para os pontos mais críticos. O trabalho efetivo das delegacias e dos grupamentos da Polícia Militar foi unificado. Agora, um comandante da PM e um delegado compartilham a responsabilidade sobre cada região, atuando coletivamente em prol da segurança da população.

Quase uma década depois, em 2008, a Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), o Instituto Sangari, o Ministério da Saúde e o Ministério da Justiça lançaram o Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros, contribuindo ainda mais na busca pelos mais problemáticos centros onde a criminalidade “fala mais alto”.

A cartada final ficou para os municípios paulistas. Foi determinado que cada cidade participaria, obrigatoriamente, da gestão da segurança do estado. Tornou-se dever dos prefeitos auxiliar na criação de estratégias governamentais, com sugestões e projetos, assim como investir em infra-estrutura no que diz respeito à segurança pública e à educação.

É comprovado que, quanto mais os jovens frequentam o ensino médio, menor é o número de infratores entre 15 e 20 anos, segundo dados do Ministério da Educação. Esse dado, que inicialmente pode parecer óbvio, deveria ser do conhecimento de todos os governantes e tratado como prioridade.

Caros leitores, temos avanços ocorrendo por todo o Brasil. Não devemos apoiar nossa esperança no bordão popular que diz que “brasileiro não desiste nunca”, mas sim, incentivar a parcela qualificada (e em extinção), dos políticos brasileiros.

Ao contrário de outros estados, como o Rio de Janeiro por exemplo, onde a negligência reina no combate à violência, São Paulo dá exemplo. Enfrenta o crime nos seus pilares mais estremecidos e investe na educação, ponto crucial e primário para construírmos um País de jovens promissores, adultos bem formados e idosos aproveitando a segurança e a tranquilidade que tanto merecem.

*Rafael Oliveira é colunista do Perspectiva Política aos sábados e escreve no Twitter em @rafael_bhe

Coluna do dia: Olimpíadas e a política verde e amarela

03/10/2009

Por Rafael Oliveira*

Não sei porque, mas sempre que leio “verde e amarelo” em algum lugar, me vem em mente uma das paixões do brasileiro: o esporte.

É impossível fugirmos do assunto que agitou a semana nos meios de comunicação: A escolha do Rio para sede das Olimpíadas de 2016.

O que é essencial destacar, é que a questão olimpíca tornou-se um fato tão político quanto esportivo. Pois bem. Em 24 horas, Serra se pronunciou duas vezes via twitter demonstrando carinho pelos cariocas, Dilma apareceu, inusitadamente, no programa esportivo “Arena SporTV”, vestida com a camisa “I love Rio”, Lula discursou como nunca, sendo apontado como o vencedor na batalha Brasil versus EUA (Lula versus Obama), restando apenas Aécio Neves, Ciro Gomes e Marina Silva se manifestarem, para completar o show de emoção.

É fácil, caro leitor, muito fácil, levantar uma bandeira quando a mesma já está prestes a alcançar o topo. O destaque positivo da semana fica para nossa política “verde e amarela”.

A participação da comitiva brasileira em Copenhague, com Carlos Arthur Nuzman, Lula, Pelé, Eduardo Paes, Sérgio Cabral, dentre outros, cativou as autoridades presentes, que levaram consigo o sentimento sincero do povo brasileiro. Ponto para os políticos.

Entretanto, as demais figuras da política nacional, que não participaram da candidatura do Rio como cidade-sede, se utilizarem de táticas forçadas como camisas de marketing,e frases de efeito para evidenciar sua postura “sensibilizada”, me soa um tanto quanto hipócrita.

Não é de hoje que acontece a famosa “campanha antecipada”. Não julgo nenhum crime agregar votos com certa antecedência, seja participando de eventos políticos ou de aparições ao lado do Presidente. Porém, quando o caso em questão é proibido, torna-se inviolável tal postura de publicidade partidária.

Não quero aqui tomar partido de ninguém, mas é inegável a existência de um desespero petista quanto à corrida presidencial de 2010. Enquanto os tucanos seguem no estilo mineiro de ser, discretos e observadores, a base do governo Lula faz de tudo para alavancar Dilma, antecipando a campanha por meio, até mesmo, da participação da Ministra em programas esportivos vestindo uma camiseta estampando o ridículo do fanatismo barato e sensacionalista. Não estou vangloriando o PSDB, mas os membros deste estão cumprindo as normas, mesmo que seja por mera estratégia.

O Brasil não é o País do futuro, é, mais do que nunca, o País do presente. Com a recém realização dos jogos Pan-Americanos, a escolha do País como sede da Copa do Mundo de 2014, das Olimpíadas de 2016, e, ainda, em um contexto econômico com a descoberta do Pré-Sal, o País precisa se planejar e crescer no mesmo ritmo das nações já em alto grau de desenvolvimento. É pensar como nação do futuro, mas transformando sonhos em realidade com cronômetro de País de primeiro mundo.

Que a política verde e amarela conduza o País em uma ausência de escândalos e na presença de frutos diários, prontos para serem saboreados por quem realmente merece: O povo.

*Rafael Oliveira é colunista do Perspectiva Política aos sábados.

Entrevista do dia: Bruno Kazuhiro conversa com Rafael Oliveira

26/09/2009

O Perspectiva Política, na pessoa de seu autor Bruno Kazuhiro, conversou com um dos colunistas de sábado, Rafael Oliveira, a respeito de suas opiniões políticas e pessoais, confiram:

1- Que influência a função de colunista do Perspectiva Política tem exercido na sua experiência pessoal? O que de positivo esta tarefa lhe traz?

Escrever sobre política já é um aprendizado por si só, pois exige do colunista uma pesquisa e qualificação no processo de escrita, o que difere de outras composições. Ter exercido a função de colunista no Perspectiva tem feito com que eu busque uma melhora na minha capacidade de interpretação da política em geral, assim como tem me proporcionado uma gana por conhecimento, ampliando meu leque de domínio das questões que envolvem a política do nosso País. Tenho muito a crescer e perceber além das qualidades, os principais defeitos de minha escrita (através das críticas dos leitores e do autor), possibilita com que eu reflita em prol de uma maior capacitação neste âmbito, o que é essencial para alguém que deseja ser um bom jornalista.

2- Fale um pouco da sua vida pessoal: Como você se descreve como pessoa em poucas palavras?

Descrevo-me como sendo observador, determinado no que me disponho a fazer, um tanto quanto sonhador e inseguro em muitas situações em que gostaria de ser mais confiante. Tento ser um bom filho, um bom amigo, um bom namorado e um bom estudante. Claro que nem sempre consigo alcançar tal condição, mas tentativas representam sempre o princípio de todo acerto.

3- Qual a sua posição político-ideológica? Por mais que o pensamento político tenha muitas facetas, como você delimitaria o seu?

Considero-me como integrante da centro-esquerda. Não acho que alguém consiga ser sempre liberal, conservador, regressista, ou progressista na trajetória de vida. Acho hipócrita aquele que se diz completamente radical, ou completamente direitista, pois, em muitas situações, devemos equilibrar a condução dos fatos, seja na política, ou em outros setores da sociedade. (O que bem ou mal, fazia Vargas, se alternando o tempo todo de acordo com o que o contexto tornava mais adequado a ser seguido). Ao mesmo tempo em que acredito que o Brasil deveria “jogar como time grande”, assumindo de fato a liderança da América do Sul, compreendo que a calma e a paciência, em outros momentos, ajudam na solução de problemas e na construção de um País melhor. Portanto, depende da circunstância. Mas, em geral, julgo-me como centro-esquerda.

4- Que livro você indicaria para os leitores do Perspectiva?

Indico aos leitores do Perspectiva o livro “O vampiro que descobriu o Brasil”. A obra narra a história dos 500 anos do nosso País, utilizando-se de um personagem fictício de forma bem inteligente. Um vampiro encontra-se presente nos mais diversos acontecimentos culturais e políticos da nossa história, narrando-a com uma linguagem atraente, que prende o leitor do início ao fim. Foi um dos meus primeiros contatos com a literatura.

5- Como você enxerga a consciência política, a cidadania e o civismo do cidadão brasileiro atualmente? Há avanço ou o contrário?

Infelizmente, tenho escrito frequentemente que é decepcionante o brasileiro só “se rebelar” quando mexem em seu bolso. Ao longo da nossa história, temos greves e mais greves dos que lutam por salários maiores, mas, quando o tema vai além do dinheiro, o brasileiro costuma ser omisso. O impeachment que foi nossa última grande manifestação. Poderia ter sido dada uma sequência a manifestos mais frequente, mas, por seus motivos centrais serem econômicos e não políticos, acredito não ter sido viável essa mudança na forma de pensar, politicamente falando, do brasileiro.

O que precisamos, de fato, vai além da velha “ampliação da nossa consciência”. Precisamos, sim, é de um líder político que se utilize do aspecto inteligente do “totalitarismo” para unirmos a população em busca de um ideal em comum. Como pregavam os totalitaristas, um objetivo a nível nacional só é alcançado pelo conjunto, e não, por interesses individuais. É preciso uma organização, para, aí sim, desorganizarmos. Com uma figura que sirva como exemplo de liderança formaremos um conceito de questionamento e consciência para, finalmente, pressionarmos autoridades e políticos, tendo voz para competir com os poucos que dominam os muito setores das sociedade.

Resumindo, a nível nacional, considero quase nula a mobilização da população brasileira no que diz respeito à política. Quase nula, o que indica que ainda resta potencial para um avanço.

6- Você é fã de algum pensador político ou de algum personagem da política? Se sim, quem? Por quê?

Personagem da política? Bom, em primeiro lugar, considero a capacidade de comunicação, uma das maiores qualidades do ser humano. Pela habilidade de agregar condições que favoreçam o cumprimento de seus objetivos e por ter a inteligência de manipular tudo e todos ao seu redor, confesso que admiro o estrategista Fernando Collor de Melo. Mas, antes de tudo, peço que interpretem com cuidado minha declaração. Não admiro seus valores, tampouco a forma com que consegue o que quer. Assusto-me, é com sua capacidade de alcançar o sucesso, sempre, independentemente de, para isso, ter que brigar com Rede Globo, com a população, com senadores, deputados, enfim. “Amigo da Globo”, se tornou Presidente. “Inimigo da Globo”, foi derrubado.

Anos depois, consegue se reerguer mesmo tendo a imagem de vilão perante a população de seu País, sendo indicado, inclusive, para ocupar lideranças em comissões, ou, até mesmo, para governar seu estado de origem. Só alguém muito bem articulado para costurar todos os nós necessários na construção do sucesso. E hipocrisia seria, com certeza, negar que uma articulação desse porte não seja admirável. Mas enfatizo novamente, não sou a favor da tese de Maquiavel, que dizia “os fins justificam os meios”. Reprovo as atitudes e os atalhos pelos quais Collor transita, admiro apenas o fato de ele conseguir tudo o que quer, mesmo sendo um das maiores carrascos da história política do Brasil.

7- Você pretende auxiliar de alguma forma a melhora da prática política nacional? Já tem em mente como?

Ser colunista, buscando informar e entreter os leitores quanto à política, no meu modo de ver, já pode ser considerado um passo inicial para a melhora da política nacional. Mas já pensei em construir carreira política iniciando-me como vereador, traçando planos e propostas para construir uma cidade melhor e, posteriormente, crescer em cada nível em que eu possa ser construtivo. Pode ser que um dia esse desejo ganhe força e se torne um objetivo de vida.

8- Se você tivesse que ouvir uma música só durante dias, qual seria ela?

“Tempo Perdido” – Legião Urbana

9- Faça uma análise da corrida presidencial de 2010: O que você entende que ocorrerá provavelmente?

Não vejo chance alguma da candidata do Presidente, Dilma Rousseff, sagrar-se vencedora na disputa presidencial. É impossível determinar o que de fato ocorrerá, mas, na minha opinião, a falta de carisma e de boa comunicação/expressão inibem a possível transferência de votos, que, se formos analisar friamente, também não aconteceu nas últimas eleições, por exemplo, na relação “Lula – Marta Suplicy”.

Caso, em um possível segundo turno, Ciro seja apoiado pela base do Presidente Lula, aí sim a guerra seria inevitável. O duelo Serra versus Ciro garantiria capítulos intensos, mas o favoritismo do tucano é inegável.

Apesar de querer que a candidatura da Senadora Marina Silva fosse, de fato, construtiva, creio que servirá apenas como divisão dos votos femininos. A decisão está nas mãos do PSDB e, apesar de estar dando um palpite corajoso, creio que da decisão do partido entre seus pré-candidatos, sai o vitorioso.

Aécio, com sua capacidade de articulação e condução política, seria extremamente competente como Presidente, mesmo com seus defeitos centralizadores. Apesar de ser pouco conhecido, com uma campanha competente Aécio poderia conquistar os jovens e boa parte da população esperançosa de um futuro melhor. E Serra já é figura tradicional. Considero-o uma opção de vitória praticamente garantida, porém, menos arrojada e cativante do que a escolha por Aécio.

10- Se você pudesse passar o conceito de apenas uma frase de efeito para seus filhos, que frase seria essa?

“Obstáculo é tudo aquilo que você vê quando tira os olhos de sua meta” – Justin Herald

Coluna do dia: Perspectiva de um futuro melhor

19/09/2009

Por Rafael Oliveira*

Seriedade, ética, imparcialidade e eficiência. Já imaginaram quais as características imprescindíveis em sua profissão? Pois, na cobertura jornalística de um veículo digno, a receita é única. O que varia é a qualidade dos ingredientes.

Pesquisar fontes e ir de encontro às opiniões na hora e local exatos é uma função primordial de quem deseja informar com precisão, primando pelo conteúdo e pela veracidade do fato a ser narrado.

A comunicação evoluiu ao longo de décadas e mais décadas, adaptando sua metodologia aos valores que cercam a sociedade de cada época. A diferença de uma evolução para uma renovação midiática é que a mesma ocorre diariamente. A cada página de jornal, edição de noticiários televisivos e evolução da tecnologia web em crescente desenvolvimento, o jornalismo e sua exposição tornam-se mais dinâmicos do que de costume, trazendo inovações segundo a segundo. É necessário que não nos percamos no tempo e, tampouco, deixemos para trás os princípios que adquirimos uma vez na vida, mas que devemos carregar para todo o sempre.

O Perspectiva Política surge em meio a um contexto instigante. A eleição passada para Presidente, Senador e Deputado Federal, foi marcada por crises e denúncias graves, como as do “mensalão”, as do “dossiê” que poderia revelar uma possível corrupção interna do PT, dentre outras. O antecedente já produz o clima necessário para que jornais ou blogs avancem mais ainda na sede pela informação e para que jovens motivados pela injustiça e pela completa vergonha da política brasileira tenham atitudes para colaborar com o desenvolvimento de uma nação composta por cidadãos mais conscientes e politizados.

É nessa efervescência de sentimentos que nasce o portal Perspectiva Política. Abrir os olhos dos brasileiros parece, a princípio, uma tarefa relativamente fácil, mas que exige paciência e persistência.

Como citado nas colunas anteriores, ser considerado “amigo” e companheiro diário de centenas de brasileiros é o que motiva o blog a dar continuidade a suas atividades de forma incansável, em prol de que a população não só se informe, mas, também, crie em si uma personalidade questionadora.

O primeiro passo para grandes descobertas são pequenas perguntas seguidas de reflexões e, aí sim, de respostas que podem, ou não, ser completas. Mas o importante é saber diferenciar o certo do errado, o honesto do desonesto, saber jogar o cara e coroa da moeda, visando sempre o resultado desejado que, por mais que muitas vezes não venha, desenha  uma das artes mais admiráveis daquele que traça sua meta e que vai até o fim em busca do seu objetivo.

Seguimos com a perspectiva de um País melhor, que honre a suposta tradição de ser a nação dos que não desistem nunca. Somos aqueles que carregam o verde da esperança na bandeira, assim como as estrelas condizentes com os que brilham e se destacam.

Parabéns Perspectiva e parabéns aos leitores que participam da construção do blog! Sintam-se convidados a fazer parte da nossa história por mais outros anos.

E que o primeiro aniversário represente o pontapé inicial de um debate que não tem hora para acabar.

*Rafael Oliveira é colunista do Perspectiva Política aos sábados.

2ª Coluna do dia: O neoliberalismo e o tesouro negro

12/09/2009

Por Rafael Oliveira*

Acredito, caros leitores, ser um dever da equipe do Perspectiva Política manter aceso o assunto que, por um acordo na Câmara, não é mais tratado como “urgente” pelo governo brasileiro: A descoberta do Pré-Sal.

É sempre assim. Quando surge um determinado fator que, economicamente, pode gerar muito lucro para o País ou algum acontecimento político de grande relevância, as discussões na mídia são intensas. Porém, após um certo período de tempo, caem no esquecimento e a pressão da opinião pública diminui consideravelmente, cedendo espaço para as autoridades manipularem o desfecho dos fatos.

Foi assim com o “Mensalão”, está sendo assim com a crise do Senado, e, de maneira nenhuma, podemos deixar que as discussões em torno da melhor exploração possível da descoberta petrolífera tenham o mesmo destino. Para isso, leitores esclarecidos devem, mais do que nunca, manter vivos os debates diários a respeito do tema, especialmente a respeito da atuação do governo.

Primeiramente, aos que ainda não sabem, o Pré-Sal é um termo referente às reservas de petróleo descobertas na costa brasileira, entre os estados de Espírito Santo e Santa Catarina, que podem fazer de nosso País uma das três maiores nações petrolíferas do mundo. Ou seja, um imenso volume de barris, e consequentemente de dinheiro, poderá circular em nosso território.

Se lembram das rivalidades no Oriente Médio? E também da exploração ilegal pelas grandes potências dos países produtores do “tesouro negro”? Um exemplo simples é o caso dos EUA que possuem tropas na Arábia Saudita (260 bilhões de barris de reservas) e frotas navais no Oceano Índico (o que estimulou o conflito latente entre sunitas e xiitas). Esse é o tipo de coisa que o óleo negro pode causar.

Brasileiros e brasileiras, não podemos de forma alguma deixar qualquer brecha para invasões estrangeiras. Aos que não sabem, possuímos uma legislação, baseada no neoliberalismo, que permite que multinacionais explorem e produzam o petróleo e o gás do Brasil (Lei 9.478/97).

Se por um lado imaginamos quantos bilhões estas empresas têm lucrado explorando nossos recursos minerais, por outro, não sabemos como o setor estaria se esta legislação não fosse como é.

Eu, particularmente, entendo que é sim de caráter urgente uma nova legislação para regular a indústria de petróleo, garantindo que as reservas gigantescas recém-descobertas sejam controladas pelo Estado e que as riquezas produzidas sejam utilizadas prioritariamente em benefício do povo brasileiro.

Que a Petrobras não incorpore a missão de “honrar seus acionistas” e que o governo reformule nossa legislação, pensando no melhor a curto, médio e longo prazo.

Antes de se iniciar a discussão sobre a partilha dos lucros entre os estados, deveríamos nos preocupar em defender o que é nosso. É o velho protecionismo, prática antiga, mas talvez necessária para blindarmos um tesouro de valor imensurável.

O risco de uma discussão do gênero cair no esquecimento midiático representa a abertura necessária para corrupção e manipulação, além de possibilitar a “liberdade” da qual muitos políticos desejariam se utilizar em prol dos bens pessoais. Se já não é mais de caráter urgente para o governo a questão do Pré-Sal, o comprometimento em acompanhar de perto todo o processo,  incluindo nesta análise, claro, o uso político da descoberta, representa uma bandeira da equipe do Perspectiva Política e de todos os brasileiros interessados no bem da nação, afinal, uma discussão ampla, envolvendo a sociedade, é necessária para que cheguemos ao melhor para o País.

*Rafael Oliveira é colunista do Perspectiva Política aos sábados.

2ª Coluna do dia: Você tem fome de quê? Você tem sede de quê?

05/09/2009

Por Rafael Oliveira*

Dessa vez, não se trata do óbvio, como comida ou água. Trata-se da fome e da sede de informação, ou, ainda, da forma como recebemos ou noticiamos algo desconhecido, como um sinal de perigo, uma epidemia, ou até mesmo uma pandemia. Afinal, qual o papel da mídia em nossa sociedade?

Se algo nos é apresentado de maneira duvidosa, agressiva, quase teatral (no mau sentido) e, principalmente, sensacionalista, certamente não deveríamos ter uma visão racional ou sensata da informação em questão, assim como não considerá-la equilibrada e coerente.

Quase sempre as notícias veiculadas pelos meios de comunicação modernos nos colocam como prováveis alvos daquilo que mais mata, fere, ou aleija o ser humano. E tudo com um agravante: Somos bombardeados freneticamente a qualquer hora do dia, sendo perseguidos em casa, na escola, nas ruas, nos shoppings. É como se nos dissessem: “Posso te alcançar onde você estiver”. Por outro lado, quando algo de grave nos é apresentado de maneira objetiva, mas, sobretudo, construtiva e confortadora, é como se nos dissessem: “mantenha-se calmo, temos os procedimentos que lhe trarão segurança, basta manter-se informado e seguir as informações aqui divulgadas”.

Então, qual a melhor maneira de se anunciar um simples ou catastrófico acontecimento? Quantos famosos já não ouviram a notícia de sua própria morte nos meios de comunicação? Quantos se casaram ou se separaram e foram os últimos a saber? Quantas pessoas foram pisoteadas em rodeios e outros eventos por avisos alarmantes, onde se criou o pânico na multidão?

Ao longo da história, notícias falsas, distorcidas ou plantadas, deram origem até mesmo a guerras entre povos, e nações inteiras até hoje circulam em maior ou menor proporção, com melhores ou piores situações de vida, atendendo ao interesse dos governos autoritários e manipuladores.

O dever de noticiar os fatos implica em imensa responsabilidade em todos os sentidos. Existe uma frase que diz: “O homem é produto do meio em que vive”. Sendo assim, se pudermos divulgar nesse “meio” notícias de forma mais construtiva, sem precipitações ou sensacionalismos, com certeza teremos papel fundamental para a reconstrução do espaço em que vivemos.

Portanto, sem manipulação nos meios de comunicação, o homem será bem informado e esclarecido, sendo o “sujeito” e o “objeto” de notícias melhores, de dias melhores e de um mundo melhor.

*Rafael Oliveira é colunista do Perspectiva Política aos sábados.

2ª Coluna do dia: Uma eleição cor-de-rosa

29/08/2009

Por Rafael Oliveira*

A eleição será cor-de-rosa e de salto alto também. Pela primeira vez na história do País, as mulheres poderão decidir diretamente o futuro político da nação verde e amarela. Se antes já tínhamos Dilma com o apoio de Lula,  agora, com a possível entrada da Senadora Marina Silva, e o consequente apoio do PSOL, os votos femininos podem ser divididos, o que poderia colaborar incalculavelmente para o triunfo de um tucano, seja Aécio ou Serra.

O dilema da escolha do candidato do PSDB é um jogo disputado por dois grandes estrategistas. De um lado, a experiência e a eficiência, contrariadas pela rejeição e pela nostalgia. Do outro, a juventude e a inteligência, contrapostas pelo relativo “anonimato”. Apostar em um candidato consolidado, mas que carrega junto de suas vitórias também suas inimizades e seu desgaste, ou apostar no Governador com maior popularidade do Brasil, mas que precisaria encarar o risco e o efeito de uma trajetória política ainda pouco conhecida? Que a resposta seja dada por uma justa e democrática consulta aos filiados do partido, como programado, e não pela influência do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Já foi dito em colunas anteriores que o Brasil deveria “jogar como time grande”, mas, para isso, deveríamos também treinar como tal. Não digo somente os políticos, mas também a população.

Com a licença poética, paremos para observar o dom eleitoral brasileiro no quesito reality show: Supondo serem as enquetes midiáticas um treinamento para as eleições “reais”, o desempenho da nossa população é vexaminoso. O filme é sempre o mesmo. No global “Big Brother”, ou o “playboy” ou o “mais pobre” ganha. Recentemente, no programa “A Fazenda”, o mesmo se repetiu, com o “galã-agressor” Dado Dolabella levando o prêmio de 1 milhão de reais.

Se aparência é o que importa, infelizmente nosso querido Lula escolheu a candidata errada, venhamos e convenhamos. Mesmo com as plásticas já realizadas, se partirmos do quesito fashion, que é o que o brasileiro tem demonstrado levar em consideração, o Presidente errou na tática. Dilma não é carismática e muito menos provida de beleza.

Brasileiros, brasileiros… O erro já foi cometido com o até então simpático e bem aparentado “Collor”. Saibamos julgar os valores que realmente merecem ser analisados e, não mais, a beleza presente na face de nossos candidatos. Seja para a Presidência ou para vencer os confinamentos enlatados. Entre em campo com a camisa 9 o “João Conteúdo” e saia do time o “José Glamour”.

Eleições, imagem, popularidade, parciais de intenção de voto, histórico, promessas, honestidade, desonestidade, direita, esquerda… Preparem-se! Em 2010 o dicionário dos engravatados será colocado à prova novamente e com o “tempero extra” do desconhecido, que se da pela inédita e decisiva participação do nosso time feminino.

Que o salto alto siga firme, porém, que o circo político não seja conduzido sob maquiagens.

*Rafael Oliveira é colunista do Perspectiva Política aos sábados.