O Perspectiva Política, na pessoa de seu autor Bruno Kazuhiro, conversou com um dos colunistas de quinta, Eduardo Schneider, a respeito de suas opiniões políticas e pessoais, confiram:
1- Que influência a função de colunista do Perspectiva Política tem exercido na sua experiência pessoal? O que de positivo esta tarefa lhe traz?
A oportunidade de escrever para o Perspectiva Política é, não só gratificante, como um enorme prazer para mim. Passar horas pesquisando sobre os mais diversos temas da política doméstica e internacional, que antes era um hobby, passou a ser uma obrigação, no melhor sentido aplicável a esta palavra.
2- Fale um pouco da sua vida pessoal: Como você se descreve como pessoa em poucas palavras?
Sou nascido na cidade de Cabo Frio, no estado do Rio de Janeiro, porém, como todo filho de militar, não tenho sotaque de lugar algum. Vivi em diversas cidades brasileiras e em Assunção, no Paraguai. Além de filho, sou sobrinho e neto de militares, o que explica ter parentes por todos os cantos de nosso País. Tive, graças a isto, a oportunidade de conhecer várias pessoas, dos mais diferentes escopos políticos e culturais, isso ajudou a construir minhas ideias sobre o mundo.
No que tange o lazer, jogo futebol americano pelo Botafogo Mamutes.
3- Qual a sua posição politico-ideológica? Por mais que o pensamento político tenha muitas facetas, como você delimitaria o seu?
Se tivesse que delimitar meu pensamento político de alguma forma, afirmaria que sou adepto da “direita liberal”, ou seja, conservador em respeito ao que penso do mundo e aos valores individuais que carrego e, no que tange à economia, acredito que o mercado deve ser o mais livre possível, pois acredito que os interesses da sociedade são atingidos quando os participantes podem perseguir seus próprios interesses.
4- Que livro você indicaria para os leitores do Perspectiva?
É hercúlea a tarefa de escolher tão somente um livro para indicar, mas, como essa é a regra do jogo, indicaria “O Príncipe”, de Niccolò Machiavelli.
5- Como você enxerga a consciência política, a cidadania e o civismo do cidadão brasileiro atualmente? Há avanço ou o contrário?
Depois de movimentos com grande cunho participativo da população (e aqui me refiro às “Diretas Já”, em 1983/84 e aos “caras pintadas”, em 1992), houve uma completa estagnação, ao menos ao meu ver, na amplitude da vontade e da consciência política do cidadão brasileiro em geral. Na verdade, não houve apenas estagnação, vejo mais um retrocesso. O comodismo vem imperando na cabeça das grandes massas, que descobriram na tecnologia uma forma de manifestação política que, apesar de, sendo usada de forma correta, ser muito eficaz, não funciona aqui. Falta ainda a vontade do povo para quebrar a inércia deste comodismo infeliz e mostrar-se mais interessado em matéria tão elementar para qualquer sociedade dita desenvolvida: a política.
6- Você é fã de algum pensador político ou de algum personagem da política? Se sim, quem? Por quê?
Ruy Barbosa. Fui bolsista de iniciação científica na Fundação Casa de Rui Barbosa, o que me possibilitou uma aproximação mais pormenorizada de seu pensamento. O Águia de Haia foi, e é, o maior pensador brasileiro de todos os tempos.
7- Você pretende auxiliar de alguma forma a melhora da prática política nacional? Já tem em mente como?
Acredito que o espaço no Perspectiva Política já é uma forma de ajudar na melhora da prática política brasileira. Não pretendo, no entanto, me candidatar a nenhum cargo político.
8- Se você tivesse que ouvir uma música só durante dias, qual seria ela?
Brucia La Terra, de Nino Rota.
9- Faça uma análise da corrida presidencial de 2010: O que você entende que ocorrerá provavelmente?
Serra é o favorito, não há dúvidas quanto a isso. Ele, se nada de muito absurdo acontecer, será um dos candidatos que irá ao segundo turno. A briga pela outra vaga é que é interessante. Temos Dilma, que depende da transferência dos votos do Presidente Lula para emplacar sua candidatura, Ciro Gomes, que é sempre um forte candidato, mas que, porém, não acredito que vá para o segundo turno, apesar de seu apelo popular no Nordeste, e a ex-petista Marina Silva, que surge como uma agradável surpresa nestas eleições e que tomará votos de todos os candidatos, principalmente entre os jovens.
Se tivesse que fazer uma aposta, seria na vitória do candidato do PSDB.
10- Se você pudesse passar o conceito de apenas uma frase de efeito para seus filhos, que frase seria essa?
“Em política, os remédios brandos agravam frequentes vezes os males e os tornam incuráveis.” (Marquês de Maricá , pseudônimo de Mariano da Fonseca )










