Arquivo da seção ‘Eleições 2008’

Vídeos gravados por aliados de Beto Richa levantam mais suspeitas contra o prefeito

12/07/2009

“Vídeos gravados por aliados de Beto Richa levantam mais suspeitas contra o prefeito”

Informa a Folha na reportagem citada acima:

“Um vídeo gravado por dois auxiliares diretos do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), para tentar desqualificar denúncias de irregularidades na campanha eleitoral que reelegeu o tucano em 2008, acabou por levantar mais suspeitas sobre a existência de um suposto caixa dois na campanha.

O vídeo foi gravado pelo procurador-geral do município, Ivan Bonilha, e pelo diretor de Transportes da URBS (empresa municipal que administra o transporte coletivo), Fernando Ghignone. Na gravação, eles conversam com o ex-gerente comercial da construtora Piemonte, Rodrigo Oriente.

Oriente trabalhou em um comitê de apoio a Richa em 2008. Foi ele quem levou à Procuradoria Regional Eleitoral, no fim do mês passado, a acusação de que esse comitê supostamente recebeu recursos de caixa dois –o que detonou uma crise na administração tucana.

A Piemonte, empresa de loteamentos que atua em Curitiba, pertence a holding Plenaventura e foi a terceira maior doadora da campanha de Richa em 2008. Nas eleições daquele ano, Ghignone era o coordenador financeiro da campanha de Richa e Bonilha era o advogado tucano da campanha.

Com mais de três horas de gravação, o vídeo registra conversas entre eles e Oriente em 10, 11 e 13 de junho deste ano.

As gravações foram feitas no escritório da distribuidora de livros de Ghignone. No dia 22, quando a acusação de caixa dois chegou ao jornais, o PSDB divulgou uma edição de 11 minutos do vídeo, em que Oriente fala que existia ‘pressão’ de opositores de Richa para que as denúncias fossem feitas.

A íntegra do vídeo, no entanto, mostra que Oriente também citou na conversa uma série de outros supostos casos de corrupção na Prefeitura de Curitiba e de fraudes na arrecadação de IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) para alimentar a campanha tucana.

Oriente afirma a seus interlocutores que enumerou 26 casos de crimes ambientais e urbanos em depoimento ao Nurce (Núcleo de Repressão ao Crime Econômico), órgão da Polícia Civil do Paraná.

Ao ouvirem as denúncias, Bonilha e Ghignone dizem que ‘irão tomar providências’. A íntegra da fita foi entregue à Folha pelo próprio Richa, que também a encaminhou ao MPF (Ministério Público Federal).”

Este blogueiro vem defendendo a tese de que as suspeitas a respeito do Prefeito de Curitiba, Beto Richa, têm que ser muito bem investigadas por haver a possibilidade de sabotagem por parte de adversários políticos.

Continuo a defender esta tese, porém, ao mesmo tempo, tenho que manter a honestidade intelectual que marca a trajetória deste blog, ou seja, sou obrigado a admitir que os indícios de envolvimento pessoal de Richa aumentaram, o que, sendo sabotagem ou não, atenta contra sua idoneidade.

É claro que as coisas ainda devem ser bem apuradas, até porque Oriente não trouxe a público os documentos que afirma dispor para comprovar as denúncias que apresentou à polícia e a assessoria de Richa afirma que a gravação das conversas com Oriente foram encaminhadas sem cortes à Procuradoria Regional Eleitoral, o que seria desmentido se não fosse verdade. Em resumo, o benefício da dúvida ainda é possível.

Porém, não há dúvida de que a probabilidade de as investigações provarem que realmente existem fatos que atentam contra a honestidade de Richa aumentou.

Sendo assim, por mais que este blogueiro mantenha a posição de que parece haver sabotagem, tem que admitir que a sabotagem pode se tratar da liberação de informações verdadeiras, e não, falsas, o que, se comprovado, mudaria completamente o quadro.

Subsecretário de Rosinha é preso sob acusação de comprar votos na eleição municipal

14/04/2009

“Subsecretário de Rosinha é preso pela PF sob acusação de comprar votos por R$ 50 na eleição municipal em Campos”

Informa o jornal O Globo na matéria citada acima:

“A Polícia Federal prendeu nesta segunda em Campos, no Norte Fluminense, três pessoas que, segundo investigações, compraram votos nas eleições municipais de 2008 no distrito de Vila Nova. A operação foi batizada de ‘Cinquentinha’, a partir da constatação de que os votos foram comprados por R$ 50. Entre os presos está Thiago Machado Calil, de 29 anos, subsecretário-adjunto de Governo da prefeita Rosinha Garotinho. Nesta segunda, a assessoria da prefeitura informou que Thiago Calil foi afastado do cargo.

O delegado da PF Cassiano Júnior disse que as investigações começaram há um mês, a pedido do promotor Victor Queiroz, do Ministério Público Eleitoral.

- Porém, é importante frisar que não temos provas de que tenha havido participação ou até conhecimento desse crime por parte da prefeita Rosinha“.

Ok. Não existem provas de que tenha havido participação ou conhecimento da Prefeita Rosinha no esquema e está dado aqui o devido destaque a este fato. Além disso, vale ressaltar que não se pode acusar ninguém levianamente de cometer um crime sem ter provas, principalmente baseando-se apenas em uma reportagem de jornal.

Porém, o blogueiro dá um doce para quem descobrir quem as investigações apontam como a candidata que parece ter sido mais beneficiada pela compra de votos.

1° de Janeiro [2]

01/01/2009

Como citado na postagem “1° de Janeiro”, o primeiro dia do ano, no Brasil, também é o dia da posse dos políticos eleitos no ano anterior, enfim, esse dia marca o início dos mandatos.

Esse ano, tivemos as posses de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. Porém, não tivemos apenas isso. Muitas das câmaras que já empossaram seus vereadores aproveitaram, também, para escolher seus presidentes, secretários, etc.

Na condição de serem as duas maiores cidades do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro terão destaque e, sendo assim, este blog informará quais são as novas mesas diretoras das câmaras municipais dessas cidades:

São Paulo (Mesa Diretora da Câmara Municipal)

Presidente – Antônio Carlos Rodrigues (PR)

1° Vice Presidente – Dalton Silvano (PSDB)

2° Vice Presidente - Paulo Frange (PTB)

1° Secretário – Francisco Chagas (PT)

2° Secretário – Milton Leite (DEM)

1° Suplente – Chico Macena (PT)

2° Suplente - Goulart (PMDB)

Rio de Janeiro (Mesa Diretora da Câmara Municipal)

Presidente – Jorge Felippe (PMDB)

1° Vice Presidente – Stepan Nercessian (PPS)

2° Vice Presidente – Carlo Caiado (DEM)

1° Secretário – Dr. Jairinho (PSC)

2° Secretário – Patrícia Amorim (PSDB)

1° Suplente – Nereide Pedregal (PDT)

2° Suplente -Dr. Carlos Eduardo (PSB)

1° de janeiro

01/01/2009

Como todos nós sabemos, no Brasil, o dia 1° de Janeiro é, além do primeiro dia do ano, o dia da posse dos eleitos nas eleições do fim do ano anterior. O Dia da Confraternização Universal, feriado internacional, é marcado também pela diplomação de membros dos poderes legislativo e executivo.

Por isso, o blog Perspectiva Política disponibiliza, para você leitor, uma tabela com os nomes de todos os prefeitos que estão tomando posse, hoje, nas capitais de nossas unidades federativas, assim como seus respectivos partidos.

Lembro que as eleições municipais do ano passado foram, diversas vezes, comentadas aqui mesmo nesse blog. Por isso, qualquer interesse maior pode ser saciado em uma busca através dos arquivos, tags e categorias do blog.

Sem mais delongas, seguem as informações citadas acima :

AC Rio Branco Raimundo Angelim PT
AL Maceió Cícero Almeida PP
AP Macapá Roberto Góes PDT
AM Manaus Amazonino Mendes PTB
BA Salvador João Henrique PMDB
CE Fortaleza Luizianne Lins PT
ES Vitória João Coser PT
GO Goiânia Iris Rezende PMDB
MA São Luís João Castelo PSDB
MT Cuiabá Wilson Santos PSDB
MS Campo Grande Nelson Trad Filho PMDB
MG Belo Horizonte Marcio Lacerda PSB
PA Belém Duciomar Costa PTB
PB João Pessoa Ricardo Coutinho PSB
PE Recife João da Costa PT
PI Teresina Silvio Mendes PSDB
PR Curitiba Beto Richa PSDB
RJ Rio de Janeiro Eduardo Paes PMDB
RN Natal Micarla Sousa PV
RO Porto Velho Roberto Sobrinho PT
RR Boa Vista Iradilson Sampaio PSB
RS Porto Alegre José Fogaça PMDB
SC Florianópolis Dário Berger PMDB
SE Aracaju Edvaldo Nogueira PC do B
SP São Paulo Gilberto Kassab DEM
TO Palmas Raul Filho PT

Chega de brecha

27/11/2008

“Campanhas em SP ocultam R$ 42,7 milhões em doações”

Pode ser estranho ler uma manchete como a que está acima, porém, é isso mesmo que vai acontecer. Os habitantes de São Paulo, e isso ocorre em todas as cidades, não poderão saber de onde vieram R$ 42,7 milhões de reais doados para as principais campanhas à Prefeitura da cidade.

Ocorre que esse dinheiro foi contabilizado e justificado como doação partidária, ou seja, recursos repassados diretamente dos partidos. Como qualquer um pode supor, essas doações são oriundas de diversas empresas e pessoas que têm interesse em ter contribuído com uma campanha à Prefeitura, porém, o doador não é revelado, utilizando-se o instrumento da doação partidária.

Como bem explica a reportagem, referendada acima, da Folha Online:

“Para omitir seus colaborares, os partidos recorrem a uma intrincada engenharia. Os doadores dão dinheiro ao comando nacional dos partidos, que repassam para os comitês financeiros, que, por sua vez, abastecem as contas dos candidatos

Pela lei, os partidos políticos têm até o último dia de abril para prestar contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mas nelas só será possível saber quem contribuiu para determinada sigla. Não o beneficiário final do dinheiro”.

Toda essa situação é um absurdo e um ataque aos direitos dos cidadãos. É obrigatória a publicidade das doações de campanha e este tipo de artifício se vale, espertamente, de uma brecha legal. Além disso, esse artifício impede que os cidadãos possam ser bons vigilantes da administração pública no sentido de verificar se um político eleito está favorecendo os interesses de um doador de sua campanha.

E mais, seguindo o ditado de que “quem não deve, não teme”, é inevitável interpretar as doações ocultas como sendo justamente as que despertam suspeitas. Um doador que quer se esconder levanta todo o tipo de suspeita sobre com que intenções concedeu a doação.

Cabe ao direito eleitoral brasileiro fechar essa brecha, protegendo os direitos dos cidadãos, auxiliando a vigilância da administração pública e moralizando, pelo menos um pouco, a política.

Grandeza e Pequenez

06/11/2008

Existem políticos que saem de uma eleição maiores do que quando entraram. Outros saem menores, suas imagens são arranhadas no decorrer da disputa. Sair maior ou menor de uma eleição não tem conexão necessária com vencer ou perder o pleito. Um vencedor pode sair com a imagem arranhada para grande parte do eleitorado, criando uma rejeição que não existia, enqüanto um perdedor pode ganhar, mesmo com a derrota, um grande cacife político, a ser usufruído em eleições futuras.

A cidade do Rio de Janeiro deu um exemplo claro de político que saiu maior, mesmo perdendo. Esse exemplo é Fernando Gabeira. Eduardo Paes pode ser um político que saiu menor, mesmo vencendo, pois já adquiriu uma grande rejeição de parcelas do eleitorado, mas para o prefeito eleito, tudo dependerá de seus quatro anos de prefeitura. Se ele for bem, pode ser até reeleito, e tudo de errado que foi feito em sua campanha ficará, como sempre, no passado. Enfim, a visão que tenho sobre ele piorou, mas para a população em geral, vai depender do governo que fizer.

Existe, porém, uma pessoa que saiu da disputa carioca, sem dúvida nenhuma, menor. Como não venceu nada, não terá como se redimir. Seu cacife político diminuiu e acredito que sua avaliação tenha piorado, consideravelmente, até mesmo no conceito dos que militavam por ela. Era de alguma forma protagonista e se transformou em coadjuvante. Me arrisco a dizer que essa pessoa acabou com suas chances de um dia vencer uma eleição majoritária. Essa pessoa é Jandira Feghali.

Jandira foi anunciada como secretária municipal da pasta de Cultura, ou seja, será subordinada a Eduardo Paes. Pode ser que eu esteja enganado, mas acredito que ser subordinada a um político como Eduardo Paes não era o rumo que os companheiros do PCdoB de Jandira gostariam que ela tomasse.

A campanha feita por Eduardo Paes foi contra todas as bandeiras levantadas por partidos como o PCdoB. O passado político de Paes vai de encontro aos políticos que são mal vistos pelo partido da médica Jandira.

Para mim, Jandira está traindo alguns de seus princípios, juntamente com partes do PCdoB e do PT cariocas. Posso estar enganado, mas enqüanto Gabeira, por exemplo, se engrandeceu perdendo, Jandira se apequenou, apoiando o vencedor.

Aos partidários de Eduardo Paes

29/10/2008

Recebi um comentário no post “Jogo sujo não ! [2]“ que me fez refletir e perceber que alguns visitantes do blog podem ser partidários de Eduardo Paes e se sentirem ofendidos com o que escrevo.

Agradeço ao leitor Júlio pelo comentário, que embora seja apenas a cópia digitada do jingle do candidato do PMDB, não tendo assim muito conteúdo e me dando pouco o que responder, me fez entender o protesto e compreender que possa estar nascendo uma rixa. Suponho que não tenha sido uma simples provocação infantil. Uma pena Júlio não ter deixado seu e-mail registrado, para que eu pudesse enviar-lhe também por esse meio, minha resposta.

Por isso, gostaria de dizer duas coisas, primeiramente transcrevo minha resposta ao leitor Júlio:

[Júlio,

Obrigado por seu comentário.

Sobre ele, ficou bem clara sua posição em relação à disputa no Rio de Janeiro. Acho que a vontade da maioria votante prevaleceu, resta aos partidários do vencedor comemorar e fiscalizar e aos partidários do perdedor, apenas fiscalizar.

Volte sempre, será bem vindo.]

A fiscalização defendida por mim, tanto para os que votaram em Paes, como para os que votaram em Gabeira ou nem votaram, será exercida nesse blog através do “Ruy está de olho”.

Em segundo lugar, repito e reitero veementemente o que disse sobre Eduardo Paes no post “Dedicado a Eduardo Paes”:

[Não torço contra ele, embora tenha sido defensor ferrenho da candidatura de Fernando Gabeira, afinal, sou carioca, tenho que torcer a favor do Rio. Que Eduardo Paes contrarie minhas expectativas e seja um bom prefeito, eu nunca iria preferir que o Rio perdesse 4 anos para provar um ponto de vista.]

Longe de mim querer estabelecer uma rivalidade. Tenho apenas opinião própria, divulgada de modo democrático e muito respeitoso. Estou aberto às críticas e divergências.

Dedicado a Eduardo Paes

27/10/2008

O texto a seguir é dedicado ao novo prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Desde já adianto que não dedico este texto a ele para insinuar alguma coisa ou para protestar. Dedico a ele este texto desejando que o grande Ruy Barbosa o ilumine e ele saiba diferenciar política de politicagem. Não torço contra ele, embora tenha sido defensor ferrenho da candidatura de Fernando Gabeira, afinal, sou carioca, tenho que torcer a favor do Rio. Que Eduardo Paes contrarie minhas expectativas e seja um bom prefeito, eu nunca iria preferir que o Rio perdesse 4 anos para provar um ponto de vista. Sem mais delongas, aí vai o texto dedicado a Eduardo Paes. Seria bom se ele realmente lesse.

“A política afina o espírito humano, educa os povos no conhecimento de si mesmos, desenvolve nos indivíduos a atividade, a coragem, a nobreza, a previsão, a energia, apura, eleva o merecimento. Política e politicalha não se confundem, não se parecem, não se relacionam uma com a outra. Antes se negam, se excluem, se repulsam mutuamente.

A política é a arte de gerir o Estado, segundo princípios definidos, regras morais, leis escritas, ou tradições respeitáveis. A politicalha é a indústria de explorar o benefício de interesses pessoais. Constitui a política uma função, ou um conjunto de funções do organismo nacional: é o exercício normal das forças de uma nação consciente e senhora de si. A politicalha, pelo contrário, é o envenenamento crônico dos povos negligentes e viciosos pela contaminação de parasitas inexoráveis. A política é a higiene dos países moralmente sadios. A politicalha, a malária dos povos de moralidade estragada”.

Política e Politicalha – Ruy Barbosa

2008-2010

26/10/2008

Chegaram ao fim as eleições 2008. Acabaram de começar as eleições 2010. Os resultados de hoje, nortearão, com certa influência, os rumos da campanha presidencial de 2010. Para muitos postulantes ao cargo de Presidente da República, o primeiro passo foi dado hoje.

Para Aécio Neves, o dia de hoje foi regular. Seu candidato venceu as eleições depois de dar um “x” em Leonardo Quintão, ou seja, esteve liderando, perdeu a liderança e a retomou na reta final. A vitória de Márcio Lacerda estancou uma hemorragia no cacife político de Aécio, que tenta se viabilizar para 2010. Talvez o sangue perdido antes do “x” faça falta, mas poderia ter sido pior, Aécio poderia estar sangrando até agora.

Para Sérgio Cabral, o dia de hoje foi bom. Seu candidato venceu as eleições do Rio de Janeiro, embora de forma apertadíssima. A campanha ficou marcada pela falta de ética, porém, em alguns meses, infelizmente, poucos irão se lembrar disso. Cabral ganha duas possibilidades. Ele pode lutar para ser vice na chapa de Dilma em 2010 ou para se reeleger governador. Não tem força, nem com a vitória de Paes, para tentar ser Presidente.

Para Serra, o dia de hoje foi ótimo. Seu candidato venceu as eleições da maior cidade do país de forma maíscula. Marta perdeu feio para Kassab, que além de ganhar, propagandeou seu estilo de gestão e levantou o nome de José Serra. O cacife político já grande do governador paulista só aumentou, deve ser o candidato do PSDB à presidência em 2010.

Em suma, o governadores dos três estados mais importantes do país serão importantes peças do cenário de 2010. Uns mais, outros menos. O importante é perceber a relevância dos resultados nas capitais para as eleições presidencial e estadual. É como uma prova de fogo, quem vencer continua na briga mas não tem garantia de vitória. Quem perder, fica pelo caminho.

Ciro Gomes parece ter saído dessas eleições meio por baixo. Lula não teve nenhuma vitória significativa, pois, embora Lacerda e Paes sejam da base aliada, não são grandes “companheiros” do Presidente.

As eleições municipais serviram para 5 coisas: Mostrar que Lula não é o Rei Midas e que, conseqüentemente, não vai ser fácil eleger Dilma; Levantar o cacife de alguns nomes ao passo que diminuiu outros; Diminuir o poder de fogo de Ciro; Acabar com as pretensões presidenciais de Alckmin; Colocar Serra como candidato fortíssimo em 2010. Sobre essa última, o governador pode até perder na próxima eleição presidencial, mas é hoje, na minha opinião, o favorito.

Comparação: Previsões e Resultados

26/10/2008

Ontem, este blog fez previsões para as eleições municipais. Previsões essas, a serem conferidas hoje. Algumas eram mais fáceis, outras, mais arriscadas. A única mudança de opinião em relação ao início do segundo turno residia na previsão da vitória de Márcio Lacerda em Belo Horizonte. Sem mais delongas, vamos comparar as previsões e os resultados:

Rio de Janeiro

Previsão: Fernando Gabeira

Resultado: Eduardo Paes

São Paulo

Previsão: Gilberto Kassab

Resultado: Gilberto Kassab

Belo Horizonte

Previsão: Márcio Lacerda

Resultado: Márcio Lacerda

Salvador

Previsão: João Henrique

Resultado: João Henrique

Porto Alegre

Previsão: José Fogaça

Resultado: José Fogaça

Florianópolis

Previsão: Dário Berger

Resultado: Dário Berger

Cuiabá

Previsão: Wilson Santos

Resultado: Wilson Santos

Belém

Previsão: Duciomar

Resultado: Duciomar

Em resumo, as previsões foram muito acertadas. O único erro foi o Rio de Janeiro, uma eleição extremamente acirrada, que por isso, de certa forma, absolve o erro. Admito que um pouco desse erro foi, também, causado pela emoção, pela opinião pessoal, afinal, execrei, e execro, a forma de fazer política de Eduardo Paes. Isso pode ter me levado ao erro. No mais, o acerto com Márcio Lacerda adveio da observação da reviravolta na disputa de Belo Horizonte. Embora tenha acertado, esse resultado negou minhas previsões do início do segundo turno, mudei de idéia a tempo, mas tenho de admitir que queimei a língua, ou, no caso do blog, os dedos. As outras cidades trouxeram prognósticos certos, alguns mais fáceis de fazer, outros mais difíceis. Agora, previsões eleitorais, excetuando eleições estrangeiras, só em 2010. Este blog estará aqui.