Arquivo da seção ‘Argentina’

Kirchners estariam repensando tentativa de reeleição de Cristina

05/07/2009

Corre a informação de que, devido à derrota nas recente eleições parlamentares, a Presidente argentina Cristina Kirchner, juntamente com seu marido, o ex-Presidente “quase-chavista” Néstor Kirchner, estaria repensando a tentativa de reeleição nas próximas eleiçõs presidenciais do país que se darão em 2011.

A justificativa para essa mudança de rumo seria o fato de Cristina e Néstor estarem receosos com relação a um novo fracasso. Entendem que o momento é ruim. Com razão.

Acontece que, na minha opinião, não resta muita opção para o “casal K”. Se Cristina não tentar a reeleição, o vácuo será com certeza ocupado e o kirchnerismo estará próximo do fim.

Não que eu não deseje isso, afinal, condeno todo e qualquer tipo de governo que seja autoritário e que, sendo latino-americano, se aproxime do chavismo. É apenas uma análise política lógica.

Quem sabe os kirchners pensem em imergir para depois emergir. É possível. Mas não sei se daria certo.

Fato é que, independentemente dos rumos dos kirchners, a Argentina é um país importantíssimo para o Brasil e que, até certo ponto, tem seu papel mundialmente. Sendo assim, necessita, assim como outras nações, de um governo mais democrático e responsável e que, se for de esquerda, se aproxime mais do que é a esquerda chilena e menos do que é a esquerda venezuelana.

Argentina: Após derrota, Néstor Kirchner renuncia à presidência de Partido Justicialista

29/06/2009

“Argentina: Após derrota, Néstor Kirchner renuncia à presidência de Partido Justicialista”

O Perspectiva previu e aconteceu: De Narváez se apresentou como boa alternativa ao quase-chavismo de Néstor Kirchner, e de sua esposa Cristina, e venceu o ex-Presidente nas eleições parlamentares argentinas.

Com a derrota, Kirchner decidiu, como informado pela notícia citada acima, renunciar à presidência do Partido Justicialista.

Pode até ser que o “Casal K”, como são chamados na Argentina Néstor e Cristina, mantenha algum poder e consiga fazer sua ascenção reviver das cinzas, até porque Cristina ainda tem a presidência, e todo o peso dela, nas mãos.

Porém, se não me equivoco, acredito que agora seja o início de um período de “ladeira abaixo” dos kirchners e do kirchnerismo, consequentemente.

A base parlamentar de Cristina é fraca, seu marido não mais tem cacife para comandar o Partido Justicialista, a economia vai mal, a proximidade com Hugo Chávez traz prejuízos eleitorais, que derivam da correta visão do povo argentino de que ser “bolivariano” não é nada bom, e a oposição vem forte para as próximas eleições presidenciais.

O kirchnerismo, assim como fez o peronismo, pode até retornar. Não afirmo que não. Mas a tendência não é essa.

E que bom que é assim. A América do Sul precisa de lideranças responsáveis e adaptadas aos novos tempos. A esquerda deve ser a de Lula e Bachelet, e não, a de Chávez, Morales, Correa, Kirchner e afins.

Em tempo: Há que se reconhecer um ponto a favor de Kirchner. Quando ele percebeu a insustentabilidade de sua posição, renunciou à liderança do partido. No Brasil, em um caso semelhante, o político em questão relutaria para “largar o osso” ou até não o faria, esperando ansiosamente a calmaria.

Perspectiva acertou: Narváez vence e Kirchner e kirchnerismo são derrotados nas eleições parlamentares na Argentina

29/06/2009

Informa a Folha:

“O ex-presidente e candidato a deputado Nestor Kirchner reconheceu a derrota nas eleições ao Congresso na Argentina, um duro golpe para o governo de sua mulher, Cristina Kirchner, em termos de apoio legislativo. Segundo resultados parciais divulgados pelo jornal ‘El Clarín’, a presidente perdeu 22 deputados na nova configuração da Câmara.

Com pouco mais de 87% das urnas apuradas, o opositor Francisco de Narváez, líder da aliança União-PRO (peronistas dissidentes liberais), tinha 34,51% dos votos. Kirchner contava com 32,16% de apoio nas urnas. O jornal diz que a diferença já não é mais possível de ser contornada pelos governistas.

‘Perdemos por muito pouco’, afirmou Kirchner. O opositor comemorou a vitória na província de Buenos Aires, a de maior peso político para o Congresso e tradicional reduto peronista, e afirmou que vai buscar apoio do governo por meio do diálogo.

Para Narváez, sua vitória ‘virou a página da história’. ‘Dissemos que um dia íamos mudar a história. Este é o dia’, defendeu. Empresário nascido na Colômbia e naturalizado argentino, o político disse que derrotou ‘a velha e a má política’ e ressaltou que a escolha ‘está definida’.

Pois bem. Veja o que disse este blog há mais de duas semanas:

De Narváez é lúcido, sabe quais lutas podem ser vencidas pela Argentina e quais posições são mais cômodas sem embates. Sem menosprezar seu país mas, ao mesmo tempo, sem pensar grande demais, o político se apresenta, na minha opinião, como boa opção para os argentinos.

[...]

Em resumo, este blogueiro acredita que De Narváez ainda não teve sua vida e seu passado investigados o suficiente para que se possa dizer que ele é o homem honesto que a Argentina precisa. Porém, acredito que já posso dizer o seguinte a vocês, leitores:

De Narváez tem boas propostas e ideias corretas. Fiquem de olho neste nome.

Como já disse em outra ocasião:

O Perspectiva, na pessoa deste blogueiro que vos fala, acertou em cheio.

Agradeço a vocês, leitores assíduos por mais esse êxito analítico. É por vocês existirem que o meu exercício é recompensado e, consequentemente, mantido, aprimorando-se.

Em tempo, clique aqui para conferir a cobertura completa do resultado das eleições argentinas do jornal Clarín.

Perspectiva previu: De Narváez incomoda os Kirchner na Argentina

28/06/2009

Disse este blogueiro na postagem “Francisco De Narváez: Uma opção para a Argentina”:

De Narváez é lúcido, sabe quais lutas podem ser vencidas pela Argentina e quais posições são mais cômodas sem embates. Sem menosprezar seu país mas, ao mesmo tempo, sem pensar grande demais, o político se apresenta, na minha opinião, como boa opção para os argentinos.

[...]

Nessa linha, diz De Narváez a respeito da política externa regional da Argentina: “A Argentina deve ser o Canadá dos EUA para o Brasil. Um sócio estratégico, mas minoritário. Temos de parar de brigar. Mas podemos ganhar do Brasil no futebol (risos). Nosso futuro é estarmos unidos. Precisamos sair desse eixo Caracas-La Paz-Quito.”

Não poderia estar mais certo.

Em resumo, este blogueiro acredita que De Narváez ainda não teve sua vida e seu passado investigados o suficiente para que se possa dizer que ele é o homem honesto que a Argentina precisa. Porém, acredito que já posso dizer o seguinte a vocês, leitores:

De Narváez tem boas propostas e ideias corretas. Fiquem de olho neste nome.

Pois bem. Informa recentemente, a respeito das eleições parlamentares argentinas, o Estadão:

“Néstor Kirchner, ex-presidente argentino e cabeça da chapa governista para as eleições parlamentares de amanhã, testará nas urnas a estratégia de campanha assentada no flagrante uso da máquina pública. Marido da presidente Cristina Kirchner, ele se deslocou pela Província de Buenos Aires em helicópteros da Casa Rosada. Também se valeu da estrutura do governo – das assessorias de imprensa aos programas oficiais de assistência social – para cultivar um eleitorado que ainda pende para seu rival, o dissidente peronista Francisco De Narváez.

A um dia das eleições, as pesquisas apontam uma diferença de apenas 2,5 pontos porcentuais entre as chapas de Kirchner e de De Narváez. O resultado da eleição, mesmo com a vitória dos Kirchners, deixa claro um cenário nada fácil para o governo na sucessão presidencial.”

O Perspectiva, na pessoa deste blogueiro que vos fala, acertou em cheio.

Agradeço a vocês, leitores assíduos por mais esse êxito analítico. É por vocês existirem que o meu exercício é recompensado e, consequentemente, mantido, aprimorando-se.

Brasil emprestará 5 bilhões para a Argentina

15/06/2009

“Brasil le dará financiamiento a la Argentina por US$ 5.000 millones”

Não tenho dúvidas de que operações desse tipo são válidas. A integração entre Brasil e Argentina é vista por mim como algo importantíssimo e que deveria ser uma das prioridades da política externa de qualquer governo brasileiro.

Além disso, é fato que um empréstimo para a Argentina é muito menos equivocado do que dar dinheiro ao FMI por ser “chique” e deixar que o Fundo escolha as taxas de juros que serão praticadas.

O que questiono é fato de a Argentina não estar tratando o Brasil com muita gentileza. Barreiras aos produtos de nosso País estão sendo levantadas, entre outras medidas. A integração tem que ser, necessariamente, bilateral. É dar e receber, e não, dar e dar.

O Itamaraty diz que o empréstimo poderá dar ao Brasil mais poder de pressão, fazendo com que possamos exigir mais abertura. Pode ser.

Esperemos para ver no que dá.

Francisco De Narváez: Uma opção para a Argentina

15/06/2009

Este blogueiro admite que não conhece a fundo as propostas e a biografia do argentino Francisco De Narváez, porém, ao mesmo tempo, pode afirmar categoricamente que, levando em conta o que sabe, o prefere fortemente quando o compara com o casal Kirchner.

De Narváez é lúcido, sabe quais lutas podem ser vencidas pela Argentina e quais posições são mais cômodas sem embates. Sem menosprezar seu país mas, ao mesmo tempo, sem pensar grande demais, o político se apresenta, na minha opinião, como boa opção para os argentinos.

Francisco De Narváez diz que a Argentina deve estar para o Brasil assim como o Canadá está para os Estados Unidos. Proposta lúcida e inteligente. O desenvolvimento do Canadá e a qualidade de vida naquele país em nada deixam a desejar quando comparados com os dos EUA, ou seja, o Canadá não é subserviente, ele se aproveita do forte desenvolvimento do vizinho para também prosperar.

A Argentina estaria seguindo um bom rumo se pensasse assim. Intensificasse seu comércio com o Brasil, negociasse melhor as barreiras alfandegárias e entendesse que os países não são rivais, e sim, “hermanos”.

Nessa linha, diz De Narváez a respeito da política externa regional da Argentina: “A Argentina deve ser o Canadá dos EUA para o Brasil. Um sócio estratégico, mas minoritário. Temos de parar de brigar. Mas podemos ganhar do Brasil no futebol (risos). Nosso futuro é estarmos unidos. Precisamos sair desse eixo Caracas-La Paz-Quito.”

Não poderia estar mais certo.

Em resumo, este blogueiro acredita que De Narváez ainda não teve sua vida e seu passado investigados o suficiente para que se possa dizer que ele é o homem honesto que a Argentina precisa. Porém, acredito que já posso dizer o seguinte a vocês, leitores:

De Narváez tem boas propostas e ideias corretas. Fiquem de olho neste nome.