São Paulo e o ENEM
Mais uma vez tomamos conhecimento de irregularidades graves envolvendo o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
O teste, que vale como vestibular, foi organizado pelo Ministério da Educação de Fernando Haddad (PT-SP) e todos os problemas dos últimos anos também ocorreram sob o comando do Ministro.
Será que, depois de mais essa, Lula continuará apoiando efusivamente a candidatura de Haddad em detrimento da líder das pesquisas, Marta Suplicy, em São Paulo?
Parece que sim. Mas não deveria.
Com certeza os eventuais adversários dirão em campanha que quem não consegue organizar o ENEM não poderá gerir São Paulo, uma megalópole.















Sinto muito, Bruno, mas querer culpar diretamente Haddad por vazamento no ENEM no caso do Colégio Christus é como querer culpar Serra pela viga que caiu na Regis Bittencourt durante a obra do Rodoanel (sem falar do buraco causado pelas obras do Metrô na cidade de São Paulo, durante a sua gestão). Não me surpreende ouvir tal ataque, já que dizem que o acidente da TAM em Congonhas só aconteceu porque o Lula esqueceu de “puxar o freio”.
Eu poderia até ir mais longe em meu argumento, citando o caso em que o ilustríssimo ex-Governador preferiu investir pesado em propagandas oficiais em vez de realizar continuamente o desassoreamento do Tietê. A desastrosa consequencia disso você conhece muito bem, e eu tenho certeza, porque nem com todo o esforço que a mídia tradicional fez para abafar o caso ela conseguiu minimizá-lo.
Agora, fico me perguntando o que seria mais desastroso: o vazamento das questões no ENEM ou as enchentes periódicas de verão na cidade de São Paulo (já fui vítima delas).
Enfim, essa não é a questão.
A questão mesmo é a diferença entre o ENEM, com ProUni e Sisu, de Haddad, e o ENEM e o Saresp de Paulo Renato (como se sabe, nunca houve irregularidades no Saresp). Basta comparar os resultados e os benefícios de cada um para ver o abismo que existe entre ambos.
Não é por nada, não, Bruno, mas até parece que você está mais preocupado com a candidatura de Haddad do que nós da esquerda. São 639 de 3,88 milhões de candidatos – 0,01% do total. E o MEC já protocolou pedido de investigação à PF – as providências já estão sendo tomadas.
Pois é, Vicente. O que você trouxe são fatos, mas não adianta replicar…esse texto é mais um entre muitos de Bruno que demonstra sua memória seletiva, se é que me entende