Coluna do dia: As palmadas que faltaram a Lula

Em 17/07/2010 Comente »

Por Yashá Gallazzi*

“Entra na minha casa. Entra na minha vida. Mexe com minha estrutura. Sara todas as feridas…”

O que vai acima é um trecho de uma dessas músicas “gospel” de péssimo gosto que, de uns tempos pra cá, passaram a fazer sucesso no Brasil. Mas bem que poderia ser a trilha sonora ideal para a mais nova tara totalitária do lulismo, conhecida como “Lei da palmada”.

O governo do PT, tal qual toda agremiação fascistóide que já rastejou na face da Terra, não sentiu qualquer pudor na hora de entrar em nossas casas, entrar em nossas vidas e mexer com nossas estruturas. Para os totalitários de Lula, não basta mais doutrinar nossos filhos nas escolas, ensinando aos moleques que o assassino conhecido como Che Guevara foi um herói, ou mesmo que o psicopata chamado Mao Tsé-Tung foi um grande pai para o povo Chinês. Isso é pouco! Agora os burocratas do progressismo também querem nos impedir de dar uma bela palmada nos traseiros rebeldes de nossas crianças.

Lula, que parece ter levado umas surras do pai alcoólatra na infância, quer descontar em toda essa “sociedade burguesa” seus próprios traumas. O “grande pai” do Brasil decidiu, de uma vez por todas, substituir a todos nós, estabelecendo que não é mais permitido dar uns tabefes quando o moleque decidir se jogar no chão do supermercado, insistindo em levar o décimo pacote de balinhas. Este é o Brasil moldado à imagem e semelhança do PT: mensalão pode; tapa de pai e mãe, não.

Na cerimônia em que se cantaram as glórias da tal “Lei da palmada”, Lula fez questão de dizer que nunca encostou a mão num filho seu. Entendo… Vai ver foi por isso que Lulinha não viu nada de ilegal ou imoral em receber um aporte financeiro da Telemar em sua pequena empresa de esquina, não é? Tivesse tomado um corretivo quando era hora, duvido que sua noção de valores morais fosse tão deturpada hoje em dia.

Pode não parecer à primeira vista, mas o esbulho da intimidade das famílias – verdadeiro núcleo motor de toda sociedade civilizada – é gritante! Note-se que a lei não vem coibir a agressão e/ou a violência doméstica. Contra isso já existe uma Constituição (tratando dos direitos individuais), um Código Penal (prevendo pena para lesões corporais) e uma lei específica – o ECA. A nova invenção progressista é específica contra a “palmada”, ou seja, visa alçar as crianças – em especial as travessas – ao posto de ditadoras do lar.

Não é difícil imaginar crianças já grandinhas (quase adolescentes) apontando o dedo para os pais e falando: “Se me bater eu denuncio você!” É assim que o progressismo pretende criar o “novo homem”: substituindo os pais pelo Estado; trocando a repreensão sadia – e necessária! – pela passada de mão na cabeça. E assim cultiva-se, desde sempre, a ideia da impunidade. Assim incentiva-se a mitigação da autoridade familiar, primeira – e principal – que se encara na sociedade.

Sempre que o Estado tentou cercear o indivíduo, intrometendo-se na intimidade das famílias e substituindo-se à autoridade paterna, o que se viu em seguida foi alguma das vertentes de fascismo que tomaram o mundo de assalto. É isso que o petismo está tentando fazer no Brasil em vários frontes: no controle da mídia, nas cotas, no malfadado plano de “direitos humanos” e, agora, na “Lei da palmada”.

Meu instinto revolucionário foi despertado! Resistirei firmemente contra o poder reacionário do estado… progressista!

*Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas, editor do blog Construindo o Pensamento e escreve no Twitter em @yashagallazzi

29 comentários

  1. Gabriel says:

    “não é mais permitido dar uns tabefes quando o moleque decidir se jogar no chão do supermercado, insistindo em levar o décimo pacote de balinhas”

    Para isso existe a palavra “não”. Não é necessário dar “palmadas” para que a criança a entenda

    • Gabriel, é desnecessário dizer que o diálogo é sempre a primeira opção. E que, depois dele, ainda pode-se recorrer a outros tipos de repreensão, que não uma palmada. O ponto central do texto é outro: cumpre a família – e só a ela! – decidir quando chega o momento de partir pra outro tipo de repreensão. Deixando sempre claro que uma palmada paterna nada tem a ver com a violência de um espancamento. São coisas muito diferentes e devem ser tratadas como tal.

    • Heber says:

      Qts filhos travessos vc tem?

  2. paulo says:

    Li a respeito e não sei se a informação é correta :
    Interferir no ambiente familiar para criminalizar pais é muito discutível.
    Sinceramente não acredito que Lula nunca tenha sido repreendido pelos pais com algumas palmadas.
    Se isso tivesse ocorrido ele não diria o que consta em sua entrevista à revista Playboy em 1978:

    “Um moleque, naquele tempo [sua infância], com 10, 12 anos, já tinha experiência sexual com animais… A gente fazia muito mais sacanagem do que a molecada faz hoje. O mundo era mais livre.”

  3. Gabriel says:

    Interfirir na família é achar que seu filho não pode seguir a religião dos pais, não pode ser influenciados por eles politicamente etc. Quanto a dar um tapa, sendo crime ou não, sou contra, pois internaliza na criança que correção e violência andam juntas. Uma conversa educativa sobre o que é certo e errado, e por que é, é muito mais produtivo e não tem contra-indicações

    • Gabriel, talvez você não tenha entendido o cerne do texto. Não se trata de defender as palmadas – em que pese eu achar que não faz mal recorrer a elas de quando em vez.

      O ponto é que tal decisão cabe às famílias e somente a elas. Você educará seus filhos sem recorrer a elas, e é justo que possa fazer isso. O que não é justo é ver um bando de burocratas dizendo o que podemos – ou não – fazer.

    • Heber says:

      Ser contra a palmada é diferente de querer que eu tb seja, e ser punido por isso. Eu apanhei qd criança e não encaro isso como violência da parte do meu pai. Violência é qd o carinha de classe alta faz um pega na rua, mata um indio queimado ou bate em uma prostituta gratuitamente porque ses pais nem sabem onde andam. A indiferença é a pior forma de violencia.

  4. “Não é difícil imaginar crianças já grandinhas (quase adolescentes) apontando o dedo para os pais e falando: ‘Se me bater eu denuncio você!’”

    E olha que mesmo sem essa lei da palmada já ouvi histórias de filhos dizendo aos pais que iriam chamar a polícia caso levassem as palmadas.

    Uma lei dessa só pode ser uma piada de muito mau gosto. Umas palmadas nunca transformaram ninguém em más pessoas, pelo contrário, até ajudam na formação do caráter da pessoa. Outra coisa muito diferente é o espancamento, isso que não pode acontecer. Mas como o texto menciona, para isso já existem leis.

    Se o governo quer mesmo interferir na educação das crianças deveria investir mais em educação de base, pagar melhor os professores e qualifica-los, e investir mais em esportes. Isso sim irá ajudar as crianças a se tornarem adultos melhores.

  5. Lucho says:

    Estamos em ano eleitoral. Vale tudo para poder aparecer bem na telinha.
    .
    Por isso que eu digo: Ano eleitoral é uma … . Todo mundo faz (e fala) qualquer coisa para aparecer.

    • Exato, Lucho. E o pior: todos parecem querer aparecer cobrindo-se com as bandeiras caras ao “progressismo” politicamente correto. É uma eleição com um lado só.

  6. Li o texto e fiquei com certa dúvida, que acabou de ser sanada lendo as respostas aos comentarios, pelo autor.

    Pois bem, o discurso está sendo feito como se o “petismo”, ou o “lulismo”, ou o “progressismo” ou seja la o que for, fosse o bicho papao e toda a sociedade fosse uma espécie de vitima. O que nao é verdade.

    Em todos os lugares do planeta, as sociedades se consistem em formas heterogeneas. No Brasil nao é diferente.

    Lendo esse artigo até parece que todos os pais de familias do nosso país possuem bom senso, equilibrio e sabedoria o bastante para decidirem o momento correto de se dar uma palmada, de falar mais alto, de falar mais baixo…

    Ora, nós nao vivemos no País da menina Alice. Existem muitas coisas que acontecem ao nosso redor, que alguns nao conseguem enxergar e outros nao querem enxergar.

    E o governo tem que governar para todos, visando os pais equilibrados – que com certeza nao encontrarao problemas quanto a essa lei – e os pais desequilibrados – que ganham mais um fator contra as suas atitudes ilimitadas de maus tratos aos seus filhos.

    Se essa parte marginalizada passara a respeitar uma lei a mais ou uma lei a menos, já é outra historia. Mas me limitarei a ir no ponto central do texto.

    Abraços!

    • Lucho says:

      Como é que é? Você não conhece uma coisinha chamada Estatuto da Criança e do Adolescente?

    • Wilsom, você deve ter notado o comentário do Lucho em resposta ao seu. Em essência, concordo com ele: não era preciso uma nova lei pra responsabilizar pais violentos. Já existe o ECA e, mais que isso, existe o Código Penal.

  7. Bob Jegg says:

    Começo comparando as mortes do “assassino” Chê Guevara com as do ídolo republicano do Yashá, George W. Bush.
    Óbvio que, como todo direitista, ele vai negar de pés juntos que não gosta dos EUA, não existe direita e esquerda, não gosta de nenhum partido e nenhum político…etc. Mas vota no Serra por “falta de opção”!:D

    Incrível como o Bom Senso não faz parte do cardápio dessa direita enrustida. Oito ou oitenta é pouco. Tenho 3 filhos que possuem educação, caráter e uma formação familiar irrepreensíveis, sem nunca ter encostado a mão neles. Eu mesmo nunca levei um tapa de meus pais e me lembro de algumas palavras que doeram mais que tapas.

    Pra que dar palmadas no Lula? A maior distribuição de renda melhorou o PIB ( Quase Chinês!!! ) e as consequências estão chegando para todo mundo. A economia está funcionando bem, há criação de empregos, o dinheiro girando beneficia a maioria da população.
    Se o problema são os 5 milhões do Lulinha, fale dos 18 milhões do Paulo Cardoso (filho de FHC) na feira de Hanover. fale da Verônica Serra que é dona do site Mercado Livre e tinha uma sociedade com a Verônica Dantas em Miami. E por falar em “Verônica”, a procuradora do Serra Sandra Cureau também é Verônica. Que coincidência! :D
    Nem adianta vir com o papo mole que aponto erros dos outros para justificar. Aqui só se aponta erros de um lado.

    Esse papo-furado de controle da mídia está desgastado. A mídia recebe mais controle dos próprios donos.
    Não minta! Prove algum controle da mídia por parte do governo.

    Pensem, um pouquinho que seja, na distribuição dos royalties do pré-sal. Porque essa riqueza deve ser enviada para o exterior? Porque os acionistas estrangeiros não vendem as ações da Petrobrás?? Já que a empresa é “aparelhada”, “cabide de emprego”, “jurássica”…etc???

    E quem anda precisando de umas palmadas é o vice do Serra. O Indiota da Costa:
    http://www.youtube.com/watch?v=CRG4J99VeMI

    • Bob, você insiste em partir de pressupostos errados, o que acaba por condenar toda a sua linha.

      Por exemplo: de onde você tirou que Bush é meu “ídolo republicano”? Sério, onde foi que eu escrevi isso?! Já afirmei que Obama seria um desastre, mas isso não é endossar Bush. Já disse também que o ex-Presidente americano não era o satã encarnado que tantos pintavam. Daí a tê-lo como “ídolo” vai uma grande – enorme mesmo! – diferença…

      E a sucessão de enganos continua: Eu gosto dos EUA, sim! Acho que existem direita e esquerda, sim! Aliás, sou tão nostálgico que ainda acredito que existem forças comunistas entre nós, hehe… Minha modernidade, como você pode ver, tem limites muito clássicos.

      Sobre partidos políticos, eu até confesso que não gosto muito da maioria… Achos eles uns sindicatos burocráticos, nada mais. Mas é óbvio que me decido por um – ou outro – nas eleições. É do jogo. Não é porque não se tem o melhor vinho sempre à mão, que se dispensa uma cachacinha, diria Lula…

      Não voto em Serra por falta de opção. Voto em Serra porque o considero A ÚNICA OPÇÃO! Quando escolho o Presidente, a primeira pergunta que me ponho é: “Qual garante melhor os princípios democráticos?” Para estas eleições, o único que responde positivamente à pergunta acima é Serra, afinal Dilma, você há de admitir, foi uma terror… ops! “Guerrilheira”…

      Quanto ao cerne do artigo, você comete um pequeno erro de interpretação: eu não defendo que se dê palmadas nos filhos. Defendo, isso sim, que não seja o Estado a decidir sobre isso. Trata-se de algo que diz respeito às famílias – e apenas a elas!

      Não acho que palmada seja o melhor remédio (o que não quer dizer que não se possa recorrer a ela…), mas estou certo de que um bando de burocratas não pode decidir isso por mim.

      Assim, se você quer educar seus filhos sem uma palmada, que o faça! É a sua liberdade individual e a soberania do seu núcleo familiar em ação. E o Estado não tem nada com isso! O mesmo vale para quem acha que uma bela palmadinha de quando em vez pode ajudar também.

      E que se note: estamos falando de palmadas, não de agressão, lesão e/ou violência física. Acho que isso está bem claro, certo? Para coibir brutalidades já há o ECA e, acima dele, o Código Penal.

      Por quê dar palmadas no Lula? Bem, o mensalão serve? “Ah, mas ele fez coisas boas.”, dirão os lulistas. Ué, claro! Mussolini foi o sujeito que mas escolas construiu na Itália, sabiam? Isso escusa os crimes dele? Não!

      Quanto a falar de “A” ou “B”, a resposta é simples: fale você! Estamos num país livre, onde eu posso criticar quem eu quiser, sem precisar pagar pedágio pra patrulha petista. Esse “isentismo” que foi inventado no Brasil no governo Lula não me diz respeito. Não preciso falar de FHC sempre que criticar Lula. Não cedo às exigência da milícia cibernética d’O Partido!

      Você diz: “Prove algum controle da mídia por parte do governo.” Fácil! Que tal a estupidez relacionada aos 45 anos da Rede Globo, que levou a emissora a tirar o comercial do ar?

      No mais, você parece apenas estar cumprindo uma agenda de propaganda eleitoral. O que diabos o pré-sal tem a ver com meu artigo? O que a mídia tem a ver com ele? Mais parece que você só tenta divulgar uma agenda, uma pauta. Cansativo isso…

      Eu lá sei se o pré-sal deve dar dinheiro aqui ou no estrangeiro! Isso é problema das empresas! O que eu sei é que não pode servir de pretexto para a criação da enésima estatal, que abrigará a companheirada incapaz de conseguir mandato nas urnas.

      Putz, você encerra falando do Índio da Costa! Não disse que tudo é parte de uma agenda de campanha?

      • “Voto em Serra porque o considero A ÚNICA OPÇÃO!

        Saindo um pouco do assunto, mas acho que é permitido. Olha, eu já não sei quem é pior , Serra e Dilma. Sinceramente acredito que qualquer um dos dois tem condições de manter esse crescimento e estabilidade conquistado nos últimos anos (embora tenha uma certa dúvida em relação a Dilma), mas os dois são “mais dos mesmo”, e o Brasil precisa mudar para continuar crescendo, e mudar radicalmente, principalmente em relação a educação.

        Sobre as opções que temos, não sei a Marina Silva é a opção ideal, mas pelo menos ela tem propostas novas, foge um pouco do blá-blá-blá dos outros dois. Se você considera Serra como única opção, então veja melhor as propostas da Marina, quem sabe mude de ideia.

        • Tiago, quem acompanha minhas colunas sabe que Serra está longe de ser o candidato dos meus sonhos. Ele é muito de esquerda pro meu gosto.

          Lógico que ele e Dilma como favoritos não é o cenário ideal. Mas as demais candidaturas não são nem um pouco melhores.

          Marina? Não me pega. Bem disse o Reinaldo Azevedo: “ela daria uma ótima candidata a santa. A Presidente, não.”

          Ela só resolveu sair do PT quando sua ideia de política ambiental foi chutada por Lula e sua cúpula. Mas, pergunto: e na época do mensalão? Ela não estava incomodada com “os rumos do PT”? Só doi se incomodar agora?! Sei lá… Parece oportunismo.

          Sem falar que esse discurso salvacionista dela, que criminaliza a produção em nome de um futuro utópico onde cada homem terá o seu “cadinho de terra pra mó de prantá sua roça” parece muito marqueteiro.

          Enfim, não duvido que ela seja melhor candidata que Dilma. Mas, para aquilo que considero importante, não é melhor candidata que Serra.

          • Ok, sobre o fato dela ter saido do PT, concordo que possa ser oportunismo, já que ela saiu do PT para poder ser candidata, já que no PT ela não tinha nenhuma chance.

            Sobre o discurso dela, acho que você não entendeu direito (mas também não sei se o que entendi é o certo). Sustentabilidade não é cada um ter um pedaço de terra para poder ter “uma roça”. Sustentabilidade, basicamente, consiste em não retirar mais do que o planeta nos dá, e recuperar o que foi estragado. E sim, é possível ter lucro e crescer dessa forma. E é crescer dessa forma que se chama crescimento sustentável, e não é isso que a Dilma nem o Serra prometem, ou melhor, é o que prometem, mas o que eles prometem não é desenvolvimento sustentável.

            E a transição que a Marina prega para essa economia sustentável não é para ocorrer de uma hora para a outra, mas também não é para demorar 100 anos. E é ai que está a beleza da coisa.

            Se prestarem bem a atenção nas propostas e discursos da Marina verão que ela não fala somente em meio ambiente. Tem mais do que somente isso, que infelizmente acaba sendo ofuscado pelo assunto “verde”. Como ela disse na sabatina do R7, ela tem “um compromisso visceral com a educação”. É através da educação de qualidade que chegaremos a essa economia sustentável. E é esse o grande diferencial da Marina Silva. Ela parece ser a única candidata que realmente tem um compromisso maior com a educação. E é esse o maior motivo pelo qual votarei nela (e pelo qual votei no Sen Cristovam Buarque em 2006), e não somente por ela defender o meio ambiente (outro assunto que defendo).

            Educação é a chave para que o Brasil melhore. Sem melhorar a educação no país iremos ao caos, e esse processo já começou, vide os noticiários. Melhorando a educação melhoramos a segurança pública, a saúde, a economia, o meio ambiente, a qualidade de vida, a má-educação geral do povo brasileiro, entre muitas outras coisas. Pense um pouco e verão que isso é a lógica.

            OK, já saímos de mais do assunto do post. Me desculpe por isso, e caso queira continuar uma discussão sadia em outro lugar (ou post), ficarei feliz.

            Mas só para matar minha curiosidade, o que é importante para você?

          • Esqueci de escrever uma coisa muito importante: só com um povo educado com qualidade é que conseguiremos acabar com o mair mal de nosso país, a corrupção!!!

  8. Tiago, eu estava sendo irônico ao escrever sobre a ideia de cada homem no seu pedaço de terra. Sei bem que não é este o objetivo final da proposta dela.

    Você entendeu a ressalva ética que faço a ela, não é? Sendo assim, não fica complicado perceber que Marina simplesmente não poderia ser opção para mim. Nem se ela prometesse instituir o parlamentarismo – meu “sonho de consumo”! Quem aceitou o PT do mensalão, mas se chocou com o PT que não preserva o meio ambiente, não serve pra mim. É questão de escolha política.

    Claro que a sustentabilidade é importante! Só não acredito na sucessão de clichês que vejo nos discursos de Marina, como essa espécie de “luta de classes” que ela cria entre produção e preservação. As duas coisas podem caminhar juntas, sem ser necessário demonizar o setor da economia que vem garantindo o tal crescimento fenomenal do Brasil neste governo Lula.

    Você pergunta o que é importante pra mim. Não é complicado dizer: ainda encaro eleição presidencial como escolha de valores, de fundamentos que dirigem ações práticas. Por isso me coloco, acima de qualquer coisa, a questão da estabilidade democrática. Dentre os candidatos, qual abraça verdadeiramente a democracia? A única resposta que vejo é o nome de Serra. E isso elimina os demais e, por conseguinte, encerra a questão, levando-me a votar no tucano apesar das inúmeras ressalvas programáticas que faço a ele.

    Dilma? Impossível! Foi terrorista, e isso não condiz com a democracia. Marina? Esteve no PT até outro dia. Fez eco às vozes puritanas que acusavam “perseguição da direita” na época do mensalão. Não me convence. O resto é o resto.

    Mas além da estabilidade democrática, acho importantes os valores morais – e isso também joga contra Dilma. Sou contra o aborto, por isso não voto em quem o defende. Marina, aliás, também é contra, mas ela perde pontos comigo ao se mostrar relativista, falando em ter que separar a vontade dela do interesse do Estado. Hum… Por que não fala o que acha e pronto? Por que não defende e banca sua decisão?

    • Ok, agora entendi melhor o que você quis dizer. Mais vamos lá, qual politico no Brasil não tem nenhuma ressalva ética? Seria o Serra? Eu acho que não. A começar por declarar menos bens do que realmente possui, e colocar sua casa no nome de sua filha para, digamos, disfarçar (ou esconder) alguma coisa. Em nenhuma publicação que eu li essa história colou. Se ele fosse tão ético qual o motivo então de usar essa artimanha? E por falar na filha de Serra, há outras histórias mal contadas sobre ela, mas vamos parar por aqui.

      Outra ressalva em relação ao Serra, e principalmente ao partido dele, é que eles acabaram com a educação pública no estado de SP. Aprovação automática foi a pior coisa que já inventaram. Parece que acabar com a educação é o objetivo de todo tucano, e eu não quero isso para o resto do Brasil. Ok, isso pode ser só especulação minha, mas não quero correr o risco, já quem em 4 anos de governo o Serra pouco fez de relevante para melhorar a educação no estado. Ser conivente com um ensino público de péssima qualidade para mim é uma ressalva ética.

      Quanto a questão do agronegócio, não é ela que faz essa guerra, mas sim os “empresários” do agronegócio. O que ela prega é exatamente isso: as duas coisas (produção e preservação) podem caminhar juntas. Inclusive ela diz que a produção tem condições de aumentar muito sem derrubar nenhuma árvore a mais, com tecnologias desenvolvidas pela Embrapa. Então, ela não está fazendo uma guerra, ela está propondo uma solução em que todos podem sair ganhando. Por que os empresários não aceitam? Ganância.

      Sobre a estabilidade democrática, concordamos que Dilma (e o PT como um todo) representa um perigo para ela. Só não concordo totalmente que Serra seja tão democrático assim (ele é um tanto autoritário demais pro meu gosto) e que a Marina represente um perigo à democracia. Até hoje não li nem ouvi nada sobre ela que indique que ela possa vir a quebrar a democracia. Tudo bem que ela era petista até pouco tempo, mas nem todo mundo no PT pensa igual, alguns se salvam.

      Em relação aos valores morais, acredito que Marina esteja certa. A vontade de uma pessoa não pode se sobressair ao interesse do resto do país. O presidente do país querer proibir ou liberar o aborto utilizando-se do mesmo mecanismo usado para aprovar a lei da palmada não é nada democrático, e isso vai contra os princípios que você defendeu acima. E ela falou o que acha: ela é contra o aborto, mas ela também acha que não cabe a decisão somente a ela, ou a somente uma outra pessoa. Ao meu ver ela está correta ao pensar assim. Só para que conste, também sou contra o aborto.

      • Tiago, você entendeu melhor mesmo. Mas ainda não entendeu completamente.

        Eu não me refiro nem a ressalvas éticas. A avaliação dos candidatos nestas eleições nem chega a tanto, porque morre já no primeiro quesito. Serra, por exemplo, é apoiado por Roberto Jefferson e Quércia, dois sujeitos que só fazem mal à política. São, guardadas as devidas proporções, os Sarneys de Serra. E, ainda assim, eu estou disposto a votar no tucano. Por quê? Já disse: porque ele é o único que me convence de que a estabilidade democrática será garantida. Cada um decide com base em determinados critérios. Esse é o meu principal critério.

        O resto, é até desnecessário comentar, afinal já virou disputa pra ver quem tem o candidato melhor. Vamos só ficar discordando, sem ir a lugar nenhuma. Você acha Marina melhor? Bom proveito. Eu me contento com Serra mesmo, que está bem aquém daquilo que eu considero ser o ideal.

  9. Amigos,

    Acho que a questão é simples: Muitos de nós levaram palmadas durante a fase de formação do caráter e nem por isso somos necessariamente destemperados ou traumatizados. Os que são, são por outro motivo. Chega-se à conclusão de que palmada não faz mal. Sobre o espancamento, não é necessário um estatuto para que se aponte ele como crime. Sempre foi.

    Resultado: Se a palmada é irrisória e o espancamento já era crime, qual a utilidade da novidade legislativa?

  10. debora anderle says:

    quanto a essa lei, melhor umas palmadas quando criança do que ao crescer nossos filhos apanharem de policiais, não conhecerem os limites porque as vezes as palavras e os exemplos são pouco, não precisa espancar, mas as palmadas anulam malcriações e casos em que vemos pais e professores apanhando e sendo vítimas dos FILHOS DO BRASIL.

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