Coluna do dia: A educação infantil e as explicações dos desvios de conduta

Em 07/02/2010 Comente »

Por Jessica Riegg*

A todo momento vemos matérias envolvendo violência e jovens, além de várias mortes provocadas por esses “pirralhos” que mal sabem o que estão fazendo. Vemos na nossa frente a juventude se tornar completamente diferente do que fomos…

Muitas vezes os pais culpam os professores por não educarem bem os filhos, mas ao mesmo tempo reclamam quando uma atitude incorreta é punida. Reclamam de tudo, mas não se lembram do mais importante: quem deve educar não são os professores e nem as babás, e sim os pais!

Alguns desses “irresponsáveis” deixam os filhos soltos nas ruas à noite, até a hora que desejarem. Vemos cada dia mais crianças de 12, 13 anos que ficam na rua até meia noite, ou mais, e nunca fazendo coisas produtivas. O que os pais alegam é que não tem mais jeito. Fico inconformada de ver que esses pais realmente acham que não há mais solução e que os adolescentes sabem o que é melhor para vida deles… Com 12 anos de experiência…

Bom, o que acontece depois é que com a falta de punição severa dos pais, esses garotos vão para a marginalidade e são punidos pela Justiça. E quando são presos e seus responsáveis são chamados, ninguém sabe como isso tudo aconteceu, o que a causou os desvios de conduta…

Depois culpam o governo, afirmando que suas políticas são fracas e ineficazes. Alegam que as escolas deveriam ser integrais para que eles trabalhem o dia inteiro, e a escola crie essas crianças… Realmente faltam mais ações do governo na educação, mas nem tudo pode ser culpa dele!

Pais, fiquem em alerta! Cuidem dos seus filhos desde que eles nascerem, eduquem-nos e nunca desistam de tentar ensiná-los alguma coisa! Nenhum filho está totalmente perdido, desde que seja bem orientado pelos pais.

As chances de ter um filho perdido para o crime são bem menores quando ele é bem educado e monitorado. Mas essa educação vem dos pais, e nunca da Justiça ou dos professores.

*Jessica Riegg é colunista do Perspectiva aos domingos e escreve diariamente no Twitter em @jessicariegg

5 comentários

  1. Fernanda Bulhões says:

    Jéssica,
    Parabéns!! pelo post.
    Concordo com você. Muitos colocam a culpa na justiça, nas leis.No entanto boa parte da violência,impunidade,enfim.. é culpa nossa!
    Nós como sociedade somos responsáveis por boa parte das coisas que acontecem. Infelizmente muitos só mudam o modo de pensar,agir quando os problemas atinge alguém próximo,da família.
    Temos que ter a noção que a família é a base de tudo. Para termos uma boa formação devemos ter educação e principalmente amor,carinho e compreensão.Sentimentos esses tão esquecidos,atualmente e levados com muita insignificância por muitos.
    Por fim ,tenho certeza que o caminho para diminuímos as grandes mazelas sociais é ter consciência do que representamos como filhos,pais,amigos,sociedade.Educação,amor,respeito e compreensão nunca é demais. Mas sim fundamental.

  2. Marco Reis says:

    A presença e zelo dos pais é, de fato, uma condição necessária à maturação e desenvolvimento responsável das crianças. Não é, contudo, condição suficiente.

    De resto, a autora vislumbra dois aspectos importantes: a) Será que o Estado tem mesmo a obrigação de educar nossos filhos? Duvidoso.
    b) Culpar o governo por isso é o que há de mais desgraçado nisso tudo. Essas são as mesmas pessoas que reclamam da ineficiência óbvia do Estado, mas não perdem a oportunidade de comercializar seus interesses quando das eleições em usca de um padrinho (pensando bem, não só durante as eleições).

    • Marco,

      Obrigado pelo comentário.

      Concordo. A destruição que a família vem sofrendo pesa muito mais do que a qualidade da educação formal, embora esta deva, claro, melhorar.

      Volte sempre!

  3. Lucho says:

    Excelente texto.

    Acho que a maior culpa vem desses pedagogos e pedagogas (que na verdade são “pedabobos” e “pedabobas”), psicólogos e psicólogas e demais “profissionais” que lidam com crianças.

    São esses “profissionais” que dizem que crianças nunca devem ouvir um não, ou que nunca devem ser contrariadas, ou que os país devem atender a todas as necessidades dos filhos, e que acham que adolescentes de 14, 15 e 16 anos não têm “consciência dos seus atos”, ou não sabem o que fazem e que, por isso, não devem sofrer qualquer tipo de punição.

    A pouco tempo eu li uma frase que tem tudo a ver com o que está no texto. A frase é: “Todo mundo se esforça para deixar um mundo melhor para os filhos, mas ninguém se esforça para deixar filhos melhores para o mundo”.

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