A ótima recepção, pelo PT mineiro, da ideia de se aliar ao PRB a nível estadual para apoiar a candidatura do Vice-Presidente José Alencar ao Senado fez com que começasse a ser cogitado que o projeto passasse do Senado para o governo estadual.
Não se trata apenas de Alencar ser um nome fortíssimo em Minas, tanto por sua trajetória e por seus posicionamentos, quanto pela “admiração cívica” – como descreveu Michel Temer – que o modo como Alencar enfrenta o câncer gerou na população mineira e brasileira em geral, mas também do fato de o nome de Alencar ser uma alternativa boa à necessidade de escolha entre o Ministro Patrus Ananias e o ex-Prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, ambos postulantes petistas à indicação ao governo mineiro.
A relação entre os dois parece amistosa sob os holofotes. Mas é tão ruim que dizem que Pimentel, próximo de Dilma, teria vetado o nome de Luiz Dulci para a coordenação da campanha da Ministra por este ser próximo de Patrus.
Pimentel não aceita ceder em favor de Patrus. Patrus não aceita ceder em favor de Pimentel. Mas ambos aceitam abrir mão da pretensão estadual em benefício de José Alencar.
Portanto, conclui-se que a solução para a disputa interna petista em Minas é difícil de atingir. Alencar, nome forte e consensual, que motivaria a abdicação de ambos os pretendes petistas, pode ser a solução.
Além disso, seria o palanque forte que Dilma necessita em Minas, estado que pode decidir a eleição em outubro, já que a liderança do PT no Norte e no Nordeste e a do PSDB no Sul, no Centro-Oeste e em São Paulo já estão consolidadas, enquanto o Rio tem tudo para gerar algo próximo de um empate.
O Vice-Presidente seria ótimo candidato, por sua força, para tentar neutralizar a influência do tucano Aécio Neves nesse estado decisivo.
Vale ressaltar, também, que se Alencar deixar a disputa pelo Senado para se dedicar à luta pelo governo, as eleições de Itamar Franco e Aécio Neves para o Senado por Minas são favas contadas.
Resta saber se Alencar desejará e se a saúde permitirá. E também onde afinal será acomodado Hélio Costa, cogitado para ser Vice de Dilma, que também pleiteia a candidatura governista em Minas.
Além disso, se o PT, através de Alencar, conseguir resolver a disputa interna pela vaga de candidato a Governador, provavelmente terá que administrar algum tipo de briga pela vaga de Vice do atual Vice-Presidente, afinal, por questões de saúde ele poderia ter que passar o bastão para seu Vice em diversos momento, fazendo aumentar a pretensão pelo cargo.
O Perspectiva acompanhará de perto.












Bruno, acho que o nome do Zé Alencar, hoje em dia, seria consenso até para a presidência da República. Falta-lhe saúde, no entanto, não acha? Olha, também acho que Minas é um estado decisivo, discordo apenas em relação ao Rio. Por uma série de fatores (histórico do PT em eleições passadas, palanques mais fortes, uma certa rixa em relaçao a paulistas), acho que Dilma é favorita a vencer aqui.
Alexandre,
Obrigado pelo comentário.
Com certeza há consenso em Minas. Para a presidência não sei. Talvez seria mais forte que Dilma, mas enfrentaria um Serra forte de qualquer jeito.
Sobre o Rio, concordo que Dilma pode vencer sim. Mas não de muito. Seria um “empate”.
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Para mim o nome Jose Alencar, é um concenso e de bom agradado para qualquer governo. Ele é um nome forte em minas e no país.
Washington,
Obrigado pelo comentário.
Se sair para o Senado, Alencar está eleito.
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