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In: 01. Análise Política| 02. Corrida 2010| Eleições Estaduais| Geraldo Alckmin| José Serra| PSDB| São Paulo
2 Feb 2010
Lembrou bem o colunista Ilimar Franco que, mesmo renunciando ao governo paulista em março, desincompatibilizando-se para concorrer à Presidência, o Governador José Serra poderia, ainda assim, tentar a reeleição em São Paulo.
Afinal, a renúncia apenas representará que Serra não governará São Paulo de abril a dezembro, não impedindo que ele concorra ao mesmo cargo em outubro. Isso quer dizer que enquanto não ficar definido oficialmente o candidato tucano à Presidência, o que se dará em junho, Serra terá, mesmo fora do governo paulista, as duas portas abertas: A da reeleição e a da Presidência.
O Governador, mesmo saindo no fim de março, terá abril, maio e junho para se decidir. Ao renunciar, não deixa a porta da Presidência se fechar, mas não tranca a da reeleição. Ganha tempo para postergar seu posicionamento final.
Acontece que a oposição não quer indecisão. Quer que Serra assuma-se candidato a Presidente o quanto antes. No máximo quando se desincompatibilizar. Serra sabe disso. E sabe também que se esperar até junho para escolher entre uma nova tentativa em São Paulo e uma nova tentativa nacional, terá automaticamente optado por São Paulo, pois Dilma já terá passeado muito tempo sozinha pelo noticiário para que a oposição ainda tenha chances.
A aliança PSDB-DEM-PPS, aliás, quer acabar com esse desfile o quanto antes. Deseja ter um candidato identificado como tal e pressiona Serra. O Governador reluta, seguindo a tese de que se esperar, enfrentará Dilma, enquanto se entrar agora na disputa, competirá com a imagem de Lula, aparentemente invencível.
Não se sabe ao certo qual tese é mais correta. Fato é que Dilma tem crescido nas pesquisas e que Serra, se não cai muito, também não decola de vez rumo à vitória no primeiro turno.
A oposição acredita na vitória, pois sempre soube que Dilma chegaria aos 30% e por confiar que as vantagens de Serra em um primeiro turno sem Ciro e em um possível segundo turno ainda são consideráveis.
Mas quer definição já. Não quer indecisão.
Não quer nem ouvir falar em Serra ter as portas da reeleição em São Paulo abertas até junho.
Quer esquecer essa possibilidade. Quer um candidato firme. Quer a raia tucana da corrida paulista aberta para Geraldo Alckmin, que agradece.
2 Responses to Análise: Mesmo renunciando, Serra pode manter porta da reeleição em SP aberta, mas oposição não quer indecisão
Alexandre Campbell
February 2nd, 2010 at 14:04
Discordo do Ilimar. Acredito que se renunciar ao governo de São Paulo, faz por gesto, ainda que não por palavras, a oficialização da sua candidatura presidencial. Mesmo que legalmente possa ainda concorrer em São Paulo, faltaria argumentos que justificassem esse recuo, ainda mais que o PSDB hoje, com a desistência de Aécio, tem apenas um pré-candidato, Serra.
Bruno Kazuhiro
February 2nd, 2010 at 20:08
Alexandre,
Obrigado pelo comentário.
Concordo. Mas Ilimar, assim como eu, falou do âmbito legal.
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