Arquivo de 02/2010

2ª Coluna do dia: A fúria da natureza – Negligências e consequências

28/02/2010

Por Jessica Riegg*

Um tema recorrente nos jornais e nas conversas em rodas de amigos atualmente vem sendo a fúria com que a natureza está agindo. Vemos a todo momento terremotos como o do Haiti que matou milhares de pessoas em fevereiro, chuvas em vários locais que acabam com plantações e deixam centenas de pessoas desabrigadas.

Os  últimos episódios dessa “fúria” foram o alerta de tsunami no Japão ontem (28), as chuvas que atingiram a Europa e o terremoto no Chile que pôde ser sentido até no Brasil.

É louvável ver que a tecnologia nos permite prever tsunamis, terremotos e grandes quantidades de chuva, mas o que me entristece é ver que as autoridades, mesmo sabendo desses desastres, fazem pouco para evitá-los.

É praticamente óbvio, e a maioria dos especialistas afirmam, que a natureza está “revoltada” e, talvez por isso, mais catátrofes atingem hoje a Humanidade e o nosso planeta Terra. Tantas atitudes poderiam ser tomadas como promover a reciclagem, evitar a poluição e priorizar energias limpas, mas o que as autoridades querem é o crescimento dos países, sem se incomodarem muito com os efeitos disso.

Há quem diga que o problema está nos países desenvolvidos (é claro que eles são os que mais poluem), mas se os países subdesenvolvidos fizessem a sua parte poderiam cobrar mais destas nações que se acham superiores.

Aliás, quem somos nós para exigirmos algo, já que usamos petróleo diariamente, raramente fazemos reciclagem e usamos usinas hidrelétricas para abastecer nossos computadores e televisões com energia. Precisamos dar o exemplo e começarmos a cobrar mais dos nossos governantes para garantir um futuro para nossos filhos e netos ou até – em casos mais graves – para que tenhamos onde morar e o que comer.

Comece agora!

*Jessica Riegg é colunista do Perspectiva aos domingos e escreve diariamente no Twitter em @jessicariegg

Coluna do dia: Egito, terra de contrastes (Diário de Viagem do Perspectiva Política – Parte II)

28/02/2010

Por Matheus Passos*

Após uma pequena “parada técnica” durante o carnaval, período em que aproveitei para visitar minha família em Minas Gerais (já que esta é praticamente a única época do ano em que posso visitá-los com tempo), retorno ao Perspectiva Política com minha segunda postagem sobre minha viagem ao Egito. Para aqueles que ainda não leram, a primeira postagem pode ser vista aqui.

O primeiro ponto que gostaria de destacar se refere aos aspectos econômicos do dia a dia do Egito.

Nós, brasileiros, quando comparados com os egípcios, somos ricos. É claro que existe pobreza aqui no Brasil, da mesma forma que existe riqueza no Egito. Contudo, a impressão que tive no dia a dia da viagem é a de que eles vivem com muito menos do que a classe média brasileira.

Por exemplo: comer em uma filial do McDonald’s por lá é coisa “de rico”, foi o que me falaram várias pessoas. Imagino ser necessário “dar um desconto” a respeito de tal informação, mas na prática o que vi foram egípcios com sapatos fechados (tênis, sapatos ou algo do tipo) no McDonald’s, enquanto a maioria dos transeuntes usava uma sandália de couro nas ruas. O que vi foram pessoas vestidas com tecidos e cortes melhores em comparação com aqueles que estavam do lado de fora.

Outro exemplo: quando conversei com o capitão de uma felucca em Aswan e disse ao mesmo que estava gastando por volta de dez dólares por dia com alimentação (incluído nesse valor almoço e jantar/lanche, pois o café da manhã estava incluído na diária do albergue), o mesmo disse que eu era rico e que devia estar comendo nos lugares errados, pois estava muito caro. Alguns dirão que Aswan é uma cidade “pequena”, “do interior”, e que por isso os preços são baratos mesmo. O que dizer então do Cairo, capital do Egito e uma das maiores cidades do mundo, na qual eu gastava por volta de quinze dólares por dia indo a restaurantes egípcios?

Mais um exemplo: os táxis no Egito são extremamente baratos quando comparados com o preço dos do Brasil (ou, pelo menos, com os daqui de Brasília). Quando visitei Dahshur e Saqqara, contratei um táxi pelo dia inteiro para fazer uma viagem de mais ou menos 120 km naquele dia, com o táxi ficando à minha disposição o dia inteiro, e paguei o equivalente a cinquenta reais. Aqui em Brasília, dependendo do trânsito, uma ida da rodoviária ao aeroporto custa trinta reais, em um trajeto de 15 km.

O segundo ponto diz respeito à política egípcia e à idolatria que eles têm em relação ao atual Presidente, Hosni Mubarak. Não tive muito contato com a mídia egípcia, até porque a maioria está em árabe, mas pelo pouco que percebi nos jornais impressos e televisivos em inglês, não há absolutamente nenhuma crítica ao Presidente. Da mesma forma, as poucas pessoas que aceitaram conversar sobre Mubarak comigo foram “só elogios” ao mesmo, afirmando sempre que ele está fazendo o melhor para o país e que se não fosse por ele a situação egípcia seria muito pior. Neste sentido, é difícil para eu chegar a uma conclusão pois sabe-se que o Egito, apesar de ter formalmente um sistema democrático – com a possibilidade de existência de vários partidos e com a possibilidade de vários candidatos à Presidência – é, na prática, uma ditadura, o que, somado com o curto período de estadia, dificulta a observação efetiva da realidade política do país.

O terceiro ponto de destaque diz respeito ao aspecto religioso – que, na verdade, me pareceu dominar os dois anteriores. Como se sabe, o Egito é um país islâmico, com mais de 90% de sua população se identificando como muçulmanos, e os princípios desta religião ditam o dia a dia do egípcio. Cinco vezes ao dia ouve-se o chamado às orações islâmicas – com a primeira delas acontecendo geralmente ainda de madrugada. O resultado disso é que tais chamados acabam por estruturar e regular tudo, desde os negócios – não foram poucas as vezes em que uma lanchonete estava fechada no meio da tarde para que os trabalhadores rezassem – até o divertimento – não pude visitar certas áreas do templo de Kom Ombo, por exemplo, porque os guardas responsáveis por tais áreas estavam rezando.

A religião tem papel fundamental também na arquitetura egípcia: para todo lugar que se olha, há um minarete. Especificamente no Cairo, há a área chamada de “Cairo Islâmico” – a parte antiga da cidade – na qual estão presentes mais de 800 monumentos históricos, grande parte deles mesquitas com seus inúmeros minaretes. Estar nessa região no momento das orações é algo completamente diferente daquilo que eu estava acostumado no que se refere a “orações”, porque todas as mesquitas soam ao mesmo tempo, tornando a área realmente ensurdecedora.

A religião desempenha, ainda, importante papel na definição das relações sociais entre homens e mulheres. No metrô do Cairo, dois vagões de cada composição são exclusivos para mulheres, e nos demais vagões as mulheres deveriam entrar apenas acompanhadas (digo “deveriam” porque, na prática, isso não aconteceu o tempo todo). Como se sabe, o Islamismo define que as mulheres andem pelas ruas com os cabelos envoltos em um véu, com a justificativa de que isto impede os homens de terem pensamentos libidinosos e cometerem alguma besteira. Assim, era extremamente interessante (e diferente) ver mulheres andando completamente cobertas nas ruas – cheguei a ver algumas que estavam de óculos escuros, impedindo-me de ver até mesmo os olhos – em pleno sol de meio-dia –. Apesar de em janeiro ser inverno no Egito, as temperaturas de dia chegavam aos 25, 28 graus.

É necessário falar também sobre a importância da religião no que diz respeito aos crimes de rua. Tenho uma câmera digital semi-profissional e andei com a mesma pendurada no pescoço durante todo o período em que estive no país. Logicamente, isto não significa  andar com a câmera em uma rua sem iluminação às 2 h da manhã, mas quero dizer que podia ir a qualquer lugar sem correr nenhum perigo de ser assaltado. Senti-me muito mais seguro ao caminhar em Aswan ou mesmo nas partes mais pobres do Cairo com a câmera no pescoço do que me sentiria aqui em Brasília de dia. Sem dúvida a presença policial – constante em todos os lugares turísticos – ajudava a coibir qualquer tentativa de roubo, mas a religião também tem esse papel, como pude perceber em diversas conversas a naturalidade com que eles diziam que não se deve furtar porque Alá não permite e/ou porque no Corão está escrito que isto não deve ser feito.

Por fim, gostaria de destacar uma última impressão que tive no que diz respeito à união destes três itens – economia, política e religião: parece-me que o Egito está em uma encruzilhada. Por um lado há a forte presença dos princípios islâmicos em todas as esferas sociais, mas por outro o país precisa ser receptivo aos turistas – uma das suas maiores fontes de renda – e, para isso, às vezes é necessário passar por cima de alguns princípios. Notei uma tensão extrema entre os princípios religiosos, por um lado, e os interesses mundanos, por outro, e talvez seja isso que torne o Egito um país extremamente interessante de ser visitado.

*Matheus Passos, escrevendo excepcionalmente em um domingo, é colunista do Perspectiva Política aos sábados, cientista político, editor do blog Pensar Politicamente e escreve no Twitter em @mpassosbr.

Cabral: Imagens falam mais do que mil palavras

26/02/2010

 

Sem comentários. Apenas imagens.

Tirem suas próprias conclusões.

Manifesto é criado para pedir uma única coisa: Serra e Aécio juntos em 2010

26/02/2010

Foi criado na internet um manifesto que visa apenas um objetivo: Conseguir a união de José Serra e Aécio Neves. É o Manifesto Serra-Aécio.

Obviamente, o desejo é o de que a chapa presidencial da oposição traga os dois tucanos: Serra para Presidente e Aécio para Vice.

Diz o manifesto:

“Os caminhos de um país continental como o Brasil devem ser traçados sem qualquer concessão ao maniqueísmo, ao espírito salvacionista, a acordos eleitorais espúrios e imediatistas. Devem se amparar em idéias e projetos reais, factíveis, democráticos, éticos, e se sustentar no espírito público.

Nesse sentido,conclamamos os governadores José Serra, de São Paulo, e Aécio Neves, de Minas Gerais, a comporem uma chapa para disputar o próximo pleito presidencial. Em poucos momentos da história é possível unir duas lideranças ilibadas e representativas em torno de um projeto nacional democrático e progressista, vivemos um deles.

Serra e Aécio, nos cargos públicos que ocuparam, e ao longo dos anos, deram demonstração de competência, vocação pública e de compromisso com mudanças. Para dirigir o Brasil não precisam apresentar credenciais, já estão prontos, pois são o resultado do que tem de melhor a experiência política nacional nos últimos 20 anos.”

 9 entre 10 analistas afirmam que esta aliança seria praticamente imbatível em outubro, independentemente da força de Lula e da exibição diária de Dilma nos jornais e na televisão.

Enquanto isso, alguns dizem que, nos bastidores, os aliados de Aécio têm afirmado que a chapa pode acabar saindo. Estaria faltando apenas uma coisa importantíssima:

José Serra assumir a candidatura.

Marina Silva ganha força na internet

26/02/2010

A candidatura de Marina Silva à Presidência, se não decola nas pesquisas, ganha força na internet, no estilo Barack Obama.

O anseio por mais ética e moralidade na política – que um dia já se traduziu em votos para Lula – encontra ressonância na rede internacional de computadores e os grupos que se organizam em torno desta questão têm defendido o nome de Marina.

A Senadora acreana é vista como a “diferente de tudo que está aí”. Além disso, tem biografia admirável, ficha ilibada e passado limpo.

Uns acusam a candidatura de Marina de ser linha auxiliar da oposição. Outros juram de pés juntos que a ex-Ministra do Meio Ambiente não teria capacidade de presidir o País por ser um tanto monotemática.

Contudo, a verdade é que Marina é, sim, alvo das expectativas dos mais idealistas que, por natureza, não desistem fácil quando são frustrados, apenas redirecionando suas esperanças para outra pessoa.

Sendo assim, os movimentos pró-Marina têm se espalhado e se fortalecido na internet. Embora não sejam fenômenos de visitação, fazem um bom trabalho e têm sua relevância.

O Perspectiva, por exemplo, já disse – e repete – que apoiará Marina Silva para a Presidência.

Eu marinei. E você?

2ª Coluna do dia: As verdades não ditas da história

26/02/2010

Por Felipe Liberal*

O Negro:

Em 1936, o país natal do todo poderoso Adolf Hitler foi derrotado pela seleção peruana de futebol. Três gols peruanos foram anulados e também a partida, no dia seguinte. No fim de tudo a Áustria ficou com a prata e a Itália, de Mussolini, com o ouro. O Peru voltou pra casa. Ainda bem que isso não acontece mais hoje em dia.

O Latifúndio:

No rio chamado Massacre, que divide a República Dominicana do Haiti, aconteceu o maior dos espetáculos. Em 1937, caíram assassinados a golpes de facão milhares de negros haitianos, que estavam trabalhando no lado dominicano. Quem mandou matar? O generalíssimo, branco, com cara de rato, Rafael Leónidas Trujillo. Após 73 anos, a empresa dominicana ainda não ficou sabendo. Ainda bem que isso não acontece mais hoje em dia.

Mapa- múndi:

Yalta, fevereiro de 1945. Churchill, Roosevelt e Stálin decidiram o futuro de vários países que levaram anos para ficar sabendo. Três grandes homens, a santíssima trindade do pós-guerra. Ainda bem que isso não acontece mais hoje em dia.

Natureza:

Tem um provérbio que diz que ensinar a pescar é melhor que dar o peixe. O bispo Pedro Casaldáliga, que vive na região amazônica, diz: “A ideia é genial, mas o que acontece se alguém compra o rio, que era de todos, e nos proíbe de pescar? Ou se o rio se envenena, e assim se envenenam seus peixes, pelos tóxicos que jogam nele? Ou seja: o que acontecerá se acontece o que está acontecendo?”

Tó:

Em 2003, os Estados Unidos da América dizimaram milhares de famílias no Iraque. Tudo por culpa de um erro divino, que colocou o petróleo sob os pés dos árabes. Mas não foram só vitimas de carne e osso: Várias relíquias arqueológicas foram transformadas em areia fina após os bombardeios. Entre elas, algumas tábuas de barro. Uma destas tabuas dizia: Somos pó e nada. Tudo que fazemos não é mais que vento.

*Felipe Liberal, escrevendo excepcionalmente em uma sexta, é colunista do Perspectiva Política às quintas e escreve no Twitter em @felipe_liberal

Coluna do dia: Desumanidade no Caribe – Lula e os Castro ignoram o sangue

26/02/2010

Por Yashá Gallazzi*

Os leitores sabem o que é a Comunidade de países Latino-Americanos e do Caribe? Não? Bom, não tem muito problema. Mesmo os criadores dela não saberiam explicar com precisão o que ela representa, ou quais os seus objetivos práticos.

Assim, de bate pronto, eu poderia dizer que se trata de mais um fórum “pobrista” e terceiro-mundista, destinado a emprestar apoio político a facínoras como Hugo Chávez, Cristina Kirchner, Evo Morales e Rafael Correa. Uma espécie de lupanar do atraso latino, onde um bando de gente empoeirada pelos escombros do Muro de Berlim se rende a convescotes com os irmãos Castro, os dois maiores assassinos da história das Américas, ao mesmo tempo em que cobram mais democracia da democrática Honduras.

Mas essas seriam apenas elucubrações minhas. Na realidade, a tal comunidade serviu apenas para referendar o regime sanguinário de terror que matou Orlando Zapata Tamayo. Por enquanto, entenda-se… Em pouco tempo, é bem provável que a escória das Américas – com raríssimas exceções – precise se juntar para justificar as mortes provocadas por Chávez e por Morales. Afinal, sabemos que a utopia preferida dessa gente sempre foi construir o “novo homem” por meio do homicídio desenfreado.

Orlando Zapata era aquilo que se convencionou chamar de “preso de consciência”, ou seja, foi encarcerado pelos Castro porque se declarava contrário ao regime comunista que oprime aquela pobre ilha há décadas. Os irmãos assassinos, seguindo o exemplo de todos os regimes comunistas que os antecederam, trataram de pegar Zapata e de atirá-lo na prisão, ao lado de outros tantos “contra-revolucionários burgueses”. Julgamento? Devido processo legal? Ah, isso é invenção da “classe dominante”, não é? Os humanistas da “causa libertadora”, sabemos, preferem coisas mais rápidas, como os expurgos.

Zapata deu início a uma greve de fome, em protesto contra sua prisão e contra os maus tratos que os prisioneiros estavam recebendo. Privado até mesmo da água, Zapata viu seus rins entrarem em colapso e condenarem seu corpo ao apodrecimento ainda em vida. Ele morreu na última terça-feira, exatamente quando Lula partia para a Ilha dos Castro, a fim de bajular um pouquinho a múmia de Fidel Castro.

Por que Zapata protestou contra os “libertadores de Cuba”? Por que se recusou a ver as maravilhas que aquele paraíso da igualdade fornecia a toda a população? Bem, provavelmente porque é um desses “sujeitos burgueses” que gosta de zelar pela própria higiene pessoal…

Em Cuba, costumo dizer, há duas prisões: uma, administrada pelos Estados Unidos, onde os presos recebem papel higiênico regularmente; a outra, que corresponde exatamente ao restante da ilha, onde o único papel fartamente à disposição do povo é aquele usado para imprimir os discursos de Fidel Castro.

O socialismo, assim como o comunismo, é assim: começa prometendo salvar o homem, e termina negando ao homem o direito de cuidar do próprio asseio…

Ao ser questionado sobre o assassinato de Zapata, Raúl Castro saiu-se com o seguinte – se me permitem – “raciocínio” (do Estadão Online):

“‘Lamentamos muitíssimo (a morte). Isso é resultado dessa relação com os Estados Unidos’, disse Castro, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que visita Cuba. Castro disse ainda que muitos outros cubanos também haviam morrido vítimas do que chamou de ‘terrorismo de Estado’, que seria, segundo ele, praticado pelo governo americano”.

Pois é… Um sujeito é preso – e acaba morto! – só por discordar do regime castrista, e a culpa é de quem? Dos americanos, é claro! Sim, vocês entenderam direito. Os americanos, esses demônios do mundo. Segundo o assassino cubano, o país onde os adversários de Bush podiam protestar sem serem presos, onde os “Tea Party” podem protestar sem serem presos, é culpado pela prisão dos oposicionistas de… Cuba!

Não fica difícil entender por que essa canalha é aliada de Hugo Chávez, afinal, o venezuelano acusa os americanos de terem uma “máquina de provocar terremotos”… Sim, é isso! Varram os EUA do mapa, e pronto: o mundo ficará livre de problemas, e seres pacíficos e humanos como Chávez e os Castro poderão ditar as regras. Que tal?

É esse sujeito que Lula foi paparicar quando da criação daquela comunidade vagabunda e filoterrorista! É com essa escória que o governo petista obriga o Brasil a se relacionar, estuprando os princípios da liberdade e vilipendiando os valores democráticos. São o lixo da Humanidade! O que há de pior e de mais rasteiro dentro da cadeia alimentar.

Como é possível que, ainda hoje, grande parte dos políticos brasileiros – e considerável parte da imprensa nacional – ainda consiga tratar com condescendência o regime cubano? Estamos falando de uma ditadura que matou diretamente cerca de 17 mil pessoas!

Isso, meus caros, faz os militares brasileiros parecerem moleques travessos… E nem estou mencionando os 83 mil que morreram tentando fugir daquele “paraíso terrestre”, afinal, deixar a ilha sem autorização d’O Partido é algo punido com a pena de morte! Lembro de Kennedy: “Podemos ser culpados de construir muros para manter nossos inimigos de fora. Mas não precisamos construir muros para manter nossos cidadãos presos aqui dentro.” Brilhante!

Em qualquer democracia séria, a amizade entre Lula, o PT, Dilma Rousseff e Franklin Martins com os irmãos Castro seria motivo suficiente para o desaparecimento político deles. Aqui, ao contrário, o PT tem boas chances de fazer o próximo Presidente, na esteira da popularidade estupenda que o Presidente atual, um esteio moral do castrismo, ostenta.

Somos uma vergonha para as democracias do mundo. Não apenas o governo Lula. Não apenas a esquerda rasteira e terrorista que até hoje vegeta no Brasil. Mas o País todo! Os cidadãos que votaram em Lula duas vezes e que, não satisfeitos, concedem a ele uma aprovação indecente, suja pelo sangue de Zapata – e de outras 100 mil vítimas inocentes. Deus tenha piedade de nossas almas…

*Yashá Gallazzi é colunista do Perspectiva Política às sextas e editor do blog Construindo o Pensamento

PSDB pode atrair PMDB para aliança no Paraná: Tanto com Álvaro Dias como com Beto Richa

25/02/2010

Recentemente, disse o Perspectiva:

“Tanto Beto Richa como Álvaro Dias podem disputar o governo paranaense. Ambos têm condições. Os dois desejam a indicação do PSDB.

Acontece que o diretório estadual do partido escolheu Richa, atual Prefeito de Curitiba, como pré-candidato tucano ao governo do estado.

Álvaro Dias, como era de se esperar, chiou. Mas não apenas chiou. Apresentou argumentos para comprovar que a decisão a favor de Beto Richa é equivocada.

[...]

Para completar, Álvaro ainda alega que poderia atrair o PMDB, ao contrário de Richa, e lembra que sua candidatura não faz o PSDB perder nada, enquanto a de Richa entrega a Prefeitura de Curitiba para o Vice-Prefeito, Luciano Ducci, que é do PSB de Ciro Gomes.”

Confiram agora o que diz o colunista Ilimar Franco sobre o quadro da sucessão paranaense:

“No Paraná, o PMDB negocia apoio tanto ao palanque de Dilma Rousseff quanto ao de José Serra. O partido deve lançar Orlando Pessutti ao governo do estado, mas o governador Roberto Requião propôs acordo informal ao candidato do PSDB, Beto Richa.

Os tucanos não lançariam Gustavo Fruet (PSDB) ao Senado para apoiar Requião. Ele fez a mesma proposta ao candidato Osmar Dias (PDT), mas o PT não aceita rifar a candidatura de Gleisi Hoffman ao Senado.”

As informações trazidas por Ilimar não são suficientes para confirmar uma aliança, seja com o governo ou com a oposição, mas dão a entender que o argumento do Senador Álvaro Dias de que só ele seria capaz de atrair o PMDB, ao contrário de Beto Richa, não procede.

Aparentemente, basta que o PSDB abra mão da candidatura ao Senado de Gustavo Fruet e apóie Roberto Requião para que o PMDB apóie a candidatura tucana no Paraná e faça palanque para José Serra.

Fruet não deve estar muito satisfeito.

Coluna do dia: Reflexões sobre o politicamente correto e a liberdade da palavra

24/02/2010

Por Raphael Machado Silva*

Todo pensar se dá por meio da Linguagem. Ao longo dos tempos o ato de ‘dar nome aos entes’ tem sido o meio pelo qual o Homem integra um dado ente à sua Macro-Estrutura Cultural. Assim, as coisas existem para o Homem na medida em que elas possam ser representadas por signos linguísticos. A apropriação do ente pelo Homem por meio da Linguagem possui necessariamente um caráter coletivo, como o próprio Homem, o qual é reforçado pelas instituições sociais responsáveis por integrar um indivíduo na Macro-Estrutura Cultural.

A partir de então, todo o pensar do Homem sobre um ente integrado na Macro-Estrutura Cultural jamais será um pensar sobre o próprio ente, mas sobre a ‘Palavra’, o ‘termo’, o ‘signo’, o qual representa o ente, e que é apreendido culturalmente pela coletividade ao longo das gerações. Os limites do pensar humano são, portanto, os limites de sua linguagem. A Linguagem, por isso, não é apenas resultado de uma construção cultural coletiva, mas é ela própria fator de orientação e determinação da Cultura e Destino de um Povo, na medida em que representa absolutamente determinados valores, ideais, inclinações e aspirações.

Altera-se a Linguagem de um Povo, seja pela adição ou supressão de certas palavras, ou pela alteração das semânticas das palavras, e todo seu pensar, sentir e viver se verão radicalmente alterados. A Linguagem não é um mero instrumento de trocas, como sem dúvida supõem todos os pragmáticos, materialistas e racionalistas, mas mais do que os outros elementos culturais, é ela a própria fundação sobre a qual se ergue uma Civilização. Como afirmava Heidegger: ‘A Linguagem é a casa do Ser.’

Ab initio, por isso, toda iniciativa de se realizar qualquer alteração na Linguagem de um Povo, qualquer intromissão em seu ‘dicionário oficial’, já deveria ser vista com a mais intransigente e provinciana suspeita e aversão. Só deveria ser permissível uma tão audaciosa e perigosa iniciativa, após a realização e a autorização de um ‘Conselho de Sábios’, composto por filósofos, psicólogos, teólogos, sociólogos, antropólogos e todos os maiores especialistas do ‘Espírito’ humano, onde se verificaria com anos e anos de estudo exatamente que efeitos teriam tais alterações sobre a totalidade das experiências existenciais humanas.

Infelizmente, porém, isso é inconcebível quando os povos são governados por trôpegos e abismados proletários, ou por burgueses usurários e glutões. É completamente evidente que alterações com vistas a ‘simplificar’ uma Linguagem, ou ‘integrar e aproximar os povos’ terão inevitavelmente como efeitos a própria mediocrização do pensamento e o desenraizamento cultural dos povos vítimas dessa violência humana, demasiado humana.

Mas há males muito mais insidiosos na manipulação da Linguagem, principalmente no que concerne à semântica das palavras. Ocorre que, se as palavras por sua natureza como representativos símbolicos de entes, inclusive de Idéias, é garantidamente possível se realizar uma pesada e totalitária doutrinação ideológica por meio de alterações da Linguagem.

Se os limites da Linguagem, são os limites de nosso pensamento, então basta uma palavra representativa de uma Ideologia ‘tabu’ ou ‘perseguida’ ser riscada do dicionário e das menções oficiais, principalmente nos meios escolares e acadêmicos, para que aquela Visão de Mundo particular deixe de existir em algumas gerações, simplesmente por não poder mais ser ‘pensável’, ‘concebível’, ‘falável’.

Orwell, então, só pode ser visto como um verdadeiro visionário ou profeta. Ele com extrema argúcia descreveu esse instrumento do mais diabólico totalitarismo, o qual prescinde absolutamente de autoritarismos políticos, e que pode conviver tranquilamente com sistemas demo-liberais. A prova disso é que exatamente essa é a realidade em que vivemos, e são as instituições mais centrais do establishment demo-liberal as propagandistas mais fanáticas da ‘novilíngua’ politicamente correta, e os maiores inimigos das ‘verdades desagradáveis’, já desde os fins do século XIX, e mais aberta e fanática desde a década de 60 nos EUA e na Europa Ocidental.

Não há Liberdade quando se pré-determina que palavras podemos usar, que ideias podemos ter. A escravidão é absoluta quando certos elementos parasitários da sociedade realizam sua subversão por meio de distorsões semânticas. A ofensa, a rejeição, a raiva, a aversão, a diferenciação, o alto e sonoro NÃO!, são partes integrantes e essenciais da Vida e da Liberdade.

Heinrich Himmler, um dos principais líderes do Terceiro Reich, havia dito em uma entrevista a um repórter americano que ele não se importava com as crenças e opiniões pessoais dos alemães, mesmo as contrárias, desde que essas discordâncias não se expressassem de modo aberto a ponto de atrapalhar a condução do Reich pelos Nacional-Socialistas. Para ele, líder da Gestapo e das SS, os alemães podiam ser livres para pensarem o que quisessem.

Na Modernidade Totalitária Demo-Liberal, a última trincheira de combate, nosso interior, nosso ‘Eu’, fonte de todas as Liberdades, foi tomado de assalto pelas distorsões históricas e pelas semânticas subversivas, cuja finalidade é fazer com que a ‘Revolução’ desabroche naturalmente a partir da própria ‘consciência’ das pessoas. Na Modernidade Totalitária ninguém é livre para pensar o que quiser. Aquele que pensa os ‘tabus’ é convencido a se submeter a um sentimento de culpa e vergonha, cuja única expiação é realizar a auto-violência mental de destruir a própria Identidade, os próprios ‘preconceitos’.

Todo discurso sobre ‘Liberdade’ em uma Tirania como a do Politicamente Correto, a qual governa todos os países do Ocidente, não passa de uma farsa quando a Liberdade Original, aquela que se origina da Ideia, do Logos, foi banida para ‘campos de reeducação’ ou calada violentamente por ser ‘fascista’ demais.

*Raphael Machado Silva, escrevendo excepcionalmente em uma quarta, é colunista do Perspectiva Política às terças.

Paulo Octávio se desfilia do DEM e renuncia ao cargo de Governador

23/02/2010

Informa o Globo:

“Sem apoio interno e ameaçado e por um processo de impeachment , o governador interino do Distrito Federal (DF), Paulo Octávio, enviou no fim da tarde desta terça-feira à Câmara Legislativa do DF carta de renúncia ao cargo. Mais cedo, ele anunciou sua desfiliação do DEM , para evitar a expulsão do partido.

Paulo Octávio está há 12 dias no cargo, em substituição ao governador licenciado, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), preso na PF por obstrução da apuração de investigação de um suposto esquema de pagamento de propina, no escândalo que ficou conhecido como o mensalão do DEM de Brasília .

Na carta, o governador em exercício diz que permanecer no cargo em circunstâncias excepcionais ‘exigiria a criação de condições também excepcionais’. Sem o apoio do DEM, a situação ficou ainda mais complicada. Paulo Octávio afirmou que não tem receio das denúncias e que, com seu gesto, pretende ‘oferecer às forças políticas a oportunidade de restabelecer seu poder’.

Com a saída de Paulo Octávio, quem assume é o presidente da Câmara do DF, Wilson Lima (PR), aliado de Arruda, que não estava presente no momento da leitura da carta em plenário. “

Aconteceu o que já era esperado por qualquer um que analisasse friamente a a soma da falta de apoio político e de credibilidade de Paulo Octávio com os processos de impeachment, denúncias e manifestações contrárias que este enfrentava.

Agora resta observar o que fará Wilson Lima com o cargo que caiu em seu colo. Por também estar envolvido de certa forma com o escândalo, já que era aliado próximo de Arruda antes de todo o ocorrido, ele também enfrentará contestações e problemas de difícil solução.

Parece que a previsão legal de que o governo de um estado ou do Distrito Federal pode ir parar, seguindo a linha sucessória, nas mãos do Presidente do Tribunal de Justiça local é o que está retardando o crescimento da defesa da tese de intervenção federal.

Existe forte possibilidade de o Presidente do TJ-DF terminar como Governador do DF, coordenando um governo técnico com um mandato-tampão.

A ver.