Informa o colunista Ilimar Franco:
“Cresce no governo Lula a defesa de dois palanques na eleição para o governo de São Paulo. Na tentativa de se contrapor ao amplo favoritismo do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), a oposição local disputaria com o senador Aloizio Mercadante (PT) , em aliança com o PCdoB e o PDT, pelo centro-esquerda; e com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (PSB), junto com o PP, do lado mais conservador. O PT aposta que assim conseguiria levar a eleição para o segundo turno.”
Geraldo Alckmin é favoritíssimo ao governo de São Paulo. Tanto o é que os números das pesquisas são tão contundentes que estão forçando o Governador José Serra a esquecer a possibilidade de lançar seu Secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, e se decidir de vez pelo apoio a Alckmin, antigo desafeto.
Portanto, acredita este que vos fala que o governo pode lançar quantos candidatos quiser. Alckmin só perder se ocorrer uma catástrofe.
Sendo assim, mais interessante do que a possibilidade de o governo fazer frente ao PSDB em São Paulo por conta das duas candidaturas, é o fato de o PT estar disposto a ter uma candidatura progressista e uma candidatura conservadora sob suas asas.
Quem diria, há alguns anos, que o Partido Socialista Brasileiro acolheria o Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e o cederia sua legenda para que ele concorresse ao governo paulista com o apoio tácito do Partido dos Trabalhadores? E mais, com a ajuda do PP, herdeiro direto da ARENA e comandado no estado por Paulo Maluf, candidato do PDS que enfrentou Tancredo Neves no Colégio Eleitoral. Além do aval para o acordo dado pelo Partido Comunista do Brasil e pelo Partido Democrático Trabalhista.
É, meus caros… A coerência da esquerda governista morreu.











Engraçado o PT se esforçar para queimar o próprio filme num estado conservador como SP. Pra quê aliança com o PP? Para perder sem dignidade e atrapalhar a candidatura da Dilma? Vai perder de qualquer jeito, meu, então tenham um mínimo de postura! Ou coloquem um candidato qualquer só para ocupar palanque.
Francamente: o PT paulista não demonstra o menor cacife para libertar o estado da tragédia demotucana! Aliás, se comportam da mesma forma que os tucanos: estes ressuscitaram um lado da Arena (PFL – DEM), aqueles querem ressuscitar o outro (PDS – PPB – PP).
Será que vamos ter de contar com o falastrão “paulista do Ceará”?
(Ayayay…)
Grilo D
Grilo,
Obrigado pelo comentário.
Realmente. O PT precisa pensar em formar quadros novos, oxigenar o partido em São Paulo, etc. Colocar Dilma como prioridade total e abafar os diretórios regionais é arriscado. Se ela perder, o PT perde tudo.
Volte sempre!