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In: 01. Análise Política| 02. Corrida 2010| Eleições Estaduais| Minas Gerais| PMDB| PT| Rio de Janeiro
26 Nov 2009
Comentou este blogueiro que vos fala recentemente:
Não é de hoje que aqueles que acompanham a política nacional sabem que a aliança entre PT e PMDB em nível nacional é uma operação complicada. Isso se dá pela necessidade de resolução de conflitos estaduais delicadíssimos.
Este blog mesmo já comentou que, por conta das dificuldades nos acertos, a estratégia das cúpulas petista e peemedebista foi alterada. Eles desejavam, antes, acomodar os interesses de ambos os partidos nos estados para, mais tarde, se unir nacionalmente em torno de Dilma Rousseff.
Não foi possível. As negociações regionais emperraram e foi daí que surgiu o pré-acordo nacional, que visa pressionar os entendimentos estaduais.
Acontece que o problema não é só o fato de interesses conflitantes nos estados colocarem PT e PMDB em lados opostos. O fato de a cúpula peemedebista, ao contrário da petista, não ter o controle sobre todos os diretórios regionais também agrava, e muito, a situação.
No PT há, certamente, o sentimento de desconforto em alguns estados com relação à cessão de espaços para o PMDB, porém, vinda a ordem de cima, dificilmente o diretório regional se insurgirá. Com o PMDB isso não ocorre. Diretórios como o paulista e o catarinense já estão fechados com a oposição e outros, como o mineiro, o baiano e o sul-matogrossense, não aceitam abrir mão da candidatura própria para atender às pretensões estaduais petistas. E isso ainda traz o revés de fornecer argumentos aos petistas mais rebeldes que não gostam nem um pouco de serem podados pela direção nacional, o que gera a iniciativa pró-candidatura própria de certos grupos de alguns estados como o Rio.
É por essas e por outras que, fechado o pré-acordo, as zonas de tensão estaduais pouco se acalmaram. Por mais que a estratégia das cúpulas de PT e PMDB tenha mudado, isso não quer dizer que o novo plano será bem-sucedido, para o sorriso maroto dos peemedebistas oposicionistas, como o paulista Orestes Quércia, ou defensores da candidatura própria, como o paranaense Roberto Requião, que veem na dificuldade para unificar os palanques estaduais com o PT uma chance de, mais do que isso, anular a aliança formal com o governo como um todo.
Pois bem. Confiram o que informa o Estadão:
“No primeiro encontro dos dois principais partidos da base aliada após a eleição que renovou a cúpula petista, dirigentes do PMDB cobraram do PT a intervenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para acertar os palanques nos Estados. A principal queixa foi em relação a Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, onde a corrente majoritária do PT rachou e tem dois pré-candidatos à sucessão do governador Aécio Neves (PSDB) desafiando o ministro das Comunicações, Hélio Costa, postulante do PMDB.
O outro nó difícil de desamarrar para a parceria sair do papel está no Rio. Lá, o governador Sérgio Cabral (PMDB) exige apoio à sua reeleição para entrar na campanha de Dilma ao Palácio do Planalto, mas fatia considerável do PT quer no páreo o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Há percalços também para a montagem de chapas em mais cinco Estados: Bahia, Pará, Mato Grosso do Sul, Paraná e Ceará.
[...]
Pelos cálculos do PMDB, os insatisfeitos e adversários tradicionais dos petistas somam 410 dos 805 votos de convencionais que vão às urnas para decidir se querem se aliar ao PT ou deixar o partido ’solto’ na corrida presidencial, para que cada Estado faça a dobradinha que quiser.”
O Perspectiva vem desenhando quadro fiel das negociações entre PT e PMDB.
4 Responses to PMDB cobra ação de Lula para aliança com PT nos estados
Alexandre Campbell
November 27th, 2009 at 18:14
Se o PT conseguir a aliança formal com o PMDB, pelo tempo de TV, já pode ficar para lá de satisfeito. Unido, o partido não vai marchar nunca.
Bruno Kazuhiro
November 27th, 2009 at 23:37
Alexandre,
Obrigado pelo comentário.
Concordo.
Volte sempre!
Tulio
December 15th, 2009 at 18:19
Bruno, como fica a relação PT e PMDB, já que estados importantes como São Paulo, Santa Catarina e Pará já não são aliados, eles tem q concordar com o diretório nacional ou tem autonomia pra apoiar outros candidatos?
Bruno Kazuhiro
December 15th, 2009 at 23:38
Tulio,
Obrigado pelo comentário.
Fico feliz que tenha recorrido a mim para tirar sua dúvida. Se na convenção nacional do PMDB a maioria dos delegados do partido optar pela aliança com o PT, o partido concederá o tempo de televisão para Dilma e a aliança nacional estará formada. Porém, regionalmente, os candidatos a Governador do PMDB podem fazer palanque para Serra, pois não há mais a verticalização, ou seja, dividido o PMDB estará com certeza, resta saber se haverá aliança formal ou nem isso.
Volte sempre!