Lula e Ahmadinejad, Brasil e Irã: Um caso para se pensar

Em 24/11/2009 Comente »

Por conta de todas as barbaridades defendidas pelo Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, a visita deste ao Brasil foi atacada por todos os lados. Pessoas de diferentes matizes ideológicos afirmam que é um absurdo que nosso País tenha recebido, com pompa e circunstância, um homem que nega o Holocausto.

Muitos comentários a respeito do caso dão conta de que trata-se de mais uma desventura da política externa brasileira. Estes somam a visita de Ahmadinejad a uma lista que conta com a conivência com relação às FARCs, o apoio a Hugo Chávez, o recebimento de Zelaya na embaixada brasileira em Honduras e a defesa de Cesare Battisti.

Pois bem. Acontece que a visita do Presidente iraniano torna necessário que se tenha muito mais maturidade do que a suficiente para analisar os casos de Zelaya, Battisti, etc, com precisão.

Por quê? Perguntarão alguns. Respondo: Porque as relações com as FARCs, com Chávez, com Zelaya e com Battisti têm viés fortemente ideológico. A visita de Ahmadinejad tem viés econômico.

Quando cito a maturidade quero dizer que é preciso deixar o asco nutrido por Ahmadinejad de lado por alguns instantes e analisar friamente o que a visita do iraniano representa.

É fato que as declarações de Ahmadinejad são absurdas? Sim, é. É impossível respeitar alguém que diz que o Holocausto não existiu e que em seu país não existem homossexuais? Com certeza.

Contudo, a questão não é essa. O ponto crucial a ser analisado é: Receber Ahmadinejad em seu País respalda as declarações deste Presidente e as suas teses abomináveis?

Quem critica Ahmadinejad e responde à minha pergunta com um sim reforça sua crítica. Mas é possível criticar Ahmadinejad e responder à minha pergunta com um não, o que não enfraquece a crítica ao líder iraniano.

O quero dizer é que, dependendo de como é gerenciada, uma visita de um líder estrangeiro condenável não representa defesa de seus valores. Justamente por ser econômica e diplomática, e não ideológica. É preciso que se tenha a noção de que esse viés analítico é plausível.

O que Ahmadinejad defende é em grande parte absurdo, com certeza. Mas o Presidente Lula não declarou nada que reforçasse os absurdos, ao contrário, alfinetou um deles, quando afirmou que o programa nuclear deve ser utilizado para fins pacíficos.

Nesse momento surgirá o comentário: Ora, mas Ahmadinejad foi eleito em um pleito fraudado e recebê-lo como líder iraniano legitima as eleições.

Isso é uma verdade. Inquestionável. Daí a dizer que isso reforça as teses de Ahmadinejad são outros quinhentos. Até porque a realidade é a de que Mahmoud é, infelizmente, o Presidente do Irã, doa a quem doer. E o Brasil não romperá relações com o Irã por conta disso.

Alguns poderão dizer: Ora, mas deveria romper!

Deveria? Será mesmo? Quando o Brasil era uma ditadura, que defendia um regime autoritário que assassinava, seria correto que rompessem com o Brasil? Talvez no que tange os princípios sim. Mas na prática não, porque isso não nos ajudaria em nada, ao contrário.

Em suma, o Brasil não passa a defender o que defende o Irã por se colocar como seu interlocutor. Ahmadinejad é abominável, mas recebê-lo ou não no Brasil é irrelevante quanto a isso.

Por outro lado, para a política externa brasileira, é sinal de crescimento receber em menos de um mês o líder israelense e o líder iraniano. Quando Bill Clinton recebeu tanto israelenses como palestinos em Camp David foi elogiado. Se os EUA recebessem Kim Jong Il para um diálogo estariam defendendo o regime esquizofrênico da Coreia do Norte?

E tudo isso que digo tem a explicação que é citada por mim no início: A relação é econômica e diplomática, e não ideológica.

Por isso é preciso maturidade. Por isso a crítica ao relacionamento com Chávez e com Zelaya não é a mesma que diz respeito a Ahmadinejad.

Com Chávez e Zelaya a relação do governo é ideológica. Há apoio das ações e dos ideais. A mesma coisa vale para a defesa de Battisti. O governo brasileiro atual é criticável nestes casos porque demonstra claramente apoiar o pensamento, ao invés de apenas estar se relacionando com a devida distância.

Com Ahmadinejad há mera conexão com a nação do Irã, que não pode ser extirpada de nossas relações por ser liderada por um idiota. Até porque, se assim fosse, em diversos momentos da história romperiam relações com o Brasil. Alguns diriam que isso valeria até mesmo para hoje.

Enfim, o encontro de Lula e Ahmadinejad é um caso para se pensar. Profundamente. A crítica superficial deve ser deixada de lado. O ponto principal é saber se receber o iraniano é, necessariamente, defender suas teses.

Talvez não seja.

É até complicado para mim, crítico feroz de regimes autoritários, levantar essa questão. Eu mesmo tenho certas reticências morais contra qualquer relação com Ahmadinejad.

Acontece que em certos casos é preciso, respeitados todos os princípios éticos, olhar além do óbvio.

23 comentários

  1. Bruno, me chamou a atenção o trecho abaixo:

    “(…) o Brasil não passa a defender o que defende o Irã por se colocar como seu interlocutor.”

    Com todas as vênias de estilo, devo dizer que está incorreto. Se o governo Lula se limitasse a manter parcerias comerciais com o Irã, como diz fazer, seria como você afirma acima.

    Neste ponto, um parêntese: na minha escala pessoal de valores éticos e morais, nem isso seria aceitável. Acho que ninguém defenderia acordos econômicos entre o Brasil e a Itália fascista, ou a Alemanha nazista. Assim, por que tolerar Ahmadinejad, tão fascista quanto Mussolini? Agora, retomo.

    Lula e seu governo têm emprestado apoio retórico e moral ao governo de Ahmadinejad. Não é mais uma relação protocolar, mas uma verdadeira parceria ideológica. Não fosse assim, por que diabos Lula precisa falar sobre “o direito do Irã em ter programa nuclear”? O que isso tem a ver com negócios?

    Não! É só impostura retórica! Lula defende o programa nuclear com “fins pacíficos” do Irã. Quem mais faz isso? Bem, além do próprio Irã, os macaquitos bolivarianos e os humanistas do Hamas e do Hezbollah. E sabe por que é assim? Ora, porque é IMPOSSÍVEL que haja um programa pacífico nas mãos de um sujeito que pregou – ATENÇÃO AGORA! – a destruição de um país inteiro!

    Corrija-me se eu estiver errado, mas desde Hitler não vemos um chefe de Estado falando abertamente em “varrer um país do mapa”. Nem os EUA, tão demonizados pelos mesmos “pogreçistas” que hoje defendem os laços do Brasil com Ahmadinejad, falaram isso sobre o Iraque, o Vietnam e a Coreia.

    Desculpe-me, mas não se pode condescender com a barbárie, sob pena de sermos destruídos por ela.

    • Yashá,

      Obrigado pelo comentário.

      Talvez você esteja certo. Talvez haja uma relação ideológica mais oculta, mas eu não a vejo tão latente como a que existe entre Lula e Chávez, entre o governo e Battisti e, até mesmo, entre petistas e as FARCs. Por haver a possibilidade de a relação ser estritamente comercial e diplomática, talvez não seja correto impedir que Ahmadinejad nos visite. Aliás, Lula vai visitar o Irã também. Estejamos atentos para qualquer demonstração de alinhamento ideológico mais profunda. Esta sim será completamente indefensável.

      Volte sempre!

  2. laercio says:

    Ou o brasil vai pro lado do chavez/irã ou vai pro lado do Obama, que pretende exercer grande incluencia nos paises emergentes, para poder realizar grandes negocios, para eles eh claro.Acho que a melhor opcao eh a atual, em cima do muro, pra ver o que acontece.Nao si iludam, relacao comercial com os EUA tem que ser de submissao.Nem que seja via golpe, como honduras, que com o novo governo passara a ser praticamente uma colonia dos EUA.

    • Laércio,

      Obrigado pelo comentário.

      Principalmente após o advento de Obama passou a não ser verdade que não se pode ter diálogo com Venezuela e Irã e EUA ao mesmo tempo. Ao contrário, Hillary aprova que o Brasil se coloque como interlocutor destes países para ser um moderador aliado dos EUA. Daí a importância estratégica que Obama confere a Lula. O Presidente americano tem um dos seus acertos na defesa do diálogo.

      Volte sempre!

  3. Tulio says:

    eu não concordo com os EUA que eles são os maiores terroristas do mundo e o Brasil é um país livre, mas esse cara é um louco ele não reconhece o massacre judaico, reprime as minorias, mas até o Bush veio aqui e ninguém criticou

  4. Filipe Calvario says:

    O Brasil já repudiou algumas opiniões de Ahmadinejad, oficialmente. Mas o diálogo, seja com quem for, ainda que haja restrições, me parece ser a única solução pacífica. Se não for assim, o que resta além da Guerra? A pergunta não é feita com propósitos retóricos; é uma dúvida que eu tenho, mesmo.

  5. Filipe,

    Obrigado pelo comentário.

    Com certeza o diálogo é instância que protege da solução conflituosa. Depois que ele falha, surgem as sanções, as pressões. Após o insucesso destas, a guerra começa a se aproximar.

    Volte sempre!

  6. Raphael Machado Silva says:

    Um bom artigo, Bruno.

    Eu sempre gargalho da hipocrisia de humanistas e libertários, os quais sempre estão predispostos a atacar e censurar todos os que discordam deles.

    Muito diferente de supostos autoritários, não?

    É bizarro afirmar que o “direito ao programa nuclear” é uma afirmação de concordância ideológica, ao invés de ser o que é, defesa de um interesse econômico.

    “Programa Nuclear” não é “Ideologia”, mas sim fonte de energia e, portanto, uma questão econômica e estratégica.

    Logo, a afirmação de que “defender o programa nuclear iraniano” é demonstração de afinidade ideológica é uma falácia grotesca.

    Enfim, humanistas me fazem rir. Ué, se todos os povos tem o direito à auto-determinação, isso não deve incluir o direito de rejeitar práticas que a cultura e tradições de um determinado povo consideram negativas?

    Ou “Liberdade” deve ser apenas “Liberdade de aceitar”, ou seja, de engolir-sapos, e não a autêntica Liberdade, que é a de rejeitar ardentemente e poder afastar de si tudo aquilo que lhe desagrada?

    Parafraseando Orwell: “Se a liberdade possui algum significado é exatamente o de dizer o que ninguém quer ouvir”.

    Ah! Mas quando realmente dizem o que ninguém quer ouvir, aí “a casa cai” e não há mais Liberdade.

    Cessem a hipocrisia.

    Se há Liberdade, e ela deve ser aplicada às Ciências e ao meio acadêmico por exemplo, isso inclui a Liberdade de investigar e SIM, ATÉ MESMO NEGAR a ocorrência do Holocausto. Se não, então não há Liberdade e ponto final, e todos os supostos democratas, liberais e humanistas deveriam deixar cair as máscaras ridículas e se apresentarem como o que são: autênticos defensores do Totalitarismo.

    É claro! Pode-se ser totalitário e genocida com quem não é democrata, não é mesmo humanistas??

    Foi por meio do Revisionismo histórico, por exemplo, que se descobriu que Nero não ateou fogo em Roma, e que foram os soviéticos que mataram 10.000 poloneses na Floresta de Katyn, por exemplo.

    Sem a TOTAL, ABSOLUTA E IRRESTRITA Liberdade de Investigação e QUESTIONAMENTO HISTÓRICO DE TUDO, ABSOLUTAMENTE TUDO MESMO, não há qualquer possibilidade se conhecer a verdade dos fatos.

    Fica-se apenas com os relatos morais e emocionais de partes interessadas, as quais não por acaso são os monopolizadores de todas as fontes de informação e produção intelectual.

    O problema dos anti-revisionistas do Holocausto, é que até hoje nenhum se deu ao trabalho de ao menos tentar refutar os Revisionistas. Atacam, perseguem, prendem, processam, lincham, espancam, demitem, deportam, torturam, etc.

    Independentemente de com quem esteja a razão, isso só aumenta a credibilidade dos Revisionistas. Fato.

    Por quê será?

    Medo de a “Verdade” não ser assim tão verdadeira?

    Tenho toda a ousadia de dizer que, se bober, e em outros parâmetros o Irã é o país mais livre da contemporaneidade. É preciso um senso de Liberdade MUITO FORTE para desafiar a todos e a dizer NÃO! quando todos dizem SIM!.

    Quem serão os Livres e quem serão os Escravos? Será que são Livres as massas concordantes e mistificadas, entoando mantras iluministas? Ou serão os que diante de toda adversidade, de toda hostilidade, se mantém à parte de toda a degeneração Sionista-Americana, se recusam a se dobrar diante de pressões e influências imperialistas e reafirmam com total ardor a própria Identidade?

    Ouso dizer que livre é o Irã, e escravo é o Ocidente Moderno.

  7. Braga says:

    Parabéns pelo texto Bruno.

    Continue “olhando além do óbvio” e este blogue melhorará ainda mais.

  8. matheuspassos says:

    Excelente texto, como sempre, especialmente por “olhar além do óbvio”.

  9. Carlos Robson says:

    Saudações Sr(a)s!

    Realmente não podemos nos contentar com a grande mídia norte-americana que “sintetiza” muitos fatos a seu critério, como fizeram com a declaração de Ahmadinejad, tirando-a do seu contexto e deixando um simples e ingênuo; “ele nega o holocasto!”. Oras, será que uma pessoa em sã consciência poderia negar que houve um segunda guerra mundial e que os judeus foram vítimas do III Reich de Hitler? – Claro que não.
    O que Ahmadinejad declarou (e eu vi com meus próprios olhos) em entrevista é que Israel até hoje usa o holocausto para obter apoio para suas ações, como se o judeus precisassem de uma compensação por seu sofrimento no holocausto. E que Israel astutamente usa isso desde 1948 pra obter permissividade para suas ações de violência perante a ONU e o mundo. E dessa forma o holocausto é uma grande fraude (e é realmente!).
    Daí pra uma distorção maldosa de repórters totalmente tendenciosos e preconceituosos foi um pulo. E a mídia tupiniquim copiou e repetiu.
    Eu sei que a “grande massa” o povão – são medíocres (no sentido de mediano) e estão mais preocupados com campeonatos de futebol, com o próximo capitulo da novela e outras futilidades, são esses que engolem fácil o que a grande mídia norte-americana fabrica. O que fico surpreso é com os Srs que ficam repetindo fábulas como se fosse um medíocre também.
    Bruno, eu te pergunto, já que você é um dos que andam repetindo que Ahmadinejad nega o holocausto; Você viu a declaração dele na íntegra?
    Quanta gente boa na época de Jesus foi induzida ao erro pela propaganda farisaíca e o condenaram a morte. Pena que depois de mais de 2000 anos essas coisa continuem.

  10. Raphael,

    Obrigado pelo comentário.

    Se partirmos do pressuposto que a História é a dos vencedores, realmente devemos estar dispostos a aceitar revisões. Acontece que certos fatos são documentados de forma inegável. Não há como negar, por exemplo, que o Império Romano existiu, que o Egito teve faraós, ou que o Brasil foi colonizado pelos portugueses. Nem tudo é passível de revisão. O Holocausto pode ter tido nuances diferentes das apresentadas pela história, mas sem dúvida ocorreu o assassinato, seja direto ou indireto, como o que se deu pela falta de fornecimento de comida, de judeus. Já o fato de o Holocausto ser utilizado como justificativa eterna para erros cometidos por Israel também é repudiado por mim. Erros não justificam outros.

    Volte sempre!

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    Braga,

    Obrigado pelo comentário e pelo elogio.

    Vindo de você o elogio, alguém tão crítico, ele tem bastante valor.

    Volte sempre!

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    Matheus,

    Obrigado pelo comentário e pelo elogio.

    Apenas acho que você é gentil demais ao dizer que o texto é bom “como sempre”. Acho que dou minhas mancadas.

    Volte sempre!

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    Carlos,

    Obrigado pelo comentário.

    Realmente não vi a declaração na íntegra. Mas Ahmadinejad não só disse que Israel usa o Holocausto, o que é verdade, ele também disse que o Holocausto não foi bem como pintam e isso, de certa forma, é negar os absurdos cometidos pelos nazistas. Mas você tem razão. Vou procurar a declaração na íntegra.

    Volte sempre!

  11. Tulio says:

    “é desconfortável recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial. Afinal, temos um passado recente de luta contra a ditadura e firmamos na Constituição de 1988 os ideais de democracia e direitos humanos. Uma coisa são relações diplomáticas com ditaduras, outra é hospedar em casa os seus chefes”. “Democracia e direitos humanos são indivisíveis e devem ser defendidos em qualquer parte do mundo”
    José Serra.

  12. WALTER MANOCCHI says:

    BRUNO KASUHIRO: VOCE SE MOSTRA NO SEU ARTIGO, SER UM PERFEITO CANALHA. QUANDO VOCE FALA DO HOLOCAUTO VOCE SE ESQUECE OU FAZ QUE SE ESQUECE DE A ALEMANHA EM 1939, PASSAVA POR DIFICIL CRISE ECONOMICA. HITLER PEDIU PARA QUE TODA POPULAÇÃO DA ALEMANHA AJUDASSE NA SUA RECUPERAÇÃO. TODOS AJUDARAM, MENOS ESSES MALDITOS JUDEUS, E DEU NO QUE DEU. QUANTO A QUESTÃO DO LULA APOIAR O IRA, O ZELAYA, O HUGO CHAVES E OUTROS SOLICIALISTAS, ELE ESTÁ MUITO CERTO, POIS JÁ PASSOU DA HORA DE SE LIBERTAR DO JUGO IMPERIALISTA. FIQUE SABENDO SEU IMBECIL, QUE O PAÍS QUEM OFERECE PERIGO PARA O MUNDO, VOCE SABE MUITO BEM QUE É O EUA. QUANDO VOCE FALA QUE É UM CRITICO FEROZ DO AUTORITARISMO, OU VOCE MENTE OU É UM HIPOCRITA, POIS QUER PAÍSN MAIS AUTORITÁRIO DO QUE O EUA?
    QUER UM PAÍS MAIS ASSASINO E TORTURADOR DO QUE O EUA? PORQUE VOCE SEU INDECENTE, NÃO FALA DO MASSACRE DO IRAQUE? PORQUE VOCE SEU IMBECIL NÃO FALA NO MASSACRE DE CIVIS NO AFEGANISTÃO? PORQUE VOCE SEU IMBECIL NÃO FALA DOS ASSASSINATOS E TOTURAS EM GUANTANAMO? SABE O PORQUE VOCE NÃO FALA? É PORQUE VOCE É CRAPULA, PULHA INDECENTE.

    • Walter,

      Não vou agradecer seu comentário pois foi um tanto quanto desclassificado.

      Mas o manterei no ar, já que calúnia não existe e nem palavra de baixo calão. Sua opinião pessoal, mesmo sendo contrária a mim, tem espaço no Perspectiva.

      Volte sempre, com mais educação da próxima vez, afinal, o nível do seu comentário sempre demonstrará a qualidade da sua argumentação e, consequentemente, a consistência do que você defende.

      • WALTER MANOCCHI says:

        Bruno Kazuhiro: Não vou me retratar do que eu disse, pois todos que defendem esses criminósos dos USA, merecem esses adjetivos. Vôce sabe muito bem que esse país é um covarde e que só ataca e massacra desarmados. Sabe porque esses cães americanos não se metem a besta com a China, Coreia do Norte e a Russsia? É porque sabem que vão encotrar páu de dar em doido, e como são covardes não vão se atrever.

        • Walter,

          Obrigado pelo comentário.

          Concordo que os EUA cometem abusos. Se igualar e cometer abusos também não é a solução.

          Volte sempre!

  13. Bruno, eu conheço – talvez melhor que qualquer outro – a sua regra de nunca cortar um comentário, mas sempre responder a todos, inclusive aos que atacam o blog (e você, pessoalmente). Mas creio que deva haver um limite para tudo.

    O comentário assinado por Walter Manocchi não merece aparecer aqui. Mais: não merece aparecer em qualquer lugar minimamente decente, pois flerta com uma das maiores tragédias da história humana e tenta, de forma nada velada, justificar o terror nazista. Isso não é ter opinião. Isso é celebrar a escória!

    É possível criticar os textos do blog sem precisar justificar o assassino em massa. Quem faz isso não respeita as regras básicas da democracia e, assim sendo, não merce jogar o jogo democrático.

    Isso para não falar nas eventuais implicações jurídicas que algo como aquilo pode trazer, não é? Não me alongarei a respeito porque você, como estudante de direito, sabe do que estou falando.

    Afirmo sem medo de errar: aquele comentário precisa ser excluído! Mais: ele merece ser excluído!

    A democracia não precisa, para se demonstrar, aceitar aqueles que pretendem solapá-la. Isso é afagar o terror, nada mais.

    Quanto ao Sr. Walter Manocchi, sujiro uma digressão freudiana, a fim de compreender o que se passa na mente dele. É bom fazer isso logo, por iniciativa própria. Muito melhor do que ser obrigado a fazê-lo pelo Estado, no bojo de eventual ação criminal, no intuito de diagnosticar qualquer tipo de sociopatia…

  14. WALTER MANOCCHI says:

    PARA AQUELES QUE FORAM CONTRA MEU COMENTARIO, QUERO LHES CONTAR UM FATO VERIDO QUE EU VIVI.Quando eu tinha 15 anos, morei no Paraná e tinha um grande amigo negro de nome José. Este rapaz começou a namorar uma jovem de origem judia, mas nascida no Brasil. Depois de uns 3 meses de namoro, a jovem pediu para o rapaz ir falar com os pais dela. Ele disse a ela que tinha receio, pelo motivo de ter ouvido falar que os judeus tinham preconceitos com negros. Ela negou aquela afirmativa e disse-lhe para não se preocupar. Ele então concordou eDepois de uma semana foi até a casa dos país dela. Chegando lá, bateu a porta e se apresentou como namorado e futuro esposo da moça. Qual não foi a surpresa quando, tanto o pai como a mãe da jovem, começaram a insultar o rapaz com ofensas de preconceito, com sai daqui se negro imundo, nojento, jamais minha filha vai se casar com um negro vagabundo e fedido. A moça vendo aquela situação, imediatamente repreendeu os pais. Mas de nada adiantou, em dato momento, dando uma bofetada no rapaz o expulsou-o de casa. A jovem imediatamente saiu com o namorado e foi embora. Passado 9 meses os dóis se casaram, e então veio a tragédia.Os pais contrataram dois pistoleiros e mandaram matar o rapaz e a moça, sua própria filha. xxx

  15. Não sei se o fato é mesmo “VERIDO” (muito SIC!!!), mas não parece nem um pouco…

    Quer dizer que os pais contrataram pistoleiros para matar a filha? E isso porque eram judeus? Não será porque eram PSICOPATAS? Isso partindo do princípio que o fato seja mesmo – como foi que ele falou? – “VERIDO” (SIC demais!!!)…

    Um aparte para o meu querido Bruno Kazuhiro, que eu considero tolerante até demais com certos comentários. Veja o seguinte trecho:

    “Acho que o grande erro do Hitler foi de não ter conseguido matar todos esses vermes e acabar de uma vez por todas com esses pulhas”

    Bruno, você cursa direito. Sendo assim, sabe tão bem quanto eu o que quer dizer APOLOGIA DE CRIME (ou de fato criminoso). O que vai acima é, na melhor das hipóteses, isso. Se quisermos ser mais duros com o tal sujeito, dá para falar até em ação disciminatória em razão da fé.

    Eu, como colunista do site – e como seu amigo pessoal -, volto a dizer que acho um absurdo aceitrar esse tipo de comentárioa qui. Isso não enaltece a democracia nem eleva o nível do debate. Antes: diminui o Perspectiva como um todo. Sem falar nas possíveis implicações jurídicas que o caso pode ter… Já imaginou se um judeu lê o tal comentário e decide buscar guarida judicial?

    Deixo registrado, uma vez mais, meu protesto formal contra esse tipo de conduta. Espero que um comentário dessa natureza não seja mantido aqui.

  16. Matheus says:

    Faço minhas as palavras do Yashá!

  17. Walter,

    Mais uma vez não poderei agradecer seu comentário, visto que utiliza o espaço aberto e totalmente democrático do Perspectiva para propagar um absurdo anti-semitismo.

    Sob pena de mais uma vez ser visto pelo meu amigo Yashá Gallazzi como tolerante demais, deixarei seu comentário no ar, apenas removendo, e substituindo por xxx, a parte claramente anti-semita, visto que esta é um abuso completo, além de representar perigo para o próprio Perspectiva, já que pode acarretar processos judiciais.

    Por fim, peço a compreensão de meus colunistas. Manterei o comentário de Walter.

    Manterei por imaginar que ele pode, sim, ter honestidade intelectual, sendo o caso relatado verídico.

    Manterei para poder dizer que, se o caso for verídico, trata-se, claro, de absurdo cometido por duas pessoas, independentemente de serem judeus, brancos, negros, amarelos, marcianos ou venusianos.

    E, acima de tudo, manterei porque Walter aprenderá o que é tolerância.

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