Informa o Globo:
“Diante das projeções apresentadas pelo PT de que os gastos com a campanha da ministra Dilma Rousseff à Presidência da República poderão chegar a R$ 200 milhões, os demais partidos começaram a fazer suas contas para as eleições de 2010. E já estão preocupados.
O PSB estima que, para garantir competitividade à candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-SP), terá de arrecadar pelo menos R$ 100 milhões. O PSDB e o PV estão menos otimistas em relação à capacidade de arrecadação dos candidatos de oposição, e evitam adiantar suas estimativas.
[...]
Mas, se os tucanos repetirem os gastos registrados com a candidatura de Geraldo Alckmin em 2006, quando foram consumidos mais de R$ 160 milhões, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as principais campanhas presidenciais deverão custar, somadas, pelo menos R$ 500 milhões.
Esse valor ficará bem acima dos R$ 321,4 milhões consumidos na eleição de 2006 pelos quatro principais candidatos à Presidência. O comitê de campanha do presidente Lula e o PT, juntos, gastaram R$ 168,2 milhões na campanha pela reeleição. Alckmin apresentou uma conta de R$ 161,1 milhões.”
Os gastos das campanhas presidenciais aumentam a cada pleito. Cada vez mais milhões e milhões são utilizados para que o eleitor seja convencido de que aquele candidato é a melhor opção para o Brasil.
É um fenônemo perigoso, afinal, quanto maiores os gastos, maior a influência do poder econômico sobre as decisões a respeito de quem gerirá o nosso País. E quanto maior a influência deste poder, menos democrático é o sistema, afinal, estarão excluídos da disputa, na prática, os que não forem capazes de ter um vasto financiamento.
Além disso, quanto mais dinheiro é necessário, mais dinheiro é pedido a doadores e colaboradores. E sabemos que, no Brasil, infelizmente, a maioria dos doadores e colaboradores não abre mão de seus reais sem pedir algo em troca. Muitas vezes algo ilícito ou, no mínimo, imoral.
Muito melhor seria que o financiamento viesse de doações pessoais, advindas dos bolsos de pessoas que, ao invés de estarem negociando interesses, se alinham com as propostas e projetos do candidato.
Acontece que torna-se praticamente impossível que isso possa acontecer em um País onde, embora a população seja em grande parte remediada, as campanhas presidenciais custam duas centenas de milhão.
É por essas e por outras que muitos defendem o financiamento público de campanhas e a fiscalização rígida para não permitir que recursos privados entrem nos caixas de campanha.
Pode ser uma saída, se for bem desenhada.











Bruno,
Você apontou a raiz do problema das campanhas eleitorais no Brasil. É exatamente isso. Privado e público não podem se misurar nessa hora.
E a solução, a meu ver, também é a que você menciona no final.
Abraço
Franz,
Obrigado pelo elogio e pelo comentário.
Essa é uma discussão que pode render bons frutos.
Volte sempre!