Amizade, por Bruno Kazuhiro

Em 08/11/2009 Comente »

Recentemente, o colunista Felipe Liberal iniciou a série de colunas “Tumbas da Contemporaneidade”. O sucesso dos textos entre os outros colunistas e entre os leitores provou que, no Perspectiva, também há espaço para o que é, praticamente, mais verso do que prosa. Resumindo, ficou comprovado que podemos, neste blog, também, arriscar escritos mais poéticos e subjetivos.

Nessa linha, resolvi me aventurar também. Observando que há demanda para tal tipo de texto decidi, assim como Liberal, exercitar outro lado da minha escrita. Como editor e autor do blog vou me permitir este arroubo.

Espero não ser enfadonho. Vejamos no que dá. Vou falar sobre amizade em uma espécie de crônica. Dependendo da recepção, ou seja, caso eu não afugente os inúmeros leitores do Perspectiva com minhas palavras vãs, repetirei a dose em futuro breve.

Amizade

Por Bruno Kazuhiro*

O que é amizade senão aquela essência que sabemos que, quando verdadeira, permanecerá.

O que é amigo senão aquele homem que sabemos que, quando verdadeiro, perdurará.

Ora, meus caros, amizade e amigo são palavras que remetem ao companheirismo, à união, enfim, ao apoio mútuo.

Acontece que, em alguns casos, essas palavras remetem a mais do que isso, se conectam com uma eternalidade que não é efêmera.

O que quero dizer?

Quero dizer que é companheirismo firme, união forte, apoio mútuo de verdade.

Quero dizer que não é amizade fugaz, amigo passageiro, eternidade de conveniência.

Quero dizer que participa-se de um grupo sabidamente unido até o fim, e não finito em sua união fútil.

No amor e na família escutamos muito o “para sempre”.

Pois no amor o “para sempre”é o infinito enquanto dure.

E na família o “para sempre” é compulsório.

Na amizade, o “para sempre” é voluntário, a família é escolhida e o amor é fraternal.

Diz-se que na vida tudo passa. Uma efemeridade sem fim. Uma fugacidade que assusta.

É nesse momento que o homem se acalma ao lado dos amigos, se renova com as ideias dos amigos, se diverte com o riso dos amigos e se apóia, quando ele mesmo já se via sem chão, no ombro dos amigos.

Divide-se a amargura e a alegria, a vitória e a derrota.

Porque amargura do lado deles, dura pouco, e alegria com eles a tiracolo se multiplica.

Porque derrota com esse apoio é apenas tropeço, e vitória representa muito mais.

Resumo dizendo que qualquer coletivo de amigos sinceros é um grupo normal, um grupo de gente simples, um grupo humano.

Normalidade extraordinária, daquelas invejadas pelos que não a tem.

Simplicidade singela, daquelas necessárias para a vida tranquila.

Humanidade verdadeira, daquelas que só aparecem no apoio incondicional.

É melhor viver a vida com os amigos e a força deles ao seu redor, do que não tê-los para subtrair problemas e adicionar soluções, para dividir agruras e multiplicar gargalhadas.

Simples assim.

*Bruno Kazuhiro é autor, editor e administrador do Perspectiva Política

7 comentários

  1. Thulio says:

    A amizade é exatamente isso, simples assim!

  2. Fernanda Bulhões says:

    Bruno,

    Ficou maravilhoso o texto.

    A Amizade é uma das coisas mais preciosas que existe, com certeza!

    Parabéns!

  3. Raphael Machado Silva says:

    Muito bom!

    Está aí uma faceta do Bruno que não conhecíamos.

  4. Bruno,

    Muito bom, gostei da iniciativa e qualidade.

    Abraços

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