Por Jessica Riegg*
Segundo pesquisa desenvolvida pela Action Aid, uma organização não-governamental (ONG) que atua em 40 países no combate à pobreza, entre os países em desenvolvimento, o Brasil é o que mais tem combatido a fome e a desnutrição.
O trabalho elogiou os programas Bolsa Família e Fome Zero, além da criação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a aprovação da Lei de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan).
Eu acredito que programas como este não são totalmente eficazes. O que acontece aqui é o mesmo que acontece com as cotas sociais: Tapar o sol com a peneira.
Como já dizia minha avó: Não basta dar o peixe, é preciso ensinar a pescar. O governo ajuda muito quem não tem o que comer, mas também permite que raras pessoas que não lutam para sair da sua condição social aproveitem a falta de fiscalização para ganhar dinheiro desses programas.
O mais adequado para um País tão grande e com terras tão férteis seria investir em agricultura familiar ao invés de incentivar as monoculturas que só dão dinheiro aos patrões e ao governo.
Além disso, o governo poderia incentivar a criação de empregos dignos e fiscalizar para que todos os salários sejam adequados.
A fome é uma realidade em nosso País e em muitos outros e esses projetos estão minimizando o problema. Mas eles seriam louváveis se fossem bem fiscalizados e combatessem completamente a fome, coisa que não acontece, pois ainda existem milhares de crianças morrendo por falta de comida.
Acredito que as forças políticas possam modificar completamente um País. Este elogio da Action Aid serve apenas para que o Presidente se esforce para manter esse combate à fome com melhorias nas campanhas já existentes.
Agora resta-nos torcer para que o próximo Presidente, além de continuar dando o peixe, ensine a população a pescar! Cabe a nós, eleitores, colocar nos cargos competentes as pessoas que buscarão esse objetivo…
*Jessica Riegg é colunista do Perspectiva Política aos domingos











Jessica,
Com certeza o Bolsa Família não é perfeito. Faltam portas de saída, falta capacitação profissional, enfim, falta muito.
Mas é preciso reconhecer os avanços já obtidos. Nem sempre é simples para o governo promover o pleno emprego e fiscalizar a concessão de salários adequados. Vivemos uma época de desemprego estrutural, é complicadíssimo.
Portanto, o Bolsa Família deve ser melhorado, mas seus acertos não podem ser minimizados. Como social-liberal, aprovo o Programa com ressalvas.
Concordo plenamente com Bruno!
Felipe,
Obrigado pelo apoio.
Volte sempre!
Me junto ao Bruno e ao Felipe.
Abraços
Temos sede, não só de água, e fome, não só de pão. Temos sede de solidariedade e fome de conhecimento.
Sara,
Obrigado pelo comentário.
Como já diriam os Titãs.
Volte sempre!
A falta de fiscalização e a corrupção na aplicação desses programas são os problemas que afligem o desenvolvimento pessoal das famílias. Os que recebem pensam que é o presidente quem manda a comida, e não o Estado. Sem educação, não tem como crescer como indivíduo.
Abraço.
Medina,
Obrigado pelo comentário.
Você diz: “Sem educação, não tem como crescer como indivíduo. ”
Exato!
Volte sempre!