Informa o Globo:
“O coordenador social do Afroreggae, Evandro João da Silva, de 42 anos, foi assassinado, na madrugada deste domingo, por volta de 1h30m, quando foi vítima de um assalto. Ele será enterrado no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju.”
Para quem não conhece o trabalho do Afroreggae, que tem base no Rio de Janeiro, trata-se de um movimento social de verdade, sem cooptação governamental, que, tendo iniciado de modo modesto, cresceu e hoje atua em diversas comunidades.
O grupo tem mais de 65 projetos e também desenvolve trabalhos em todo Brasil e fora dele. O trabalho e a história do Afro Reggae foi contada no filme Favela Rising.
Pois bem. A criminalidade, de cujos quadros as crianças carentes cariocas são retiradas pelo próprio Afroreggae com muito sacrifício, fez mais uma vítima: O coordenador social da ONG, Evandro João da Silva.
Evandro, que era instrutor de violino, ganhou uma última homenagem de seus alunos hoje, em seu enterro, que foi marcado pela revolta.
As crianças, que estavam vestidas com camisas do grupo, levaram seus instrumentos e tocaram as sinfonias “Canon” e “Area”, de Bach, no momento do enterro. Emocionado, José Junior, coordenador executivo do AfroReggae, destacou a importância do colega.
É, meus caros, continua sangrando o Rio de Janeiro de Sérgio Cabral.
Revoltante.
De que adiantam as Olimpíadas se pessoas como Evandro morrem nas esquinas cariocas?
Quando a violência fluminense for controlada, aí sim, o Governador Sérgio Cabral tem motivos para pular de sua cadeira e comemorar, como fez na Dinamarca, ao ouvir ao Rio ser anunciado como sede dos Jogos Olímpicos.











Antes de mais nada, Cabral toca em feridas antes ignoradas. Se a violência atinge os níveis de hoje, é pq governos anteriores ignoraram completamente o crescimento das favelas, a desordem urbana, a corrupção na segurança e outros fatores.
Linda,
Obrigado pelo comentário.
Com certeza há erros dos anteriores, mas Cabral não toca em feridas antes ignoradas. Ignora do mesmo jeito.
Volte sempre!