Informa a Folha:
“Por unanimidade, os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) aprovaram nesta terça-feira um relatório que recomenda a paralisação de 41 obras do governo federal que apresentaram irregularidades graves durante a fiscalização realizada pelo órgão em 2009. Deste total, 13 empreendimentos fazem parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, criticou hoje, o TCU. Disse que o órgão assume as funções de poder Judiciário, Legislativo e Executivo, em vez de se concentrar em seu papel de corte de fiscalização ligada ao Congresso.
Paulo Bernardo recomendou que se contrate auditores externos. ‘Não é possível que vamos ficar nesse bate-boca. Não acho que o TCU atrapalhe, mas temos que fazer coisas de forma transparente’, disse.
O relatório do TCU segue para análise do Congresso Nacional, que terá que decidir se haverá o bloqueio de recursos para essas obras na elaboração do Orçamento de 2010.
As maiores irregularidades identificadas foram sobrepreço, superfaturamento, licitação irregular, falta de projeto executivo e problemas ambientais.“
Caros leitores, peço um momento para rir da total contraditoriedade da declaração do Ministro Paulo Bernardo…
Pronto. Estou refeito. Sigamos:
É impressão minha ou o Ministro afirma que ser contrário aos pareceres do TCU é fazer as coisas de forma transparente?
Ora bolas! O que quer o TCU, meu caro Ministro? Que as coisas sejam transparentes.
A questão é que, para alguns, a transparência desejada pelo TCU é transparência até demais. Isso sim!
Vamos ser francos: O que parece é que o governo quer que as obras andem o mais rápido possível para ter o que mostrar em 2010 e, caso existam irregularidades, releve-se, são apenas falcatruas pequenas, menos importantes, menores, quando considerado o todo eleitoral.
Pois não é assim, Ministro!
41 obras do governo apresentam irregularidades graves. Eu disse graves. E elas hão de ser investigadas a fundo, como devido.
O senhor desejar auditores externos, daqueles que podem ser demitidos pelos patrões se não fizerem o que estes desejam, podendo ser isto encobrir corrupções, é que configura absurdo.
O que acharia o senhor se estivesse na oposição e visse um Ministro do governo dizer o que senhor disse?
Ser contra a fiscalização… A que ponto chegamos.











É isso aí. O que vale é a propaganda Brasil, um país de “tolos”.
Petrucchio,
Obrigado pelo comentário.
Não acho que chegue a tanto, mas é realmente um absurdo ir contra a fiscalização.
Volte sempre!