Arquivo de 09/2009

PMDB diz que Meirelles terá a candidatura que quiser no partido

30/09/2009

Informou recentemente este blog:

O Perspectiva tem acompanhado as informações a respeito dos possíveis rumos políticos do atual Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Surgiram boatos de que Meirelles poderia ir para o PP ou para o PMDB. O verdadeiro era o segundo.

Nos últimos tempos, já dada como certa a filiação de Meirelles ao PMDB, informação que foi confirmada recentemente, comentou-se que o Presidente do BC poderia tentar conseguir a vaga de Vice-Presidente na chapa de Dilma Rousseff, a candidatura ao governo de Goiás ou uma candidatura ao Senado pelo mesmo estado.

Parece que a primeira hipótese está mais distante, até porque a vaga de Vice de Dilma parece estar cada vez mais nas mãos de Michel Temer (PSDB-SP), atual Presidente da Câmara.

Restam para Meirelles as duas opções goianas: O governo e o Senado.

Aparentemente, Meirelles consultou Lula sobre a filiação ao PMDB e, agora, fará o mesmo com relação à escolha do cargo que almejará.

Pois bem. Confiram o que informa a Folha:

“Filiado hoje ao PMDB, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, decide até março seu futuro político. O PMDB de Goiás diz que ele terá o espaço que quiser dentro do partido, inclusive no plano nacional.

‘O nome dele está colocado tanto para concorrer ao Senado quanto ao governo. Mas não está descartada a possibilidade dele tentar alçar voo nacional’, disse o presidente do diretório estadual do PMDB de Goiás, Adib Elias Júnior, se referindo à possível vice-candidatura de Meirelles numa chapa encabeçada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Questionado se a vice-candidatura não criaria um novo racha no PMDB, já que o presidente da Câmara, Michel Temer (SP), saiu na frente na disputa pelo cargo, Elias Júnior afirmou que essa decisão será tomada ‘lá na frente’. ‘Ele [Meirelles] é um nome de projeção nacional, até março muita coisa ainda vai ser decidida.’

A possível candidatura ao governo de Goiás também está no páreo. Elias Júnior afirmou que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), o primeiro nome cotado para o cargo, não oferecerá resistência a Meirelles.

‘Se o desejo dele for o Estado, não haverá conflito algum com Iris. Goiás é o oitavo Estado do país. E Meirelles vem de uma família de políticos, tem a vontade de administrar o local de onde veio’, disse ele.”

Por mais que o Presidente do diretório estadual do PMDB de Goiás, Adib Elias Júnior, tenha dado as declarações reproduzidas acima, parece que a situação de Henrique Meirelles é mais ou menos a seguinte:

O governo de Goiás é, sim, desejado por Iris Rezende, Prefeito de Goiânia, influente e marido da atual Presidente nacional do PMDB, que substitui Michel Temer, licenciado por comandar a Câmara.

A vaga de Vice-Presidente da chapa de Dilma é, sim, desejada fortemente por Michel Temer que, ao que parece, tentará garantí-la para si.

A possibilidade de Meirelles sair candidato à Presidência pelo PMDB é praticamente zero.

Resta o Senado.

É este ou o conflito.

Em tempo: Para falar-lhes a verdade, comento aqui os rumos de Henrique Meirelles dando-os o destaque que, na minha concepção, merecem. Reconheço que não compreendo o destaque demasiado dado pela imprensa especializada. Prestígio goiano não é. Antes fosse.

Micheletti diz que “esquerdismo” de Zelaya influenciou deposição

30/09/2009

Informa a Folha:

“O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, afirmou nesta quarta-feira que o fato de Manuel Zelaya, um rico proprietário de terras, ter se tornado ‘esquerdista’ depois de chegar ao governo foi um dos motivos para que fosse deposto, quando tentava mudar a Constituição de uma forma considerada ilegal pela Suprema Corte.

‘Tiramos Zelaya por seu esquerdismo e corrupção. Ele foi presidente, liberal, como eu. Mas se tornou amigo de Daniel Ortega, [Hugo] Chávez, [Rafael] Correa, Evo Morales’, declarou Micheletti, referindo-se aos presidentes de Nicarágua, Venezuela, Equador e Bolívia, respectivamente.

Em entrevista ao jornal argentino ‘Clarín’, Micheletti, ex-presidente do Congresso elevado à Presidência há três meses após a deposição de Zelaya, disse que a posição do presidente deposto ‘preocupou’ as autoridades do país, porque ele ’se tornou esquerdista’ e convidou ‘comunistas’ para compor seu governo.

Indagado sobre a necessidade de promover reformas e mudanças sociais em um país pobre como Honduras –o que é reivindicado por Zelaya– Micheletti comentou que ‘pode haver reformas, inclusive constitucionais’, mas desde que não afetem três pontos: ‘território, forma de governo e reeleição’.

Ele reconheceu, entretanto, que a forma como foi feita a deposição talvez não tenha sido a melhor maneira de punir os crimes atribuídos a Zelaya.

‘Nosso único erro foi tirá-lo [do poder] como tiramos. De resto, atuamos conforme a lei. Ele violava a Constituição ao buscar uma Constituinte para uma reeleição. Se o tivéssemos prendido e deixássemos aqui, teríamos mortos’, argumentou Micheletti”.

Na minha modesta opinião, o Presidente hondurenho, Roberto Micheletti, acerta ao dizer que, à exceção do modo com que Zelaya foi retirado de Honduras, o governo atual agiu em conformidade com a lei hondurenha, ao contrário do que fez Zelaya quando ainda Presidente.

Acontece que este modo foi equivocado demais, absurdo, ilegítimo, o que gerou a vitimização de Zelaya que, se por um lado está muito mais errado do que o governo atual no que tange arroubos, por outro, não merecia de forma alguma ser retirado de sua casa de pijamas e deportado de seu país como ocorreu.

Pois bem. Dito isso, é preciso recriminar Micheletti. Como sempre digo, e repito, o Perspectiva elogia o que é digno de elogios e critica o que é merecedor de críticas, simples assim, sem comprometimentos prévios ou inidoneidades, cumprindo seu compromisso de independência assumido com o leitor.

Micheletti não pode, de forma alguma, achar que acerta ao dizer que o fato de Zelaya ser “esquerdista” justifica sua retirada do poder. Isto não está correto sob nenhuma visão, nenhum ponto de vista.

Zelaya foi retirado do poder, de forma equivocada, é verdade, mas devidamente na essência, por ter perdido o mandato de Presidente e cometido crime previsto pela Constituição hondurenha.

Ao tentar se perpetuar no poder e acabar com a alternância de poder, buscando instalar uma possibilidade de reeleição que, todos sabem, visava favorecer a ele mesmo, Zelaya infringiu preceitos constitucionais hondurenhos que preveem que, feito isto, o Presidente perde seu posto.

Porém, isso nada tem a ver com Zelaya ser “esquerdista”. Se Micheletti comemora a deposição de Zelaya não só por ele ter ido contra a legalidade e pela Constituição prever que a deposição é a punição neste caso, mas, também, por ele ser de esquerda e aliado de Hugo Chávez, peço licença para aqui para agravá-lo.

Zelaya errou em suas atitudes. Suas ideologias nada têm a ver com isso. Poderia ele ser esquerdista, direitista, centrista ou, até mesmo, adepto de uma ideologia marciana desconhecida ou de uma seita política diabólica.

Caiu Zelaya pelo que fez, não pelo que pensa. Foi retirado do poder de forma condenável, sim, mas não indevidamente.

E Micheletti não pode achar que justo é que um Presidente perca o cargo por seus posicionamentos ideológicos, afinal, eleito fora.

Zelaya errou por empreender algo que, em Honduras, é crime punido com perda de mandato. Pura e simplesmente por isso.

Micheletti, que não é golpista por se tratar, sim, do sucessor constitucional, erra, agora, por justificar a queda de Zelaya utilizando-se de critérios ideológicos.

Zelaya já não é por mim estimado. Micheletti agora cai em meu conceito.

Precisa o Brasil fazer cessar o uso político da embaixada brasileira por Zelaya, retirá-lo posteriormente de Honduras, mesmo que para isso seja necessário oferecer asilo em solo brasileiro, e construir condições para as eleições que, tomara, trarão Presidente para Honduras que se comporte melhor que Zelaya e, também, que Micheletti.

Paulo Skaf se filia ao PSB e pode disputar o governo de São Paulo

30/09/2009

Informa o G1:

“O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, filiou-se ao PSB nesta quarta-feira (30). A informação foi confirmada pelo presidente do PSB no estado, Márcio França. França disse ainda que convidou Skaf para disputar o governo do estado pelo partido, mas o presidente da Fiesp ainda não confirmou.”

Boatos sobre a filiação de Paulo Skaf ao PSB, e sobre a possível candidatura ao governo paulista, têm circulado a tempos. Confirmam-se agora.

Nos é possível observar que uma candidatura de Skaf pelo PSB, se existir candidatura do PT, pode significar a criação de um palanque estadual para a candidatura presidencial de Ciro Gomes, deixando o palanque petista para Dilma.

Pois bem. Mas não é este o meu comentário principal a respeito a filiação de Skaf ao PSB. Tenho uma observação a fazer que, por ocasião do início da boataria a respeito da possibilidade de vir a existir esta união, já foi publicada por este blog.

Diga-se de passagem que o comentário deste blogueiro é de fevereiro, ou seja, desde o início do ano o Perspectiva já adiantava esta informação sobre Skaf.

Enfim, confirmada a filiação do Presidente da FIESP ao PSB, vale muito a pena repetir tal colocação:

Para quem não sabe, Paulo Skaf é o Presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), participando também da diretoria da Confederação Nacional das Indústrias, aquela que, representando os patrões, se opõe às confederações de sindicatos que defendem os operários.

Antes de mais nada ressalto que minha análise a seguir não defende nenhum dos dois lados, apenas observa uma contradição aparentemente óbvia. Dito isso, só me resta fazer um comentário:

Se Paulo Skaf é um dos que luta pelos interesses patronais e está namorando com o PSB, um partido socialista, para concorrer a um cargo em 2010, só existem duas conclusões possíveis.

Ou Paulo Skaf é um ótimo patrão, identificado com as causas operárias e preocupado com os interesses dos trabalhadores, ou seja, alguém de esquerda.

Ou a ideologia dos principais partidos de esquerda do país, embora essa denominação já esteja um pouco ultrapassada, já foi para o “beleleléu”.

Qual será a conclusão correta?

Lula recua novamente na taxação da poupança

30/09/2009

Informa o jornalista Josias de Souza:

“Lula decidiu congelar, pela segunda vez, a proposta que prevê a taxação das cadernetas de poupança acima de R$ 50 mil. O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciara que o projeto seria desengavetado e enviado ao Congresso. Já lá se vão duas semanas. E nada.

Na noite passada, o presidente informou a auxiliares que optou por devolver a encrenca ao freezer. Adiou a remessa do projeto ao Legislativo ‘por tempo indeterminado’. Com isso, fica comprometida a estratégia da Fazenda.

Pretendia-se impor o Imposto de Renda aos poupadores a partir de 2010. Para que isso pudesse acontecer, o projeto teria de ser aprovado até o final de 2009.

Pela lei, o governo só pode impor tributos novos ao contribuinte se eles forem referendados pelo Congresso no ano anterior ao do início da cobrança.

Deve-se o recuo a um entrave político: nem os congressistas alinhados com o governo se dispõem a aprovar a mordida nos rendimentos da poupança.

Informou-se a Lula que a maioria do PMDB, um pedaço do PT e parcelas expressivas de legendas como PTB, PR, PP e PDT ameaçavam aliar-se à oposição.

E o presidente concluiu que, às portas de uma eleição, não seria prudente testar os humores do consórcio partidário que lhe dá suporte congressual.”

Bom saber que nem mesmo os congressistas governistas se encontravam simpáticos à ideia de que a poupança fosse taxada. Afinal, não se trata de medida correta.

Tomara que a iniciativa continue estagnada, sem prosperar. A taxação da poupança é, na humilde opinião deste blogueiro que vos fala, projeto errôneo, que visa solucionar um problema que pode ser resolvido de outras formas e criando um novo problema, além de submeter o cidadão ao furor arrecadatório do atual governo.

Se os fundos de investimento parecem, por conta dos juros baixos, menos atrativos aos poupadores, sendo necessário para o governo incentivar a compra deles de alguma forma, sob pena de ver-se, ele próprio, perdendo recursos, que se diminua a taxação dos fundos, e não, que se passe a taxar a poupança.

E não me digam que seriam taxados apenas os que tem acima de 50 mil reais depositados em cadernetas de poupança e que, estes, representam porcentagem ínfima do todo.

Todos nós sabemos como é o Brasil: Hoje 50 mil, amanhã 25 mil, depois de amanhã taxação indiscriminada e injustíssima.

Até porque, diga-se de passagem, a contrapartida prestada pelo Estado brasileiro em troca dos impostos que recebe é, no mínimo, pífia.

Gasta-se com os impostos e, novamente, com os serviços privados que suprem a falta de serviços públicos de qualidade.

PV filia presidente da Natura em busca de Vice para Marina Silva

30/09/2009

Tem corrido a informação de que o PV busca um empresário para integrar a chapa de Marina Silva à Presidência, obviamente, como Vice. Além disso, diz-se que o ideal seria um empresário com algum tipo de contribuição efetiva para a sustentabilidade, bandeira do partido e da ex-Ministra.

É claro que a escolha por um empresário não se dá apenas por isso, mas, também, pelo fato de ele poder colher credibilidade junto ao mercado e, se necessário, facilitar a captação de recursos para a campanha.

Pois bem. Confiram o que informa a Folha:

“Pré-candidata à Presidência do PV, a senadora Marina Silva (AC) participou hoje da filiação de um grupo de empresários ao partido. Setores do PV defendem que o vice de Marina na eleição de 2010 seja do meio empresarial.

Entre os nomes que entraram na lista de cotados para vice de Marina está o fundador e co-presidente do conselho de administração da Natura, Guilherme Leal, que se filiou hoje ao PV.

O empresário rejeitou comparações com o vice-presidente José Alencar e negou ter um projeto político. ‘Com todo o respeito que merece o vice José alencar, eu sou o Guilherme Leal. E com todo o respeito que merece a senadora, sou um servidor do projeto de construção de um Brasil mais próspero, justo e sustentável’, afirmou.

Em seguida, entretanto, ele não descartou a possibilidade de sair candidato. ‘Estou a serviço de um projeto para o país sob a liderança de Marina Silva. Quem assina uma ficha antes de 3 de outubro se coloca à disposição de um projeto político’, afirmou ele.

Também se filiaram ao PV o presidente do Instituto Ethos, Ricardo Young, o presidente do Instituto Sócio-Ambiental Henrique Svirsky, o presidente do Moinho Brasil, Fernando Simões, a empresária e socialite Ana Paula Junqueira, o jurista José Afonso da Silva e Fernando Monteiro de Carvalho Garnero, do grupo Garnero.”

Congresso aprova crédito de R$ 1 bilhão para municípios

30/09/2009

Já há algum tempo que diversos municípios brasileiros, principalmente os mais dependentes do Fundo de Participação dos Municípios – FPM, sofrem com problemas financeiros gravíssimos. Não há receita para suprir os gastos.

Algumas prefeituras chegaram ao ponto de fechar as portas, visto que o auxílio da União nunca chegava. Os serviços públicos se paralizaram e os cidadãos se viram sem assistência, um absurdo.

Pois bem. Informa a Agência Câmara:

“O Congresso aprovou reforço de R$ 1 bilhão para as transferências da União aos municípios. A relatora da proposta (PLN 62/09), deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), ressaltou que vários municípios estão em dificuldades, e os recursos devem garantir a continuidade de serviços públicos.

‘A crise internacional causou queda significativa na arrecadação da União, o que ocasionou queda brusca nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), principal fonte de recursos dos municípios mais pobres do Brasil’, disse a relatora ao defender a proposta.”

Esperemos que esta ajuda concreta, finalmente anunciada, seja utilizada com critério, zelo e austeridade pelas prefeituras.

De nada adianta a ajuda se o dinheiro for desviado ou malversado.

Mas, embora exista esse risco – infelizmente – a União não poderia se omitir como vinha fazendo.

Eleição indireta para o governo do Tocantins terá dois candidatos do PMDB

30/09/2009

Informa a Folha:

“A eleição indireta para o governo do Tocantins terá dois candidatos do PMDB: o deputado estadual Carlos Henrique Gaguim e o ex-vice-prefeito de Palmas, Derval de Paiva. A eleição está marcada para as 20h de 8 de outubro, na Assembleia Legislativa do Tocantins. O governador que for eleito pelos deputados estaduais terá pouco mais de um ano de mandato para terminar, já que um novo pleito ocorrerá em outubro de 2010.

O PMDB local tentou impedir o lançamento de duas candidaturas. Marcou uma reunião para hoje para convencer Derval a não disputar o governo com Gaguim. ‘Falei com o Derval para ele desistir, não sair em campo. Que agora era a vez do Gaguim. Mas não teve jeito. Vai entender’, disse o presidente do diretório estadual do PMDB do Tocantins, Osvaldo Reis.”

Como se já não bastasse o PMDB ser uma federação de caciques fisiológica e loteadora de cargos, ainda tem um entendimento entre seus membros dentro dos estados tão profundo que, no Tocantins, não foi possível unir a legenda em torno de uma candidatura só nas eleições indiretas.

Fica a impressão de que, se fosse permitido a um partido lançar dois candidatos em eleições diretas, o PMDB não se acertaria também em diversos estados.

Esse é o preço pago por um partido marcado pela desunião e que só se mantém como o maior do Brasil, justamente e infelizmente, por dar asilo à má política.

Lamentável. Até porque o PMDB acaba sendo espelho da cultura política  nacional, que é desagregadora, personalista, vaidosa, desunida e egocêntrica em sua maioria.

Zelaya convoca resistência contra governo hondurenho

29/09/2009

Informa a Folha:

“O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, convocou nesta terça-feira a resistência contra o governo interino de Honduras, depois do fechamento de uma rádio e de uma TV ligadas à oposição, em uma entrevista coletiva concedida na embaixada do Brasil em Tegucigalpa e cobrou da comunidade internacional medidas mais enérgicas contra o governo liderado por Roberto Micheletti desde sua deposição, há três meses.

‘Chamo a resistência às ruas para que exija que os meios de comunicação fechados voltem a funcionar’, afirmou Zelaya na entrevista coletiva que concedeu dentro da embaixada brasileira, onde permanece abrigado desde de seu regresso clandestino ao país, há uma semana. Ele continua a usar o local para mobilizar seus seguidores, apesar de reclamações do governo interino e de pedidos de autoridades diplomáticas brasileiras para que ele contivesse declarações que pudessem aumentar a tensão.”

Você aí está pensando que Manuel Zelaya está incitando os seus simpatizantes hondurenhos diretamente da embaixada brasileira?

Não, meu caro. O que é isso. É impressão sua.

Ora! Me digam que o fechamento dos meios de comunicação foi uma medida equivocada. Aceito.

Mas não me digam que Zelaya não faz uso político, e “gato e sapato,” da embaixada brasileira.

Parece que o governo brasileiro disse para Zelaya o slogan de uma famosa loja de departamentos no que tange sua estadia na embaixada:

Abuse e use!

Projeto ficha limpa consegue assinaturas e chega à Câmara: Mudanças já previstas

29/09/2009

Informa o Globo:

“O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), recebeu nesta terça-feira a proposta de iniciativa popular que visa a barrar os chamados candidatos ‘fichas-sujas’. A proposta com mais de 1,3 milhão de assinaturas foi entregue pelos integrantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral ( MCCE).

O projeto ‘ficha limpa’ barra o registro de candidatos condenados, em primeira instância, por crimes graves ou contra a administração pública. Também prevê que quem tem denúncia do Ministério Público aceita em um tribunal não concorra nas eleições. Temer justifica que existem manifestações a favor de uma decisão colegiada e não somente de um magistrado.

[...]

- Eu tenho observado que as pessoas acham que é preciso haver manifestação do colegiado – afirmou o presidente da Câmara. “

Comenta o blog de Ricardo Noblat que, logo após prometer dar uma tramitação acelerada ao projeto, Michel Temer já revelou que a proposta deve sofrer alterações quase que imediatamente.

A ideia da Câmara, como se percebe pelo conteúdo da reportagem reproduzida acima, é tornar inelegíveis somente cidadãos condenados por um órgão colegiado da Justiça, ou seja, em segunda instância.

Me parece razoável. Trata-se de uma medida que protege mais o princípio da presunção de inocência, afastando a possibilidade de que inocentes paguem pelos erros de culpados.

Explico: Por mais que pareça correto que candidatos condenados em primeira instância não possam se candidatar, isso iria querer dizer que inclusive inocentes injustiçados ficariam de fora da eleição.

Portanto, exigir que a inelegibilidade só atinja os que foram condenados tanto na primeira instância quanto na segunda parece dar mais segunrança.

A partir daí já soa realmente equivocado manter a presunção de inocência. Recursos especiais e extraordinários não devem fazer com que aquele que se utiliza deles possa ser elegível.

Por fim, é importante ressaltar, com certeza, a iniciativa popular fomentada pelo MCCE – Movimeto de Combate à Corrupção Eleitoral.

É ótimo ver que é possível mobilizar a população e conseguir mais de 1 milhão de assinaturas em torno de um projeto de iniciativa popular.

Os calhamaços de papel exibidos na foto acima dão a noção de quanto trabalho foi dispendido, o que dá ainda mais magnitude à iniciativa.

Com certeza o sucesso não seria tão rápido se entidades e instituições influentes não tivessem abraçado a ideia, porém, não deixa de ser motivo de comemoração o fato de a população brasileira ter, mais uma vez, se valido da possibilidade de propor, ela própria, diretamente, leis.

Ainda mais se levarmos em conta que trata-se de lei que visa moralizar a prática política, algo tão necessário.

Em tempo: O Globo informa que, pelo fato de a proposta não mudar a regra eleitoral e não ter princípio de anterioridade, para valer nas eleições do ano que vem, ela poderá ser aprovada até 30 de junho – prazo final para registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Existe entendimento diverso que defende que a regra deve ser aprovada um ano antes do pleito. Se este prevalecer, qualquer que seja o texto final da proposta aprovado, a lei só valerá para as eleições de 2012.

Esperemos que o primeiro entendimento seja o privilegiado.

Meirelles vai para o PMDB e deve deixar BC em março

29/09/2009

O Perspectiva tem acompanhado as informações a respeito dos possíveis rumos políticos do atual Presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

Surgiram boatos de que Meirelles poderia ir para o PP ou para o PMDB. O verdadeiro era o segundo.

Nos últimos tempos, já dada como certa a filiação de Meirelles ao PMDB, informação que foi confirmada recentemente, comentou-se que o Presidente do BC poderia tentar conseguir a vaga de Vice-Presidente na chapa de Dilma Rousseff, a candidatura ao governo de Goiás ou uma candidatura ao Senado pelo mesmo estado.

Parece que a primeira hipótese está mais distante, até porque a vaga de Vice de Dilma parece estar cada vez mais nas mãos de Michel Temer (PSDB-SP), atual Presidente da Câmara.

Restam para Meirelles as duas opções goianas: O governo e o Senado.

Aparentemente, Meirelles consultou Lula sobre a filiação ao PMDB e, agora, fará o mesmo com relação à escolha do cargo que almejará.

Curioso é perceber que, prevendo a saída de Meirelles em março, mês em que aqueles que pretendem se candidatar em 2010 precisam se desincompatibilizar, deixando seus cargos executivos, alguns funcionários do Banco Central já pensam em, como o Presidente do Banco, sair da instituição.

Segundo o Correio Braziliense, a saída de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central para disputar as eleições em Goiás em 2010 abriu as portas para uma debandada no comando da instituição.

Pelo menos três diretores já informaram que não devem virar este ano em seus cargos. O primeiro a deixar o BC tende a ser o diretor de Política Econômica, Mário Mesquita, maior defensor da política restritiva de juros para manter a inflação dentro das metas. Meirelles, inclusive, já teria sondado alguns nomes no mercado para a vaga. Estão na fila ainda o diretor de Política Monetária, Mário Torós, e o diretor de Liquidações, Gustavo Matos do Vale, esse, prestes a se aposentar.

As substituições de Mesquita e Torós causam apreensão no mercado e, por isso, por mais que possam gerar nomeações de pessoas preferidas pelo governo, podem, ao mesmo tempo, prejudicar a visão dos empresários a respeito da candidatura de Dilma Rousseff.

A ver.