Por Arthurius Maximus*
Nesse final de semana vivemos no Rio de Janeiro exemplos claros de como a incompetência das autoridades pode matar. De uma casa invadida, em um bairro de classe média, com o uso de granadas, ao bonde desgovernado que mata uma turista num bucólico bairro da cidade, passando pelo arrastão assassino que se repete sem repressão, os moradores da cidade do Rio de Janeiro estão entregues a um governo midiático e que governa apenas para as manchetes.
Os constantes “choques de ordem” que atingem apenas os mais pobres e os que precisam trabalhar deflagraram na cidade uma indústria nunca vista do famoso “cala boca”, aquele agrado dado ao agente da lei para “olhar para o outro lado”.
Enquanto a Prefeitura de Eduardo Paes e o Governo do estado de Sérgio Cabral se resfolegam em ações pirotécnicas “para inglês ver”, o carioca continua morrendo à míngua nos hospitais e mal tratado nas UPAs que, segundo os eleitos, seriam a solução do problema de saúde.
O atendimento 24 horas ficou resumido à coleta de nomes e à organização de filas. O atendimento “de primeiro mundo” caiu na vala comum da falta de médicos e da ausência de ambulâncias, medicamentos e insumos. Os transplantes de órgãos foram abandonados e relegaram o estado a uma vergonhosa posição de desperdiçador de doadores, quando já foi referência no assunto.
Enquanto os políticos massacram o povo e viajam para o exterior constantemente, de olho nas gordas verbas e nas possíveis empreitadas promissoras que virão com a Copa do Mundo e com as Olimpíadas, os problemas reais e imediatos do cidadão carioca e fluminense são sistematicamente ignorados e largados para o terceiro plano.
A desculpa esfarrapada do pouco tempo e da falta de recursos não se aplica simplesmente porque, segundo eles mesmos, os cofres da União foram abertos com amor e carinho pelo presidente e pelo PT.
Só está restando ao povo aceitar ser vilipendiado, mal tratado e espezinhado por médicos, professores e funcionários públicos mal pagos, mal treinados e que já não conseguem aturar, sem ter o que fazer, as reclamações e os suplícios que o populacho deve suportar calado dia após dia.
Resta saber até quando nosso povo continuará cândido e terno, oferecendo-se para o abate alegre e passivamente. Caminhando ordeiramente para as câmaras de gás e os fornos crematórios da indiferença e da cara-de-pau de políticos, funcionários e demais responsáveis.
Enquanto isso, os que deviam se importar passeiam alegremente como se o mundo fosse feito de flores e de muito dinheiro fácil.
* Arthurius Maximus é colunista do Perspectiva Política às segundas e editor do blog Visão Panorâmica











Esse quadro só ira mudar quando começarem assassinar politicos, caso contrário ficará na mesma.
Não é matando um ou dois politico que a situação irá mudar, tem que fazer é uma limpa, juntar uns 200 e queimar em praça pública.
Mostrar que manda é o povo.
Victor,
Obrigado pelo comentário.
A solução que você propõe é um tanto absurda. Não podemos deixar a indignação descambar para esse lado.
Volte sempre!
Apoiado Victor.
Absurdo é ver o mensalão acabar em pizza, o castelo acabar em pizza, o trenzinho acabar em pizza, os escandalos da mandioca, das ambulâncias e etc… acabarem em pizza, ou “Estou me lixando para o que o povo pensa”, acabar em pizza e muitos outros tipos de pilantragens cometidos por politicos.
É elementar que não vamos matar os nossos dignos representantes, mas é hora de dar um basta nessas vergonhas, não acha?
Vamos mata-los é nas urnas.
Abraços.
Victor,
Obrigado pelo comentário.
O eleitor deve, com certeza, ter memória e lembrar de tudo o que passou na hora de votar.
Volte sempre!
Arthurius,
Infelizmente é essa a realidade em todos os Estados da Nação. Oxalá o povo, um dia, se canse de fato e acabe com o “Bonde da Alegria” de uma vez por todas!
Grande abraço!