Ao que parece, o PMDB não representou contra Arthur Virgílio, Senador amazonense e líder do PSDB no Senado, apenas por querer vingança contra quem atacou Renan Calheiros no passado e ataca Sarney agora.
Já é sabido por todos nós que o segundo motivo não haveria de ser a luta pela punição dos erros cometidos pelos senadores como um todo. Dizer que um partido como o PMDB representou contra Virgílio pela moralidade seria fazer piada.
O que está sendo cogitado pelos analistas e pelos que conhecem bem os bastidores de Brasília é que, além de existir um pouco de vingança realmente, estaria sendo montada uma barganha.
O PMDB estaria tentando trocar a absolvição de Arthur Virgílio pela de José Sarney. Eles recuariam de um lado se a oposição recuasse de outro. Aquele velho “toma lá da cá”, aquela velha vergonha.
Obviamente que se o PMDB realmente fizer este tipo de proposta, seja de forma explícita ou tácita, a oposição, e principalmente o próprio Arthur Virgílio, deveriam recusar.
Mas este blogueiro gostaria de dar um conselho complementar:
Não seria ótimo se Virgílio, motivado pelo vislumbre de ter sua vida complicada e pelo consequente pensamento de que não há muito o que perder, se tornasse voz cada vez mais ácida contra Sarney?
Fale tudo, Senador! Denuncie tudo o que sabe, fale sobre todos os assuntos obscuros, conte ao povo se lhe propuserem a tal barganha!
Eu, se fosse Arthur Virgílio, levaria tudo às últimas consequências. Se fosse para cair, levaria Sarney comigo.
Estaria prestando serviço grandioso à nação e, por ter sido a maior voz de oposição ao político que personifica a falta de virtude da política nacional, não encontraria muitos problemas junto à opinião pública para, tendo ressarcido tudo que fiz o Senado gastar indevidamente, me eleger novamente no futuro.
Se Arthur Virgílio for alguém que coloca o interesse coletivo à frente do pessoal, é isso que ele deve fazer. Doa a quem doer. Nada de barganha.
Eu devolveria ao Senado todo o dinheiro gasto por minha culpa e diria de forma tácita: Tombemos os dois e vejamos quem se levanta. Pena que nem todos são assim.











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