Informa o Estadão:
“Só nos últimos dez dias, o governo anunciou três decisões que podem elevar o gasto público em R$ 9 bilhões este ano. O reajuste do funcionalismo a ser pago neste mês aumentará a folha em R$ 6 bilhões em 2009, o aumento do Bolsa-Família, ainda em discussão, custará cerca de R$ 2 bilhões e os parlamentares foram contemplados com a liberação de R$ 1 bilhão para pequenos projetos, como pavimentação de ruas em bases eleitorais.”
Sem dúvida existem gastos públicos que são necessários. Também é certo que não se pode, por conta da crise mundial, deixar que uma cautela excessiva tome conta e o governo se encontre travado, sem possibilidades de investimento.
Acontece que os exageros também devem ser controlados. Nem oito, nem oitenta, já diria a expressão famosa.
Nem estão certos os oposicionistas que alarmam demais com relação aos gastos públicos, nem os governistas que acreditam que todos os gastos são válidos.
Há sim que haver controle. O momento internacional não é propício. Sem exageros, sem desesperos, mas com cautela.
E um aumento de 9 bilhões nos gastos, eu disse 9 bilhões, em apenas 10 dias, não combina nada com a cautela necessária.
O governo tem que tomar cuidado para não se enquadrar no velho clichê de gastar o que se tem e o que não se tem perto das eleições.
Isso levando em conta, é claro, o pensamento de que não é do interesse do governo se enquadrar neste clichê.
Quem sabe o entendimento de que o governo não quer isso é equivocado.










