Na semana passada, a bancada do PT já havia até se decidido pelo afastamento de Sarney da presidência do Senado. Porém, o Presidente Lula conversou com a bancada e tentou um “enquadramento”, ou seja, buscou fazer com que o entendimento fosse mudado para poder atender aos interesses do PT do Executivo para 2010.
A partir daí, criou-se um impasse: O que decidiria a bancada do PT? Seria fiel aos seu entendimento prévio, respeitando sua história, sua coerência e seus eleitores ou se submeteria ao enquadramento de Lula?
A resolução desse impasse chegou a ser chamada por este blogueiro de simbólica, afinal, a escolha do PT representaria todo um posicionamento político que nos mostraria se há PT além de Lula ou não.
Acontece que este blogueiro foi frustrado. Essa decisão simbólica não ocorrerá. Apesar disso, o próprio fato da decisão não ocorrer já demonstra qual é a verdade.
Explico: O que ocorre é que a maioria da bancada continua a favor do afastamento de Sarney. Mas ao mesmo tempo não quer se opor a Lula.
Alguns perguntarão: O que ocorre então?
Ficará o dito pelo dito. Não será decidido nada. Cada cidadão que pense o que quiser. Pasmem, esse será o rumo tomado. Ficar em cima do muro.
A grande questão é que ficar em cima do muro já é, como eu disse, uma resposta, e ela é a seguinte:
Se o PT aceita deixar seu entendimento prévio para lá, já se submeteu, pelo menos parcialmente, a Lula. Já está comprovado que o PT do Senado, o PT do Legislativo, aceita se conduzir levando em conta articulações um tanto condenáveis que são feitas pelo PT do Executivo e que só existem pois há o desejo de continuar comandando o País acima de qualquer coisa.
Não há mais PT além de Lula. Infelizmente.










