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In: 01. Análise PolÃtica| 11. PolÃtica Internacional| Hugo Chávez| Relações Internacionais
25 May 2009
Informa o Estadão:
“O governo da presidente Cristina Kirchner negou ontem que esteja planejando a ‘chavização’ da economia argentina. ‘É um disparate que digam que o chavismo vem aÃ’, afirmou o ministro argentino do Interior, Florencio Randazzo. ‘Não estatizaremos empresas.’ A manobra foi interpretada no âmbito polÃtico como uma tentativa apressada de diferenciar Cristina do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que na quinta-feira estatizou três empresas argentinas instaladas no paÃs. “
Esse caso expresso no trecho acima explicita muito bem uma das maiores contradições das polÃticas externas de alguns paÃses sul-americanos, entre eles, o nosso Brasil.
É correto que os governos busquem estreitar as relações comerciais e polÃticas com os paÃses vizinhos. Mas é sempre bom que eles se lembrem que a defesa de seu povo vem em primeiro lugar. Como diz a máxima: “PaÃses não têm amigos, têm interesses”.
Acho essa máxima um tanto determinista e acredito que é compreensÃvel que sejam feitas, em alguns casos, concessões. Faz parte do jogo. Muitas vezes se dá um passo atrás para que se possa dar dois para frente.
Mas como pode o povo de uma nação compreender o porquê de o seu governo apoiar incondicionalmente um regime estrangeiro que, quando quer, prejudica essa nação que o apóia?
Resposta: Não pode. E não deve.
Está errado o governo que apóia regimes autoritários como o chavista em qualquer situação.
Pior ainda quando esse governo oferece apoio incondicional, o que faz o governo argentino, mesmo que o regime apoiado atente contra as empresas de seu paÃs.
Como devem se sentir os argentinos sabendo que sua lÃder apóia fortemente alguém que toma de assalto empresas argentinas que empregam diversos pais de famÃlia argentinos?
Da mesma forma que se sentem os brasileiros que, embora tenham visto Evo Morales tomar de assalto instalações da Petrobras na BolÃvia, assistem à s demonstrações de afeto entre Lula e o lÃder boliviano.
A Argentina vive hoje um momento pré-eleitoral onde ser chavista, ou defender o chavismo, faz perder votos.
Ótimo que seja assim. É o correto.