Informa o Estadão:
“O governo da presidente Cristina Kirchner negou ontem que esteja planejando a ‘chavização’ da economia argentina. ‘É um disparate que digam que o chavismo vem aí’, afirmou o ministro argentino do Interior, Florencio Randazzo. ‘Não estatizaremos empresas.’ A manobra foi interpretada no âmbito político como uma tentativa apressada de diferenciar Cristina do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que na quinta-feira estatizou três empresas argentinas instaladas no país. “
Esse caso expresso no trecho acima explicita muito bem uma das maiores contradições das políticas externas de alguns países sul-americanos, entre eles, o nosso Brasil.
É correto que os governos busquem estreitar as relações comerciais e políticas com os países vizinhos. Mas é sempre bom que eles se lembrem que a defesa de seu povo vem em primeiro lugar. Como diz a máxima: “Países não têm amigos, têm interesses”.
Acho essa máxima um tanto determinista e acredito que é compreensível que sejam feitas, em alguns casos, concessões. Faz parte do jogo. Muitas vezes se dá um passo atrás para que se possa dar dois para frente.
Mas como pode o povo de uma nação compreender o porquê de o seu governo apoiar incondicionalmente um regime estrangeiro que, quando quer, prejudica essa nação que o apóia?
Resposta: Não pode. E não deve.
Está errado o governo que apóia regimes autoritários como o chavista em qualquer situação.
Pior ainda quando esse governo oferece apoio incondicional, o que faz o governo argentino, mesmo que o regime apoiado atente contra as empresas de seu país.
Como devem se sentir os argentinos sabendo que sua líder apóia fortemente alguém que toma de assalto empresas argentinas que empregam diversos pais de família argentinos?
Da mesma forma que se sentem os brasileiros que, embora tenham visto Evo Morales tomar de assalto instalações da Petrobras na Bolívia, assistem às demonstrações de afeto entre Lula e o líder boliviano.
A Argentina vive hoje um momento pré-eleitoral onde ser chavista, ou defender o chavismo, faz perder votos.
Ótimo que seja assim. É o correto.










