Informa o Estadão:
“Com números de uma pesquisa eleitoral feita pelo instituto mineiro Vox Populi, o governador de Minas, Aécio Neves, fez campanha ontem no Congresso pelas prévias do PSDB para escolha do candidato tucano a presidente. Sorridente, ele trouxe na ponta da língua os dados que, ao menos em um quesito – potencial de crescimento -, lhe dariam vantagem sobre o governador de São Paulo, José Serra.
De acordo com a assessoria do governador mineiro, ele tem a fidelidade de 44% dos eleitores que o conhecem bem, enquanto Serra registraria 32%. Na matemática pregada pelos aecistas, com mais exposição política, Aécio seria teria a capacidade de atrair mais e fiéis votos, o chamado potencial de crescimento eleitoral”.
Nada contra Aécio Neves e os aecistas, porém, acho que existe algo fundamental a ser observado sobre o tal potencial de crescimento de Aécio Neves.
José Serra lidera as pesquisas com larga vantagem, sendo assim, parece ter um eleitorado bem maior que o de Aécio Neves. Somando isso ao fato de ser muito mais difícil para quem já está em cima ainda ter um grande potencial de crescimento, chega-se à conclusão de que os cálculos dos aecistas podem ter uma distorção.
Resumindo, acredito que Aécio pudesse, sim, ter um potencial maior para agregar e crescer caso estivesse empatado com José Serra, comprovando a versão de que seu potencial é maior, até porque a rejeição a Serra é um pouco maior.
Porém, visto que Serra está bem na frente, acho que o cálculo se distorce, já que, quem está atrás, quase sempre terá um potencial de crescimento maior, isso é apenas pura matemática. Vale também ressaltar que a rejeição a Serra existe, em parte, por ele ser conhecido. Aécio poderia também aumentar sua rejeição quando viesse a ser conhecido para poder ser rejeitado.










