“Candidatura de Dilma em 2010 já tem apoio de 81% da cúpula do PT”
Parece ser realmente inevitável que Dilma Rousseff seja a candidata do PT à presidência do país. A resistência dentro da legenda ao seu nome já é mínima e é difícil que o panorama mude.
Lula se afasta do PT quando lhe é interessante, não divide com o partido os prejuízos eleitorais e de popularidade advindos de escândalos como o mensalão e afins, porém, na hora da necessidade, o partido é obrigado a recorrer ao Presidente, por ser este sua estrela máxima e o único capaz de ter chances de dar ao Partido dos Trabalhadores uma nova vitória em 2010.
Sendo assim, será o candidato o do PT, com pouca resistência dos que forem avessos ao nome, aquele que for benzido pelo Presidente Lula. Se este alguém é Dilma, assim será.
Mas este não é o único fator que fez com que Dilma fosse escolhida. A realidade é que, ao poder de fogo do Presidente, soma-se o determinante fato do PT não ter opções. Todas as possibilidades de sucessão que eram aventadas no início do primeiro mandato de Lula foram sendo queimadas uma a uma, não só por terem se envolvido com o que não deviam, como também, por terem servido de escudo para que nada pudesse encostar ne imagem do Presidente.
Se o PT perdeu possibilidades para proteger Lula e manter sua imagem e sua popularidade, nada mais natural que dependa dele para ter chances em 2010. Acontece que o Presidente não escolheu um petista das antigas e despejou todo seu cacife eleitoral em seu nome, e sim, uma Ministra mais fiel a ele mesmo do que ao partido e que não fez parte dos primórdios do PT.
Embora críticas apareceram pelo fato de Dilma não ser “petista de raiz”, submetem-se todos os petistas ao ditame de Lula, afinal, sem ele, o partido, hoje, não é nada. Contentam-se os petistas com a chance de vitória de uma petista nova apoiada por Lula, muito porque é a única que podem ter, afinal, Lula não parece disposto a apoiar mais ninguém.
No fim das contas, o partido se sacrificou totalmente por Lula, mas para 2010, o Presidente me parece mais fiel a ele mesmo do que aos que se sacrificaram por ele. Mas pode ser que eu esteja enganado e seja só uma questão de preferir as maiores chances de continuar no poder em detrimento do lançamento da candidatura de um petista histórico que defenda as convicções do partido.
Fazer o quê, parece que para quem prova o poder, as convicções passam a valer menos. Se por um lado, Dilma parece ser mais forte do que qualquer outro petista por ter o apoio incondicional de Lula, por outro, podem os petistas ter de pagar o preço de ter uma candidata biônica, e não, com toda uma carreira política construída e geradora de experiência.










