“Collor desiste de disputa com Azeredo e agora quer comissão que seria de Ideli”
A postagem “Acomodando Collor” dizia o seguinte:
E não é que a confusão entre o PTB que indica Collor e o PSDB que indica Azeredo continua? Já faz mais de uma semana e o quiprocó não se resolveu.
Tendo isso em vista, José Sarney resolveu intervir, afinal, essa disputa vem colocando o Senado na inércia. O PSDB obstruiu as sessões condicionando as votações à resolução do problema. Sarney, que antes havia deixado a bomba nas mãos dos líderes partidários, teve de se manifestar.
Sarney trabalha com a idéia de acomodar Collor em outra Comissão, dando ao PSDB o que o partido quer e concedendo a Collor uma consolação.
Resta saber se o Collor e o PTB aceitarão. E também se Sarney achará algo que agrade Collor, afinal, provavelmente terá de desalocar alguém para poder prover ao ex-Presidente.
Dito isso, vejamos o que aconteceu:
Sarney realmente interviu. Conseguiu que Collor abrisse mão da Comissão de Relações Exteriores em benefício de Eduardo Azeredo do PSDB. Acontece que Sarney só teve sucesso pois sinalizou para Collor com a Comissão de Infra-Estrutura. Essa Comissão estava prometida ao PT, mais especificamente a Ideli Salvati. Parece que Sarney esqueceu de combinar com ela.
Agora o problema é outro. Se antes Collor era uma pedra no sapato do PSDB, agora Sarney pegou a pedra e colocou em outro sapato, o do PT. Na realidade, as articulações são feitas não só por Sarney, mas, principalmente, por Renan Calheiros, que depois de armar a confusão, se retirou e deixou PT e PTB se resolverem sozinhos.
Da mesma forma que na divergência entre PTB e PSDB, a nova disputa entre PTB e PT se coloca de forma a confrontar dois argumentos diferentes. O PTB alega que estava do lado do vencedor na campanha para a presidência do Senado, enquanto o PT alega que a proporcionalidade lhe favorece.
Collor e o PTB alegam que não podem ser preteridos de novo. Ideli Salvati responde que só é preterido quem tem direito a algo e não é escolhido, coisa que o PTB não tem.
Enquanto a nova briga vai acontecendo, o Senado continua parado. As sessões são obstruídas e as votações não ocorrem enquanto os problemas das Comissões não forem resolvidos. É o caminho que os partidos envolvidos nas disputas encontram para pressionar os outros a ajudar e influenciar em um entendimento.
Fica a Casa alta do Legislativo brasileiro paralisada enquanto partidos disputam uma Comissão. Dessa vez, graças a Renan Calheiros, o diretor, são PT e PTB, que como Diane Keaton e Jack Nicholson, interpretam o filme “Alguém tem que ceder”.
Acontece que o diretor se retira e deixa as filmagens na mão dos atores.











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