“Não entrar dividido” é o lema

Em 31/10/2008 Comente »

“Para PSB, Ciro deve ser considerado antes de Dilma”

“Aécio e Serra começam a se entender”

Os dois links acima levam a análises de dois diferentes blogueiros. O primeiro leva ao Blog do Josias. O segundo leva ao Blog do Noblat.

E por que eu os coloquei juntos neste post? Porque eles falam, de certa forma, da mesma coisa, a corrida presidencial de 2010.

Josias fala sobre a base governista, Ciro Gomes e Dilma Rousseff. Relata que Lula deseja, fortemente, unir a base aliada em torno de uma única candidatura, a de Dilma. Enquanto isso, o PSB tem seu candidato natural, Ciro Gomes, que deseja encabeçar a chapa (ou pelo menos fortalecer seu nome e vender caro aceitar ser vice, e nesse caso a opinião é minha).

Noblat fala sobre a oposição e o entendimento de Serra e Aécio quanto às prévias. Conta que os dois presidenciáveis tucanos estão chegando a um acordo sobre a realização das mesmas. Para Aécio, as prévias seriam favoráveis, pois seria mais fácil vencê-las do que ganhar no quesito porcentagem de intenção de voto, além disso, se perdê-las, poderá apoiar Serra com mais naturalidade, justificando melhor a seus partidários o porquê de ter sido preterido. Para Serra, a intenção de voto seria um critério mais fácil para levar a sua indicação, mas ele deve vencer as prévias de qualquer forma.

Para mim, é muito interessante ler estas duas postagens a que me refiro acima. Elas demonstram que os dois lados buscam a mesma coisa, união em torno de um nome apenas. Elas ressaltam uma das coisas mais antigas da política, “não é bom entrar dividido”.

Acontece que Ciro e Dilma são de partidos diferentes e o candidato natural vem da base aliada, enqüanto a candidata inventada vem do partido do governo. O PT vai querer encabeçar a chapa e Ciro que fique como vice. E ainda existe o PMDB, que pode resolver apoiar o PT e querer a vaga de vice. Como se pode perceber, vai ser difícil para a base aliada “não entrar dividida”.

Enqüanto isso, no lado tucano, a união de Serra e Aécio parece mais fácil, além do fato de que o partido, ao contrário do PT, possui candidatos naturais. Fica a dúvida sobre a vaga de vice. Seria Aécio vice de Serra, alguém do DEM vice de qualquer um dos dois, ou a improvável chapa Aécio-Serra?

No fim das contas, parece que a luta da base governista para se unir será maior do que a luta da oposição. Lula sabe disso e já está se movimentando, até porque, o lado que conseguir uma união mais sólida, sai como favorito.

3 comentários

  1. Carlos says:

    Caro Bruno, já tinha lido os textos dos jornalistas. No momento, tudo vai muito bem para as oposições e pode ainda melhorar(pela terrível máxima do quanto pior, melhor – vide crise marolinha). No entanto, como todos já colocaram o PMDB é o fator de desequilíbrio nas urnas de 2010. Ou não. O PMDB unido sim, mas, a única coisa que parece certa é que não haverá este partido unido, pois desde a (não) eleição presidencial de Ulysses que eles já eram desunidos. O poder é muito repetitivo, acho que os partidos definirão suas estratégias pela esperança de entrar(ou manter-se) na situação a partir de 2011. Então tudo depende, na verdade, de Lula emplacar ou não um candidato. Em tempo, sempre achei que a Dilma nunca seria candidata, o caso lembra a crônica de uma morte anunciada e, convenhamos o presidente não é muito de gostar de perder politicamente…Acho que Lula tem um plano B, outro C…ou H(addad).

  2. Carlos says:

    Caro Bruno, já tinha lido os textos dos jornalistas. No momento, tudo vai muito bem para as oposições e pode ainda melhorar(pela terrível máxima do quanto pior, melhor – vide crise marolinha). No entanto, como todos já colocaram o PMDB é o fator de desequilíbrio nas urnas de 2010. Ou não. O PMDB unido sim, mas, a única coisa que parece certa é que não haverá este partido unido, pois desde a (não) eleição presidencial de Ulysses que eles já eram desunidos. O poder é muito repetitivo, acho que os partidos definirão suas estratégias pela esperança de entrar(ou manter-se) na situação a partir de 2011. Então tudo depende, na verdade, de Lula emplacar ou não um candidato. Em tempo, sempre achei que a Dilma nunca seria candidata, o caso lembra a crônica de uma morte anunciada e, convenhamos o presidente não é muito de gostar de perder politicamente…Acho que Lula tem um plano B, outro C…ou H(addad).

  3. Carlos,

    Obrigado pelo comentário.

    Sobre ele, a oposição realmente está se favorecendo com a crise e com a probabilidade alta de ocorrer uma desunião da base aliada na corrida presidencial. O PMDB deve continuar mesmo no fisiologismo e não apoiar ninguém, liberando seus caciques regionais para fazerem campanha para quem bem entenderem. Se Dilma não for candidata e vier Haddad, o candidato é fraco do mesmo jeito.

    Volte sempre, será bem vindo e respondido

  4. Carlos,

    Obrigado pelo comentário.

    Sobre ele, a oposição realmente está se favorecendo com a crise e com a probabilidade alta de ocorrer uma desunião da base aliada na corrida presidencial. O PMDB deve continuar mesmo no fisiologismo e não apoiar ninguém, liberando seus caciques regionais para fazerem campanha para quem bem entenderem. Se Dilma não for candidata e vier Haddad, o candidato é fraco do mesmo jeito.

    Volte sempre, será bem vindo e respondido

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